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segunda-feira, 16 de dezembro de 2013

Assembleia realizou balanço das atividades

Dia Nacional de Luta, com Greves e Paralisações mobilizou
cerca de 3000 manifestantes em Ijuí
O Sindicato dos Empregados no Comércio de Ijuí realizou na última sexta-feira (13) a sua assembleia ordinária do mês. Na pauta a prestação de contas, o balanço financeiro e o demonstrativo de resultado do ano de 2012 e a previsão orçamentária para o ano de 2014. Todos os itens do orçamento receberam parecer favorável do Conselho Fiscal e foram aprovados na assembleia por unanimidade.

A Presidenta Rosane Simon fez ainda um relato com o balanço das atividades nas quais a entidade esteve direta ou indiretamente envolvida no ano de 2012, cumprindo com a agenda formal da assembleia. Em Ijuí e região foram realizados 23 encontros entre reuniões regulares da diretoria, assembleias ordinárias e assembleias de base, realizados nas cidades de Augusto Pestana, Catuípe, Ajuricaba, Santo Augusto, Joia, Chiapetta, Campo Novo, Coronel Bicaco e Nova Ramada. Como entidade integrante da Federação dos Comerciários no estado, houve também as reuniões ordinárias e extraordinárias da Diretoria da Fecosul, em Porto Alegre, da qual Rosane Simon é integrante como 2ª Vice-presidenta. Entre as principais, a que tratou especificamente sobre as maiores queixas dos trabalhadores sobre abusos cometidos pelas grandes redes lojistas. Outras atividades de destaque foram o 3° Congresso Nacional dos Comerciários em Brasília, a Conferência Nacional da Classe Trabalhadora em São Paulo.

Além das ações realizadas em 2012, é importante relatar as diversas atividades realizadas pela entidade no ano de 2013, dentre as quais se destacam as grandes manifestações e mobilizações da categoria e dos trabalhadores, realizadas neste ano, entre elas o 3º Congresso Nacional da CTB. No estado, os comerciários de Ijuí estiveram mobilizados nas manifestações pelo reajuste do piso regional, na campanha salarial dos comerciários, na campanha das centrais sindicais pela redução dos juros e pelo fim do fator previdenciário. A luta geral dos trabalhadores teve dois momentos importantes na greve geral convocada pelas Centrais Sindicais e que em Ijuí reuniu cerca de 3000 manifestantes. Destaca-se também o encontro da Regional Noroeste da CTB/RS, realizado em Ijuí, em que Rosane Simon foi eleita coordenadora política das Centrais, na região.

Funcionários, associados e autoridades
realizaram manifestação em frente a Cotrijui
Importante também destacar o protagonismo dos comerciários em relação a Cotrijui, quando no inicio deste ano, no auge da crise financeira na Cooperativa, uma grande mobilização de trabalhadores, associados, entidades e da comunidade, convocada pelo Sindicato, chamou a atenção de todos para a questão. “Tivemos muitos momentos importantes, mas certamente as grandes mobilizações que realizamos como na nossa campanha salarial em toda a região, o dia nacional de greve convocado pelas centrais e a mobilização pela nossa cooperativa foram muito marcantes neste ano de 2013”, diz Rosane Simon.

Destacam-se ainda as homenagens prestadas pelo legislativo ijuiense aos 76 anos de fundação do Sindicato dos Empregados no Comércio de Ijuí e aos 75 anos de fundação da Fecosul.

Direção antevê reclamações de trabalhadores quanto ao horário de natal
Rosane Simon disse que o Sindicato já antevê reclamações com relação a abusos e ao descumprimento do acordo coletivo sobre horário de funcionamento do comércio neste natal. “Temos relatos de diversas irregularidades trabalhistas e entre as principais está a do não pagamento ou compensação de horas extras trabalhadas. O que mais nos choca, no entanto, é o fato de recebermos denúncias de lojas que vendem produtos caríssimos e que não assinam a carteira de seus funcionários, retendo inclusive a carteira de trabalho dos seus empregados, configurando uma situação de semiescravidão”, disse a Presidenta. Rosane exemplificou dizendo que há casos de trabalhadores que fizeram uma grande quantidade de horas extras na Expoijui e que até agora não receberam e nem foram compensados.  A Assessoria Jurídica do Sindicato já está tomando providencias com relação aos casos denunciados.

Com relação aos dissídios negociados na capital do estado, e que estavam pendentes, Rosane Simon informou que todos foram acordados neste mês de novembro, sendo que as diferenças geradas e o auxílio escolar serão pagos pelas empresas no salário de dezembro, até o quinto dia útil de janeiro.

Os dissídios negociados neste ano

segunda-feira, 16 de setembro de 2013

Comerciárias aprovam propostas de dissídio da categoria

Os trabalhadores e trabalhadoras no comercio de Ijuí aprovaram em assembleia ordinária, na última sexta-feira (13), as propostas de dissídio para a categoria, após longas negociações entre a Direção do Sindicato e as Direções do Sindilojas e da Cotrijui. Falta ainda fechar o reajuste dos trabalhadores em supermercados, álcool e bebidas, concessionárias e demais segmentos que são negociados em Porto Alegre. “O Sindigêneros, que é o Sindicato Patronal que representa os supermercados, normalmente aguarda o reajuste do comércio para acompanhar a proposta”, disse a Presidenta do Sindicato dos Empregados no Comércio de Ijuí, Rosane Simon.

Para os trabalhadores e trabalhadoras da Cotrijui, o piso passará para R$ 840,00. Uma das proposta do Sindicato de Trabalhadores era a mudança da data base para março, o que não foi aceito, neste momento, pela Direção da cooperativa. A data base segue sendo maio.

O reajuste para os salários acima do piso ficará em 7,16%, em maio, mais 1,5% no mês de outubro. A proposta é de que o reajuste de 1,5% seja calculado sobre o salário reajustado pago em setembro. As diferenças retroativas a maio (maio a agosto) serão pagas em outubro e o auxilio escolar em novembro. A partir de janeiro/2014 a Direção do Sindicato retoma as negociações com a Cotrijuí para mudar a data base da categoria.

