A Fecosul convocou todos os seus sindicatos filiados para o lançamento da Campanha Salarial Unificada 2013, nesta quarta-feira, 10 de abril. A Federação dos Comerciários do RS deverá reunir mais de 300 líderes sindicais de todo o Estado no Salão/Auditório I da Igreja da Pompeia (Rua Dr. Barros Cassal, 220 – Floresta), em Porto Alegre em um ato de lançamento da campanha. Logo após o ato, uma caminhada será realizada até a sede da Fecomércio para entrega das reivindicações da categoria.
A Fecosul afirma que para a valorização do comerciário é preciso além do reajuste salarial, mais investimentos na profissionalização e condições de trabalho. Segundo estudos do Dieese, a categoria tem um dos salários mais baixos em relação a setores como indústria e serviços, e uma das maiores jornadas de trabalho.
A Federação também informa que não há falta de mão de obra no setor. “O que falta é valorização do trabalho do comerciário. Outros setores como indústria e serviços têm melhores salários e jornadas menores, sem trabalho aos domingos e feriados, então o que está acontecendo é uma migração de setor e não falta de mão de obra”, afirma Guiomar Vidor, presidente da Fecosul.
Em 2012, as vendas no varejo no Brasil subiram 8,4% em volume em relação ao ano anterior. O segmento de hipermercados, supermercados, produtos alimentícios, bebidas e fumo registraram esta expansão, que o levou a responder por 44,6% da taxa anual do varejo, sendo este o principal impacto no resultado do comércio varejista. Estes dados foram divulgados no final de fevereiro pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).
Para Vidor, este desempenho positivo demonstra as reais condições do setor atender as reivindicações da categoria comerciária na campanha salarial deste ano. “Nossas reivindicações são de melhorias das condições de trabalho e de reajuste de 12% para os salários da categoria”, explica Vidor.
A Fecosul representa mais de 50 sindicatos de comerciários e de serviços de todo o Rio Grande do Sul, o que significa representar cerca de 500 mil trabalhadores no comércio e serviços.
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terça-feira, 9 de abril de 2013
quarta-feira, 27 de março de 2013
Trabalhadores da Cotrijui estão no limite e Sindicato irá para a mobilização
A direção do Sindicato dos Empregados no Comércio de Ijuí, esteve reunida na noite desta terça-feira (26) para encaminhar ações referentes a situação dos trabalhadores da Cotrijui. “O estado de alerta definido em assembleia já venceu. Agora chegou a hora da ação”, frisou a presidenta da entidade, vereadora Rosane Simon.
A reunião teve o objetivo de reunir informações, através dos diretores empregados da Cotrijuí, de como está a situação e o ânimo dos trabalhadores da cooperativa nas diferentes unidades da empresa e tomar uma decisão conjunta sobre quais ações encaminhar para pressionar a direção da empresa.
Rosane Simon fez um relato aos diretores do Sindicato sobre os contatos que tem realizado com diferentes setores sociais ligados a Cotrijui. “O que nos preocupa muito, além da situação dos trabalhadores e das várias reuniões e articulações que temos feito, é a situação da empresa. A nossa luta não é só por colocar o salário dos trabalhadores em dia, mas também para assegurar os empregos e a manutenção da empresa, pois sem Cotrijui, milhares de empregos deixam de existir e isso terá um impacto econômico muito grande em nossa região”.
Para os diretores do Sindicato, há indícios de que as coisas não estão indo bem e que não há respostas da diretoria da Cotrijui para uma serie de questões. Os sindicalistas relataram que o aluguel do sistema informatizado do departamento de recursos humanos não foi pago e a empresa fornecedora cortou os serviços. O sistema do setor financeiro vencerá em 15 dias e sofre o risco de corte também. Além dos trabalhadores da empresa, a empresa que presta serviços de segurança para a Cooperativa está sem receber e seus trabalhadores estão em dia, somente porque o responsável pela empresa está adquirindo empréstimos bancarios para saldar salários.
Ainda segundo os sindicalistas, o principal problema enfrentado pela cooperativa é a falta de aval da atual direção para que a empresa se movimente. “Eles não assinam nada”, disse um diretor. Um exemplo disso é a questão dos fiéis depositários de grãos. Os gerentes das unidades recebedoras, responsáveis por assinar o recebimento de produtos foram demitidos, o que passa a responsabilidade de fiel depositário ao presidente que não está assinando os depósitos.