Reajuste do piso no comércio varejista é baixo. Valorização está no mínimo regional
Os trabalhadores e trabalhadoras também aprovaram a proposta de reajuste para o comércio varejista, após uma série de reuniões entre as Direções dos Sindicatos. O piso da categoria passará a valer R$ 815,00 e o reajuste para os demais salários será de 7,80%.  O aumento real para a categoria foi de 1,91% (inflação do período foi de 5,89%, correspondente a 10 meses, devido a mudança da data base para março).

“Apesar das dificuldades conseguimos ampliar a proposta inicial que era de apenas 7% para os salários acima do piso, o que consideramos uma conquista para a categoria, apesar de saber que está longe daquilo que almejamos como valorização do trabalho no comércio”, comentou Rosane Simon.

Apesar de aceitar a proposta, o que desagradou foi o reajuste do piso da categoria, de R$ 745,00 para R$ 815,00. “A dificuldade em conseguirmos um reajuste maior para o piso da categoria só nos mostra o quanto nós trabalhadores e trabalhadoras devemos lutar para manter a política de reajustes do mínimo regional no estado, que tem proporcionado aos trabalhadores a valorização que não ganhamos dos patrões”, conclui Rosane Simon.

O reajuste do mínimo regional será em janeiro e as perspectivas indicam que deve chegar a R$ 880,00.

quinta-feira, 5 de setembro de 2013

Trabalhadores tem vitória na justiça contra a Cotrijui

O Presidente da Cotrijui, Vanderlei Fragoso e Rosane Simon
em recente assembleia realizada no Sindicato
Os trabalhadores e trabalhadoras do comércio obtiveram nesta semana a reversão de duas das três demandas que o Sindicato dos Empregados no Comércio de Ijuí havia encaminhado ao Ministério Público do Trabalho em Santo Ângelo, referentes a Cotrijui. Ambas as decisões foram amplamente favoráveis aos trabalhadores.

A primeira destas decisões foi da própria Direção da cooperativa, que refez os avisos prévios dos trabalhadores do mercado do centro que optaram por não aceitar a troca do local de trabalho para o mercado da matriz. “Diante do fato de os trabalhadores não aceitarem a troca do local de trabalho, a direção lhes deu o aviso trabalhado, diferentemente daqueles que foram imediatamente demitidos, que receberam o aviso prévio indenizado”, explicou a Presidenta do Sindicato, Rosane Simon. O Sindicato encaminhou denúncia ao MPT, julgando a atitude discriminatória. Independentemente da decisão da cooperativa, o MPT seguirá com a investigação. “O importante é que esta questão foi solucionada pela Direção da cooperativa que voltou atrás e reconheceu o equivoco”, disse Rosane.

Outra decisão favorável aos trabalhadores veio da Justiça do Trabalho. Nesta terça-feira (04), o Juiz do Trabalho Luís Ernesto dos Santos Veçozzi expediu Decisão, onde extingue todas as ações movidas pela atual direção da cooperativa para parcelamento de rescisões contratuais de trabalhadores demitidos. A empresa estava depositando apenas 30% destes valores e buscando na justiça, o pagamento do restante em 6 parcelas. O Sindicato não aceitou a homologação destas rescisões.

Segundo a decisão “a ideia de satisfação de forma parcelada de débito de natureza trabalhista, que possui prazo peremptório para pagamento em cota única estampado em norma de ordem pública, não encontra compatibilidade em nenhum dos princípios jus trabalhistas, os quais visam justamente proteger o laborista, polo mais frágil da relação do emprego”. Segue o termo “INDEFIRO liminarmente a petição inicial e EXTINGO o processo sem julgar o mérito”. A cooperativa terá ainda de pagar custas.

“Esta é outra decisão importante principalmente porque reconhece a ilegalidade dos processos movidos pela atual Direção da Cotrijui e também porque reafirma o nosso entendimento de que a rescisão deve ser paga integralmente ao trabalhador, no ato da homologação. Por esse motivo que encaminhamos denúncia desta questão ao MPT e não aceitamos homologar nenhuma destas rescisões”, disse Rosane.
 
Cotrijui não aceita reintegrar Diretor Sindical com estabilidade
A única demanda levada ao MPT ainda sem solução é a demissão de um Diretor do Sindicato demitido pela atual Direção da cooperativa. No entendimento do Departamento Jurídico da Cotrijui, este Diretor Sindical não teria estabilidade.

Para o Assessor Jurídico do Sindicato, Dr. Luis Carlos Vasconcellos, há diversas decisões neste sentido favoráveis aos trabalhadores e Sindicatos e o movimento da empresa é para ganhar tempo, mas pode causar um passivo rescisório muito grande. “Temos a convicção, por outras decisões já julgadas, que teremos ganho nesta causa”, concluiu.

quinta-feira, 29 de agosto de 2013

MPT irá investigar denúncias contra a Cotrijui

Por conta de denúncias feitas pelo Sindicato dos Empregados no Comércio de Ijuí ao Ministério Público do Trabalho, ocorreu na tarde desta quinta-feira (29) uma audiência neste órgão ministerial em Santo Ângelo entre a direção da cooperativa e diretores dos Sindicatos de trabalhadores de Ijuí, Dom Pedrito e Três Passos.

A audiência foi conduzida pelo Procurador do Trabalho Dr. Rodrigo Maffei. Representaram a Cotrijui o Vice-presidente Paulo Dari Schossler, os Diretores Gilmar Ribeiro Fragoso e João Edécio Graef. Lucas Kerpel de Souza representou o departamento jurídico da cooperativa.

Os comerciários de Dom Pedrito foram representados pelo Vice-presidente do Sindicato Ricardo Schluter da Silva, o Sindicato de Três Passos pelo seu Presidente Moacir Zagonel e o Sindicato de Ijuí pelo 1° Vice-presidente Paulo Braz Garcia, pelo Tesoureiro Guilherme Luiz Persich, pela Diretora Debora Vanessa Maas e pelo Asssesor jurídico da entidade, Dr. Luiz Carlos Vasconcellos. Esteve também presente Paulo Roberto Pacheco da Silva, pela Federação dos Trabalhadores no Comércio do RS. A Presidenta do Sindicato de Ijuí não esteve nesta reunião por estar em Brasília, representando a Fecosul em reunião com o Ministro do Trabalho e Emprego.

O objetivo da audiência foi o de avaliar a denúncia de irregularidades encaminhada pelo Sindicato dos trabalhadores com relação ao pagamento de verbas rescisórias em juízo. A cooperativa está demitindo trabalhadores, depositando apenas 30% das direitos rescisórios do trabalhador e buscando pagar o restante em 6 parcelas, via judicial.

O Diretor da cooperativa, Gilmar Fragoso, reconheceu que a empresa tem realizado as demissões dentro desta condição e justificou dizendo que o procedimento é necessário por causa da liminar conseguida pelo Sindicato determinando que a cooperativa pagasse a folha, pela situação financeira da empresa e que há a necessidade de demissões e de uma reestruturação do quadro funcional. Segundo ele, não há mais atraso no pagamento de salários, cumprindo a determinação judicial, porém não há perspectiva de regularizar o pagamento de rescisões e que este procedimento ocorre para valores acima de R$ 10 mil.

O Assessor Jurídico dos Comerciários de Ijuí, Dr. Luis Carlos Vasconcelos, afirmou que há muitas rescisões feitas nesta modalidade inclusive com valores mais baixos e que só em agosto foram 11. “Além disso, os empregados não aceitam o acordo de pagamento em parcelas e estão entrando na justiça”.

O Procurador do Trabalho quis saber da Direção da cooperativa qual a perspectiva para normalizar pagamento das rescisões, quando seria concluído o processo de demissões e qual o parâmetro utilizado pela empresa para o pagamento do passivo rescisório. De forma vaga, a Direção da empresa respondeu que não tem perspectiva de regularização de caixa e de que pretende fazer paulatinamente a reestruturação de pessoal para não falhar com os pagamentos. Segundo os Diretores é preciso adequar este quadro sob risco de sucumbir.

Débora Maas, Diretora do Sindicato de Ijuí, relatou ao Procurador do Trabalho que é funcionária da cooperativa, cedida ao Sindicato e que acompanha o dia a dia da empresa. “Se estão demitindo para reestruturar o quadro, porque há também um grande número de contratações, inclusive para as funções onde estão ocorrendo as demissões?”

Gilmar Fragoso negou que as contratações sejam para as mesmas funções e disse que há remanejamentos, mas reconheceu que existam contratações para cargos de confiança, como gerentes das unidades e que isto faz parte do processo de reestruturação.

“O que está acontecendo na prática é que alguns funcionários não aceitam a troca de função e então a empresa está aplicando um castigo que é a demissão e o não pagamento da rescisão”, disse Paulo Pacheco, da Fecosul.

Em ata, o Procurador do Trabalho relatou que se confirma a denúncia do Sindicato quanto ao procedimento utilizado pela empresa e decidiu requisitar vasta documentação à cooperativa, incluindo os Termos de Rescisão de Contrato de Trabalho (TRTC's) e os Avisos Prévios firmados desde julho, para proceder investigação sobre a legalidade do procedimento. “Quero adiantar que entendo que o procedimento e ilegal”, disse o Procurador.

Trabalhadores demitidos do mercado do centro também foram prejudicados

Aproveitando está audiência, os Diretores do Sindicato encaminharam também a denúncia feita por trabalhadores demitidos no supermercado do centro, que fechou esta semana. Débora Maas relatou ao Procurador que os trabalhadores foram comunicados na quarta-feira (28) que seriam remanejados para o supermercado da sede ou demitidos. Os demitidos receberam seus avisos prévios indenizados e uma parcela dos trabalhadores que seriam remanejados não aceitam a transferência de local de trabalho e preferiram ser demitidos.

“Só que estes trabalhadores que não aceitaram a mudança de local de trabalho, receberam o aviso prévio trabalhado, diferentemente daqueles inicialmente demitidos e a cooperativa usou uma regra de proporcionalidade que aumentou o tempo de cumprimento do aviso prévio. Para alguns trabalhadores chegou a 48 dias. A proporcionalidade do aviso prévio existe para beneficiar o trabalhador e não o empregador e nós não vamos aceitar este procedimento que inclusive não tem amparo legal. Estes trabalhadores e trabalhadoras foram demitidos de forma discriminatória”, argumentou Débora Maas.

Gilmar Fragoso alegou que os mercados são administrados pela Redecoop e que por isso desconhece a situação e que precisaria buscar informações sobre a questão. “A cooperativa é sócia da Redecoop e administra conjuntamente os mercados. Além disso o departamento de recursos humanos é o mesmo para as duas empresas. É estranho que sob este discurso de gestão e de reestruturação vocês não saibam destas questões. Não dá para administrar a realidade sem saber o que acontece”, comentou Paulo Pacheco, da Federação.

Novamente para este caso o Procurador do Trabalho solicitou, num prazo de cinco dias, cópia de todos os TRTC's e avisos prévios firmados para verificar e analisar o procedimento da cooperativa. Além disso, a empresa deverá esclarecer quais os critérios utilizados para as diversas formas de avisos noticiados. Gilmar Fragoso adiantou que a cooperativa vai analisar a questão, mas que se isto ocorre, deverá reverter a decisão e encaminhar todas as demissões de maneira uniforme, com os avisos indenizados.

Conduta antisindical e inédita na historia da Cotrijui

A Direção dos Comerciários levou ainda ao MPT a denúncia da recente demissão de um dirigente sindical. “Tentamos o diálogo para reintegrar este dirigente e denunciar a prática antisindical mas não obtivemos resposta da Direção. Não concordamos com a demissão. Sempre tivemos boas relações com as Direções da cooperativa e esta é a primeira vez que isto acontece na história”, explicou Débora Maas.

“Entendemos que este é um problema pequeno. Queremos reverter esta situação de forma amigável porque temos a convicção de que este dirigente tem estabilidade e não queremos que lá adiante uma ação judicial neste caso apresente um passivo ainda maior para a cooperativa”, comentou o Assessor Jurídico do Sindicato, Luiz Carlos Vasconcellos.

O Procurador do Trabalho interpelou a direção da Cotrijui para a possibilidade de diálogo sobre esta questão. A cooperativa aceitou abrir negociação para a reintegração do Dirigente Sindical e no prazo de dez dias o Sindicato deve comunicar o MPT sobre o desfecho. Independentemente disso, o MPT fará investigação para apurar se houve conduta antisindical.