Outra questão relatada é de que vários fornecedores acenaram com propostas de renegociação de dívidas, mas a diretoria da empresa tem fechado as portas para a negociação. “Não queremos nos intrometer nos negócios da Cotrijui, não é essa a nossa intenção. Mas a situação da empresa afeta a vida dos associados do Sindicato e tem reflexos diretos na economia da cidade, principalmente no comércio. Há entre os associados, integrados e trabalhadores a sensação de que as coisas não estão bem encaminhadas. Esta é a hora da negociação, de aproximar parceiros, porque estamos em meio a uma safra e o negócio tem que fluir”, disse Rosane.
Os sindicalistas chamaram a atenção para o fato de que neste mês, já não há previsão de pagamento inclusive para os trabalhadores dos mercados, que estavam recebendo em dia. “Nós estamos no limite”, sustentam os diretores. “Há um desinteresse por parte da direção com os trabalhadores. Não há informação. Estão sendo feitas demissões tirando pessoas de locais estratégicos para o andamento da empresa. Demitem e mandam buscar os direitos na justiça. Um absurdo”.
A presidenta Rosane Simon esclareceu que, com o respaldo da direção e dos trabalhadores vai encaminhar ações de pressão e mobilização. “Precisamos mobilizar e esclarecer a sociedade sobre os problemas enfrentados pelos trabalhadores, pelos associados e por cooperados e sobre os reflexos que a Cotrijui tem sobre toda a economia da região. É preciso chamar a atenção da sociedade para a gravidade do problema que demanda resposta imediatas e efetivas e isto não está acontecendo”.
Rosane Simon afirmou que a partir de agora ações efetivas serão encaminhadas pelo sindicato e chamou associados e cooperados para ajudarem na mobilização. “Precisamos mudar esta situação. Já passou o momento das evasivas, das reclamações e de apontar problemas passados. Queremos ação e respostas, porque a máquina está parando”, disse Rosane.
Nota de observação: No quarto parágrafo, originalmente foi publicado que "Além dos trabalhadores da empresa, os trabalhadores que fazem a segurança da Cotrijui também estão sem receber". Esta informação esta incorreta dando a entender que os trabalhadores da empresa de segurança estavam com seus salários atrasados. O correto é que a empresa que presta serviços de seguntança a Cotrijui está com seus pagamentos atrasados.
A reunião teve o objetivo de reunir informações, através dos diretores empregados da Cotrijuí, de como está a situação e o ânimo dos trabalhadores da cooperativa nas diferentes unidades da empresa e tomar uma decisão conjunta sobre quais ações encaminhar para pressionar a direção da empresa.
Rosane Simon fez um relato aos diretores do Sindicato sobre os contatos que tem realizado com diferentes setores sociais ligados a Cotrijui. “O que nos preocupa muito, além da situação dos trabalhadores e das várias reuniões e articulações que temos feito, é a situação da empresa. A nossa luta não é só por colocar o salário dos trabalhadores em dia, mas também para assegurar os empregos e a manutenção da empresa, pois sem Cotrijui, milhares de empregos deixam de existir e isso terá um impacto econômico muito grande em nossa região”.
Para os diretores do Sindicato, há indícios de que as coisas não estão indo bem e que não há respostas da diretoria da Cotrijui para uma serie de questões. Os sindicalistas relataram que o aluguel do sistema informatizado do departamento de recursos humanos não foi pago e a empresa fornecedora cortou os serviços. O sistema do setor financeiro vencerá em 15 dias e sofre o risco de corte também. Além dos trabalhadores da empresa, a empresa que presta serviços de segurança para a Cooperativa está sem receber e seus trabalhadores estão em dia, somente porque o responsável pela empresa está adquirindo empréstimos bancarios para saldar salários.
Ainda segundo os sindicalistas, o principal problema enfrentado pela cooperativa é a falta de aval da atual direção para que a empresa se movimente. “Eles não assinam nada”, disse um diretor. Um exemplo disso é a questão dos fiéis depositários de grãos. Os gerentes das unidades recebedoras, responsáveis por assinar o recebimento de produtos foram demitidos, o que passa a responsabilidade de fiel depositário ao presidente que não está assinando os depósitos.
Outra questão relatada é de que vários fornecedores acenaram com propostas de renegociação de dívidas, mas a diretoria da empresa tem fechado as portas para a negociação. “Não queremos nos intrometer nos negócios da Cotrijui, não é essa a nossa intenção. Mas a situação da empresa afeta a vida dos associados do Sindicato e tem reflexos diretos na economia da cidade, principalmente no comércio. Há entre os associados, integrados e trabalhadores a sensação de que as coisas não estão bem encaminhadas. Esta é a hora da negociação, de aproximar parceiros, porque estamos em meio a uma safra e o negócio tem que fluir”, disse Rosane.
Os sindicalistas chamaram a atenção para o fato de que neste mês, já não há previsão de pagamento inclusive para os trabalhadores dos mercados, que estavam recebendo em dia. “Nós estamos no limite”, sustentam os diretores. “Há um desinteresse por parte da direção com os trabalhadores. Não há informação. Estão sendo feitas demissões tirando pessoas de locais estratégicos para o andamento da empresa. Demitem e mandam buscar os direitos na justiça. Um absurdo”.
A presidenta Rosane Simon esclareceu que, com o respaldo da direção e dos trabalhadores vai encaminhar ações de pressão e mobilização. “Precisamos mobilizar e esclarecer a sociedade sobre os problemas enfrentados pelos trabalhadores, pelos associados e por cooperados e sobre os reflexos que a Cotrijui tem sobre toda a economia da região. É preciso chamar a atenção da sociedade para a gravidade do problema que demanda resposta imediatas e efetivas e isto não está acontecendo”.
Rosane Simon afirmou que a partir de agora ações efetivas serão encaminhadas pelo sindicato e chamou associados e cooperados para ajudarem na mobilização. “Precisamos mudar esta situação. Já passou o momento das evasivas, das reclamações e de apontar problemas passados. Queremos ação e respostas, porque a máquina está parando”, disse Rosane.
Nota de observação: No quarto parágrafo, originalmente foi publicado que "Além dos trabalhadores da empresa, os trabalhadores que fazem a segurança da Cotrijui também estão sem receber". Esta informação esta incorreta dando a entender que os trabalhadores da empresa de segurança estavam com seus salários atrasados. O correto é que a empresa que presta serviços de seguntança a Cotrijui está com seus pagamentos atrasados.
sábado, 16 de junho de 2012
Comerciários pedem mais segurança em Ijuí
Na segunda-feira (04), por volta das 11h, Carlos levava um malote para depósito bancário, quando foi atacado no pátio do supermercado, por um homem com capacete. Alvejado com três tiros no tórax, Cebola, como era conhecido, faleceu
minutos depois a caminho do hospital. Uma caminhada foi organizada por colegas e acabou culminando na Campanha Cidadão Seguro, realizada na manhã desta quinta-feira (14) e que reuniu cerca de mil e quinhentas pessoas. O comércio parou em apoio à manifestação.A presidente licenciada do Sindicato dos Empregados no Comércio de Ijuí, vereadora Rosane Simon, havia divulgado a mobilização na tribuna da Câmara de Vereadores, enfatizando a importância da mobilização. Rosane defende uma maior participação da sociedade para que todos encontrem soluções para a área da segurança pública. “Entendo como fundamental a união de todos os cidadãos e cidadãs na busca de soluções, em conjunto com as três esferas de governo. Não vamos diminuir a violência sem que cada um de nós se comprometa a participar e colaborar e é isso que torna esta mobilização tão importante. Aqui estamos todos juntos demonstrando nossa indignação com os fatos ocorridos”.
Nesse sentido ela lembrou que as empresas devem resguardar seus trabalhadores em tarefas perigosas. “Todos temos responsabilidades e tarefas a cumprir. Se cada um de nós faz a sua parte, ajudamos os órgãos de segurança a dar conta deste problema”, explicou. A vereadora, esteve presente na manifestação e também na reunião no Gabinete do Prefeito no dia anterior. “Sugeri ao Prefeito que esse grupo se mantenha em alerta e que novas reuniões ocorram sempre que necessário. Temos que incluir os bancos e as empresas de segurança para contribuírem também, especialmente com a questão do recolhimento do numerário junto ao comércio local”, concluiu.
Fotos: ijui.com
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