“Saímos satisfeitos desta reunião porque conseguimos expor as dificuldades que os trabalhadores e trabalhadoras estão enfrentando e também conseguimos reverter algumas situações. Mas seguiremos assessorando os trabalhadores na busca de seus direitos”, disse o Dr. Luiz Carlos Vasconcelos.

“Estamos otimistas e esperamos reverter as situações que denunciamos ao MPT. Queremos manter um bom nível de diálogo com a Cotrijui porque buscamos também ainda ser recebidos pela direção da empresa para negociar o dissídio deste ano”, concluiu Débora Maas.

quarta-feira, 21 de agosto de 2013

Denuncia de perseguição a trabalhadores na Cotrijui

Na manhã desta terça-feira (20) a direção do Sindicato dos Empregados no Comércio de Ijuí recebeu denúncias de trabalhadores do mercado da Cotrijui no centro. A Presidenta Rosane Simon, acompanhada de comerciários foi verificar a situação e conversou com os trabalhadores da cooperativa.

“Os trabalhadores que nos confirmam as informações que nós já estávamos averiguando com relação ao tratamento que eles estão recebendo desta direção. Há uma situação que se encontra no limite do tolerável”, disse Rosane Simon.

É evidente segundo os trabalhadores, a falta de mercadorias nas prateleiras do mercado do centro e os boatos de uma possível venda desta loja assustam os trabalhadores. “Estamos no limite na medida em que as constantes demissões estão sobrecarregando os trabalhadores que ficam”, disse uma trabalhadora. Ela relatou que na padaria, por exemplo, apenas dois padeiros estão com a responsabilidade de abastecer o mercado.

“Percebemos certo abandono e falta de mercadorias. Os trabalhadores e trabalhadoras tem que se virar para realizarem as suas tarefas mais comuns. Há desmotivação na medida em que os funcionários da cooperativa estão em vários postos trabalhando por dois e não recebem orientações adequadas sobre o trabalho e a situação da empresa, que também diz respeito a eles. Os mercados hoje são um barco sem leme”, frisou a Presidenta do Sindicato.

Rosane disse que os boatos de que o mercado seja vendido causam muita insegurança aos trabalhadores que percebem também que as demissões estão ocorrendo de forma indiscriminada. “Já estamos há muito tempo tentando dialogar com a Direção da empresa que não nos recebe, nos encaminhando sempre a diferentes assessorias que nada resolvem. Além da negociação do dissídio, há situação de demissão de diretores do Sindicato com estabilidade de emprego e problemas de assedio moral inclusive sobre uma trabalhadora especial que foi agredida verbalmente e humilhada pelo gerente”, explicou.

A Sindicalista relatou que funcionários com 25, 30 anos de trabalho na cooperativa são demitidos e a empresa, inexplicavelmente, deposita em juízo, apenas 30% dos valores rescisórios a que o trabalhador tem direto e que a cooperativa orienta estes trabalhadores a buscar o restante na justiça. “A atual direção provoca uma arbitrariedade sem limites quando obriga o trabalhador a uma ação rescisória judicial, independentemente da vontade deste trabalhador. Os direitos que eles estão negando a estes trabalhadores são direitos conquistados e trabalhados, direitos já adquiridos e que não lhes podem ser negados. A prerrogativa de buscar a justiça e do trabalhador e não do empregador”, frisou.

A assessoria jurídica do Sindicato e a direção já relataram esta situação ao Ministério Público do Trabalho e à Justiça do Trabalho. Uma reunião no MPT ocorrerá na próxima semana para tratar destas questões.

 Rosane Simon defende uma nova mobilização da sociedade. “Esta cooperativa é nossa, de todos os cidadãos da nossa região e vive esta situação constrangedora”. Ela expressa indignação com o fato de que vários seguranças armados trabalham dentro da cooperativa, junto aos funcionários e associados, “algo que nunca havíamos visto nesta empresa”. “Buscamos pacientemente o diálogo com esta direção, de assessoria em assessoria, sem obtermos nenhuma resposta objetiva para resolver todas estas situações que relatamos e que se agravam dia após dia. Esta direção está rompendo com as possibilidades de interlocução com o Sindicato e por isso vamos, a partir deste momento, achar outros meios de resguardar o direito dos trabalhadores e também de contribuir para que a Cotrijui supere toda esta situação financeira, num espírito de cooperativa,  colaboração e de diálogo”, concluiu.

quarta-feira, 31 de julho de 2013

Assembleia no dia 14 definirá ações para a negociação salarial

Diretores do Sindicato dos Empregados no Comércio de Ijuí e do SINDILOJAS realizaram nova reunião na manhã desta quarta-feira (31). Foi o quarto encontro de negociação entre as partes em que o Sindicato Patronal encaminhou aos trabalhadores do comércio a proposta de um piso de R$ 815,00 e um reajuste para os demais salários de 7%.

Rosane Simon, presidenta do Sindicato dos Comerciários disse que a proposta não agradou e que novamente o SINDILOJAS acena com o achatamento do poder de compra do trabalhador, na medida em que o cenário é de crescimento do comércio. “A proposta está longe daquilo que almejamos que é antes de mais nada a valorização do trabalho no comércio. Sentimos que se a nossa categoria quiser obter aumento do seu poder de compra e avançar nas negociações vamos precisar de mobilização. Mas quem decidirá isso é a categoria”.

O SINDILOJAS solicitou retorno até a próxima sexta-feira (02), acenando com a possibilidade de que, em caso de recusa, retorne aos valores iniciais da negociação que era de um reajuste para os demais salários de 6%.

“É importante que os trabalhadores tomem conhecimento de como estão sendo encaminhadas as negociações com o Sindicato Patronal. Não vamos tomar uma decisão de Diretoria mas sim uma decisão de toda a categoria”, disse Rosane Simon. Os comerciários tem sua assembleia geral ordinária convocada para o dia 14 de agosto. “É quando definiremos em conjunto, de acordo com a vontade da categoria, quais os encaminhamentos relativos ao nosso dissídio”, concluiu Rosane Simon.

Trabalhadores aguardam retorno de proposta encaminha à Cotrijui
Na última sexta-feira (26) a Direção do Sindicato dos Trabalhadores reuniu-se com a Direção da Cotrijui. Antes disso, houve uma primeira negociação em maio deste ano. A proposta da cooperativa é um piso de R$ 840,00 com reajuste para os demais salários de 7%. “Devemos lembrar que, na negociação com a Cotrijuí, o período da inflação é completo de 12 meses, data base maio, diferente da negociação com o SINDILOJAS e outras categorias patronais, comas quais conseguimos antecipar a data base para março. Com isso, conta-se apenas 10 meses a inflação (INPC) acumulada”, observou Rosane.

Para a cooperativa, o Sindicato dos Comerciários deixou uma contraproposta com um piso de R$ 850,00 (no princípio das negociações era de R$ 880,00) e um reajuste escalonado para os demais salários com 7% retroativo a maio, mais 1% em agosto e mais 1% em novembro. “Aguardamos resposta da Direção da Cotrijui e vamos encaminhar decisões com relação a esta negociação também na assembleia do dia 14 de agosto”, comentou a Presidenta do Sindicato dos Comerciários.

terça-feira, 11 de junho de 2013

Rosane Simon destaca protagonismo dos trabalhadores frente à crise da Cotrijui

A convite do Vereador Cesar Busnello a direção da Cotrijui, representada pelo presidente Vanderlei Fragoso, seu vice Paulo Schossler, diretor secretário Ivan André Schowantz, o assessor jurídico João Geller Neto e o gerente da unidade Ijuí Alceu Van Der Sand,  foi a Sessão Legislativa desta segunda-feira, falar sobre a situação da empresa. A direção retomou convite feito anteriormente pelo legislativo em cuja data não puderam estar presentes.

Vanderlei Fragoso, que falou em nome da direção, saudou os presentes e iniciou relatando a sua trajetória. Falando de sua eleição como presidente da Cooperativa saudou os associados referindo-se a este grupo como um rebanho “que talvez precise de um pastor para guia-los”. Fragoso disse que não espera tornar-se presidente mas que hoje assume essa função com a intenção de melhores dias para produtores, associados e para os trabalhadores. “Devemos buscar a unidade. Não há primeira via, segunda via ou via da contramão. Temos que construir a união”, disse.

Falando sobre a estratégia da atual direção, que ele chama de “recuperação branca”, Fragoso explicou que ela consiste na aposta do recredenciamento da cooperativa na CONAB para que a empresa possa alugar os armazéns ao governo. “Este projeto só não foi concluído por causa das trapalhadas que ocorreram nos últimos 40 dias, trapalhadas que criaram contra nós”. A referencia é ao processo de convocação de uma assembleia pela Terceira Via, grupo que contesta a atual direção e busca uma nova eleição.

“Estabelecemos um choque para tentar reiniciar e tivemos coragem de fazer isso. A turbulência maior acho que já passou. Agora chegou a hora de podermos trabalhar e que cada um faça a sua avaliação e se some”, concluiu.

Rosane Simon lembrou o protagonismo dos comerciários neste debate
A Vereadora e Presidenta do Sindicato dos Empregados no Comércio de Ijuí Rosane Simon, realizou a sua intervenção saudando o presidente e a direção da empresa por trazerem o seu posicionamento à comunidade e aos vereadores dizendo que esta posição foi muito aguardada por todos. “Como líder dos trabalhadores no comércio, categoria que compõe uma grande parcela dos funcionários da cooperativa, acompanhei desde o inicio a situação da empresa sem nenhum envolvimento e nenhum posicionamento para esta ou aquela chapa. Nossa posição foi de acompanharmos os movimentos políticos da cooperativa buscando fazer a interlocução, desde o primeiro momento, nas questões que afetam a vida dos trabalhadores, como as demissões e os atrasos de salários”, disse.

Rosane lembrou que a direção do Sindicato dos Comerciários, do qual é a Presidenta, acompanhou todas as movimentações e posições inclusive relativas ao desgaste por conta de algumas medidas da direção anterior e a situação de instabilidade herdadas pelo atual direção. “Colocamos desde a nossa primeira reunião com esta direção o comprometimento dos trabalhadores como companheiros na luta pela recuperação da cooperativa porque os trabalhadores tem muito orgulho de vestir a camisa da empresa”.

“Temos também orgulho de dizer que foi a mobilização do nosso Sindicato que abriu para a sociedade uma das mais graves crises que a Cotrijui estava vivendo. E o sindicato é isso. Somos pressionados pela nossa base e temos que dar respostas e por isso fizemos uma grande manifestação, mobilizando os trabalhadores, os associados, produtores rurais e lideranças para mostrar à sociedade que os trabalhadores também estavam em uma situação difícil, na ideia de buscar aliados para ajudar na na superação desta crise”.

Rosane relembrou especialmente o protagonismo do Sindicato quando após a mobilização, reuniram-se com o assessor especial do Governador Tarso Genro buscando apoio e que viu no governo um aliado pela recuperação da cooperativa e na defesa dos trabalhadores e associados. A Presidenta garantiu à atual direção que o mandato e o Sindicato estão a disposição para ajudar nas negociações junto ao governo do estado no que mais for possível.

“Quero deixar aqui uma crítica positiva. Percebi desta direção uma perda de foco no inicio da gestão quando dava muita atenção para o passado. Naquele momento a sociedade pensava que o foco deveria estar em resolver problemas importantes e urgentes como a segurança e a regularização da empresa para o recebimento de uma das maiores safras, questão que preocupava os associados”, disse Rosane. Ela complementou dizendo que no início de sua gestão, a atual direção não produziu ações no sentido de resolver estas questões e salientou que talvez por isso tenha surgido o movimento da Terceira Via. “Não podemos ver este movimento como ilegítimo já que está ancorado nos estatutos e também representa associados interessados em superar esta situação”, explicou.

A Presidenta do Sindicato dos Comerciários fez referência as inúmeras rescisões feitas no Sindicato em cargos estratégicos na empresa, de pessoas que tinham um conhecimento de 30, 35 anos de trabalho e que possuíam conhecimentos fundamentais em varias áreas da cooperativa seja no mercado ou nas áreas comercial e financeira e questionou o presidente Fragoso sobre isso. “Percebo uma forte postura sua em dizer que quer trabalhar junto com a comunidade e também com os trabalhadores, mas gostaria de entender esta lógica de demissões de pessoas que traziam resultado e estavam comprometidos com a cooperativa?” concluiu a Vereadora.

Voltando à tribuna para responder aos questionamentos dos vereadores, o Presidente limitou-se a retomar acusações feitas à Terceira Via e à direção anterior, talvez até pela questão do tempo, já que havia falado por quase uma hora em sua primeira intervenção.

Respondendo a uma questão sobre o passivo e o ativo da cooperativa, disse que “com o passivo a cada dia a gente se surpreende” e fez novamente diversas acusações de supostas dívidas e encargos deixadas pela antiga direção. Respondendo sobre o seu projeto para a recuperação da empresa, voltou a colocar o recredenciamento dos armazéns da Cotrijui na CONAB como o que fará o diferencial no futuro da empresa. “A resposta que podemos dar é um processo demorado e gradual de solução. Nossa direção tem a convicção de que o tempo é que será o senhor da resposta”, concluiu.

terça-feira, 28 de maio de 2013

Comerciários apresentam proposta de reajuste salarial à Cotrijui

Na tarde desta segunda-feira (27), representantes do Sindicato dos Empregados no Comercio de Ijuí estiveram reunidos com a direção da Cotrijui e apresentaram a proposta salarial da categoria para o dissídio deste ano.

Débora Maas, (à direita) o Presidente da Cotrijui Vanderlei Fragoso
José Graef (Gerente de Gestão), Paulo Schossler (Vice-Presidente)
e o Ass. Jurídico do Sindicato Luis Carlos Vasconcellos
Débora Maas, diretora do Sindicato, explica que foi apresentada a proposta da Federação dos Comerciários do estado, Fecosul, que tem como base o piso salarial de R$ 880,00 e um reajuste de 12% para quem recebe acima do piso. “Além disso, queremos negociar também avanços em cláusulas sociais relativas ao quinquênio e a estabilidade de trabalhadores prestes a se aposentar”.

Dentre outras cláusulas sociais, os comerciários requerem estabilidade de 2 anos para o trabalhador  (quando este for o tempo que falta para a aposentadoria) e também um quinquênio de 5% conforme o que já é acordado com a Organização das Cooperativas do Estado (Ocergs). Na Cotrijui, o quinquênio é de 4%.

A direção da Cotrijui não apresentou resposta. O Presidente Vanderlei Fragoso disse que irá analisar os pedidos da categoria para depois apresentar a proposta da Cooperativa. Nenhuma data foi marcada para dar prosseguimento as negociações.

Marcos Prestes, que também representou o Sindicato na reunião, questionou a direção da Empresa sobre o pagamento dos salários em dia. Como resposta, a direção da Cotrijui teria garantido que a prioridade são os trabalhadores e que há um grande esforço neste sentido. Mas a Direção reconhece que está em atraso com encargos sociais e que encaminha uma renegociação com a Previdência Social.

Representantes dos Comerciários apresentaram proposta de reajuste salarial
à Diretoria da Cotrijui
“Buscamos também assegurar a continuidade do crédito aos trabalhadores nos supermercados da Cotrijui, mas estamos preocupados com a situação de desabastecimento. É preciso garantir o abastecimento das mercadorias para que os trabalhadores possam usufruir deste benefício”, explicou Marcos Prestes.

quinta-feira, 18 de abril de 2013

Governador recebe ofício em nome dos trabalhadores da Cotrijui

A Vereadora e Presidenta do Sindicato dos Empregados no Comércio de Ijuí, Rosane Simon, aproveitou a visita do Governador do Estado Tarso Genro para entregar-lhe pessoalmente um ofício em nome dos trabalhadores da Cotrijui.

Rosane Simon entrega ofício ao Governador
em nome dos trabalhadores da Cotrijui
No documento o Sindicato manifesta o seu agradecimento ao Governo do Estado pelo esforço em buscar uma alternativa para a crise, agradecendo também a atenção com as questões que envolvem os trabalhadores da cooperativa. “O Governador disse que o grupo de trabalho que trata desta questão segue buscando soluções para a crise . Tarso também disse que as questões que envolvem os trabalhadores estão em primeiro plano e que o diálogo com o Sindicato está aberto para encaminhamentos nesta questão”, explicou Rosane Simon.

Recentemente o Assessor Especial do Governador Milton Viário esteve em Ijuí e reuniu-se com a direção do Sindicato. Rosane ressalta que desta reunião saiu a decisão de incluir uma representação dos trabalhadores no grupo do governo que analisa alternativas para a crise. “Foi uma decisão importante porque assim podemos tratar do atraso de salários neste grupo de trabalho e principalmente a questão principal que é a manutenção destes 2500 postos de trabalho”.

O Governador Tarso Genro se colocou a disposição dos trabalhadores e garantiu que o Governo do Estado acompanha a questão de perto e se necessário, os representantes do governo podem retornar a Ijuí para reunirem-se com o Sindicato.

“A situação dos trabalhadores é de apreensão e por isso pedi ao Governador todo empenho para nos ajudar. O Sindicato é parceiro para o diálogo e para toda ação que tenha por objetivo a recuperação da Cotrijui”, concluiu Rosane Simon.

quinta-feira, 4 de abril de 2013

Governador do estado preocupado com a situação dos trabalhadores da Cotrijui


Situação dos trabalhadores da Cotrijui
preocupa o Governador do Estado
A Diretoria Executiva do Sindicato dos Empregados do Comércio de Ijuí recebeu na tarde desta terça-feira a visita do Assessor Superior do Governador Tarso Genro, Milton Viário. A reunião foi agendada no início desta semana por Guiomar Vidor, Presidente da Federação dos Comerciários no estado (Fecosul).

“Esta reunião já é um dos desdobramentos da nossa mobilização da última terça-feira, em que paramos a Cotrijui para chamar a atenção da sociedade para os problemas pelos quais passa a cooperativa”, explicou a Presidenta do Sindicato, Rosane Simon. Além de diretores da entidade sindical, estiveram presentes alguns funcionários da Cotrijui, o Presidente do Sindicato da Alimentação, Gladimir Ribeiro da Silva e o Coordenador do Conselho de Representantes da Cotrijui, Otávio Pretto.

Milton Viário explicou que a visita é uma determinação do governador, que está solidário aos trabalhadores e empenhado em apoiar a categoria na busca de soluções para a crise. “Vim trazer o apoio e a solidariedade do Governador Tarso Genro. Queremos ouvir vocês e conhecer a real situação dos trabalhadores e da empresa e partir disso, abrir um canal de diálogo para encaminharmos ações concretas em relação a situação”.

Milton disse que na terça-feira pela manhã, em reunião com secretários, o Governador tomou conhecimento através da Secretária de Turismo, Abgail Pereira, da mobilização dos trabalhadores, associados e produtores que estava acontecendo em Ijuí e imediatamente determinou a agenda. “Tratamos da questão da cooperativa desde o ano passado. Há um grupo de trabalho no governo que está empenhado em encontrar soluções para esta crise e ajudar no que for possível”, disse Milton Viário. Ele fez um relato de como o governo está tratando a questão e de quais as possíveis soluções para a crise.

A Presidenta Rosane Simon pediu ao Assessor do Governador que de maneira imediata pudessem ser encaminhadas soluções para o pagamento de salários atrasados e também de valores dos associados. “Os trabalhadores e os associados precisam de perspectivas e elas não estão acontecendo”.

Para Rosane, da maneira como a atual direção encaminha as questões da empresa, a Cotrijui está próxima do limite. “Um problema que era só no setor de grãos, agora está em outros setores da empresa, como o frigorífico, a fábrica de ração e os mercados. Nossos diretores relatam que não há mais fornecimento de mercadorias por falta de pagamento aos fornecedores e que os mercados podem ficar inviabilizados em 30 dias”.

Segundo Rosane Simon, existem muitas coisas que não estão aparecendo aos associados. “Se há verdadeira intenção de salvar a cooperativa, é preciso haver ainda mais transparência na administração”. Rosane disse que os associados precisam saber que a cooperativa está perdendo fornecedores diariamente por falta de ação da direção. Além disso, a demissão de vários trabalhadores experientes que ocupavam postos chaves e que tomavam as decisões necessárias para o funcionamento da cooperativa está inviabilizando o funcionamento da empresa.

“Digo isso porque é o que os nossos associados que trabalham na Cotrijui nos relatam. Não houve substituição destes trabalhadores e hoje há setores em que não há quem decida ou encaminhe o serviço diário e isto está parando a empresa”. Rosane Simon explicou que de nada adianta o esforço da sociedade e dos governos para resolver a crise financeira da cooperativa, sem que a atual direção resolva os graves problemas administrativos verificados no dia a dia da cooperativa.

Está agendada para esta sexta-feira (05) uma nova reunião entre a diretoria da Cotrijui e o governo do estado. Milton Viário disse que pedirá ao Governador para que uma representação de trabalhadores seja incluída no grupo de trabalho que trata da questão dentro do governo. Além disso, Rosane Simon fez um pedido especial para que Milton Viário solicite ao Governador que a Corsan não corte o abastecimento de água dos trabalhadores da empresa, por causa dos salários atrasados. “Já encaminhei este pedido ao Demei para que a luz não seja cortada e também à Corsan e acho que podemos reforçar este pedido de exceção neste período ao serviço de abastecimento de água, até que a situação se normalize”, explicou. Milton Viário deve encaminhar ao Governador ainda nesta sexta-feira todas estas questões levantadas pelo grupo e garantiu que o governo está empenhado em ajudar na solução da crise.

Ao centro: Luiz Carlos Vasconcelos, Rosane Simon e Milton Viário

terça-feira, 2 de abril de 2013

Mobilização parou a Cotrijui na manhã desta terça-feira


 

Trabalhadores, produtores rurais e associados da Cotrijui realizaram uma grande manifestação em frente a sede da empresa em Ijuí hoje pela manhã. O ato é para chamar a atenção da sociedade aos problemas pelos quais a cooperativa está passando.

Associados, Produtores e Lideranças realizaram ato
conjunto com os trabalhadores
Os trabalhadores da empresa estão com salários em atraso e as rescisões de demissões ocorridas recentemente não foram pagas pela nova direção. “Estão demitindo os trabalhadores e mandando procurar os direitos na justiça”, explicou um trabalhador demitido. “Não é só o salário em atraso. Queremos de volta a nossa dignidade. Queremos respeito. Estamos passando vergonha, com nossos compromissos em atraso”, dizia uma trabalhadora.

Eram 7 horas da manhã quando teve início a mobilização. Os trabalhadores e associados se posicionaram em frente aos portões da cooperativa, impedindo o acesso a empresa enquanto trabalhadores que estavam em atividade saiam para se juntar a mobilização. Sindicatos de comerciários de toda a região se mobilizaram e estiveram presentes. Além de sindicalistas e trabalhadores, lideranças ligadas a entidades e federações do estado participaram ou acompanharam o ato, o mais representativo desde o anúncio da crise que atingiu a cooperativa no ano passado.

Lideranças de entidades e
Federações do estado
Além de Guiomar Vidor, presidente da Fecosul, acompanharam o ato o Presidente Fecoagro, Rui Polidoro Pinto; Presidente da Farsul, Carlos Sperotto e o Presidente da Ocergs Vergilio Frederico Perius.

Também estiveram presentes os  presidentes dos Sindicatos de
trabalhadores do Comércio de Dom Pedrito, Eder Barreto
Gladimir Ribeiro da Silva
Sindicato da Alimentação
acompanhado de Ricardo da Silva; de Santiago, Carlos Alberto Ataides Floriano; de São luiz Gonzaga, Américo Fabrício Pereira; de Três Passos, Moacir Zagonel e diretores dos Sindicatos de Caxias do Sul e Santa Maria. O presidente do Sindicato da Alimentação de Ijuí, Gladimir Ribeiro da Silva, também acompanhou a mobilização.

As manifestações foram abertas pela vereadora e Presidenta do Sindicato dos Empregados no Comércio de Ijuí, Rosane Simon. Rosane agradeceu a mobilização dos Sindicatos da região, dos trabalhadores, de produtores e associados. “A presença de cada um de nós é muito importante, para mostrarmos para a sociedade que não é com discurso que a cooperativa vai sair desta situação. A sociedade quer respostas e ações e é isto que estamos exigindo”, explicou Rosane.

Guiomar Vidor
O Presidente da Fecosul e da CTB/RS, Guiomar Vidor, falou em seguida. Ele explicou aos presentes que diversas reuniões, inclusive duas no Ministério Público do Trabalho, já foram agendadas com a direção da empresa, sem que houvesse respostas a situação dos trabalhadores. “Estamos mobilizados porque queremos uma solução para este momento de impasse e de incertezas. Quem tem que mostrar os caminhos e dar as respostas é a direção”. Guiomar lembrou que a mobilização não é política, de estar ao lado da situação ou da oposição à direção, mas é para reanimar a Cotrijui. “Queremos que a cooperativa retome o seu rumo, assuma os seus compromissos com os produtores, associados e trabalhadores. São mais de 2500 empregos que estão em jogo”, concluiu.

O sentimento entre os associados era de apoio aos trabalhadores. “A máquina da empresa são os seus funcionários”, dizia em deles, em sua fala. “Quero parabenizar esta manifestação, pois é hora também dos associados entrarem em ação e participarem do dia a dia da cooperativa. Também exigimos respostas”.

Paulo Pacheco
Paulo Pacheco, do Sindicato de Caxias do Sul e diretor da Fecosul, conclamou para que a direção mostre a que veio. “Eles foram legitimamente eleitos e assumiram em meio a esta crise, mas até agora não disseram ou explicaram a que vieram. A direção da empresa está faltando com os trabalhadores, ao não dar respostas para os problemas que todos estamos enfrentando”.

Ainda nesta tarde, a diretoria do Sindicato e da Fecosul irá a Santo Ângelo para mais uma audiência agendada no Ministério Público do Trabalho com a direção da Cotrijui. A ideia é de que a empresa assuma o compromisso de saldar os salários dos trabalhadores e mostre como fará isso.

“Estamos aqui defendendo os trabalhadores, mas estamos também do lado dos associados e dos produtores. Queremos salvar a nossa cooperativa”, disse a presidenta do Sindicato em Ijuí, Rosane Simon. Eram 10:30 horas quando a mobilização se desfez, liberando o acesso à empresa.

Rosane Simon
“Estamos felizes porque cumprimos a nossa meta hoje, que era chamar a atenção da sociedade para os problemas da empresa. Chega de discurso. Queremos respostas imediatas e ficaremos atentos e vigilantes. Se nessa reunião de hoje no Ministério Público do Trabalho não tivermos resposta, outras ações serão realizadas.”, concluiu a Sindicalista.



Panfleto distribuido a população, pede respostas:

quarta-feira, 27 de março de 2013

Trabalhadores da Cotrijui estão no limite e Sindicato irá para a mobilização

A direção do Sindicato dos Empregados no Comércio de Ijuí, esteve reunida na noite desta terça-feira (26) para encaminhar ações referentes a situação dos trabalhadores da Cotrijui. “O estado de alerta definido em assembleia já venceu. Agora chegou a hora da ação”, frisou a presidenta da entidade, vereadora Rosane Simon.

A reunião teve o objetivo de reunir informações, através dos diretores empregados da Cotrijuí, de como está a situação e o ânimo dos trabalhadores da cooperativa nas diferentes unidades da empresa e tomar uma decisão conjunta sobre quais ações encaminhar para pressionar a direção da empresa.

Rosane Simon fez um relato aos diretores do Sindicato sobre os contatos que tem realizado com diferentes setores sociais ligados a Cotrijui. “O que nos preocupa muito, além da situação dos trabalhadores e das várias reuniões e articulações que temos feito, é a situação da empresa. A nossa luta não é só por colocar o salário dos trabalhadores em dia, mas também para assegurar os empregos e a manutenção da empresa, pois sem Cotrijui, milhares de empregos deixam de existir e isso terá um impacto econômico muito grande em nossa região”.

Para os diretores do Sindicato, há indícios de que as coisas não estão indo bem e que não há respostas da diretoria da Cotrijui para uma serie de questões. Os sindicalistas relataram que o aluguel do sistema informatizado do departamento de recursos humanos não foi pago e a empresa fornecedora cortou os serviços. O sistema do setor financeiro vencerá em 15 dias e sofre o risco de corte também. Além dos trabalhadores da empresa, a empresa que presta serviços de segurança para a Cooperativa está sem receber e seus trabalhadores estão em dia, somente porque o responsável pela empresa está adquirindo empréstimos bancarios para saldar salários.

Ainda segundo os sindicalistas, o principal problema enfrentado pela cooperativa é a falta de aval da atual direção para que a empresa se movimente. “Eles não assinam nada”, disse um diretor. Um exemplo disso é a questão dos fiéis depositários de grãos. Os gerentes das unidades recebedoras, responsáveis por assinar o recebimento de produtos foram demitidos, o que passa a responsabilidade de fiel depositário ao presidente que não está assinando os depósitos.

Outra questão relatada é de que vários fornecedores acenaram com propostas de renegociação de dívidas, mas a diretoria da empresa tem fechado as portas para a negociação. “Não queremos nos intrometer nos negócios da Cotrijui, não é essa a nossa intenção. Mas a situação da empresa afeta a vida dos associados do Sindicato e tem reflexos diretos na economia da cidade, principalmente no comércio. Há entre os associados, integrados e trabalhadores a sensação de que as coisas não estão bem encaminhadas. Esta é a hora da negociação, de aproximar parceiros, porque estamos em meio a uma safra e o negócio tem que fluir”, disse Rosane.

Os sindicalistas chamaram a atenção para o fato de que neste mês, já não há previsão de pagamento inclusive para os trabalhadores dos mercados, que estavam recebendo em dia. “Nós estamos no limite”, sustentam os diretores. “Há um desinteresse por parte da direção com os trabalhadores. Não há informação. Estão sendo feitas demissões  tirando pessoas de locais estratégicos para o andamento da empresa. Demitem e mandam buscar os direitos na justiça. Um absurdo”.

A presidenta Rosane Simon esclareceu que, com o respaldo da direção e dos trabalhadores vai encaminhar ações de pressão e mobilização. “Precisamos mobilizar e esclarecer a sociedade sobre os problemas enfrentados pelos trabalhadores, pelos associados e por cooperados e sobre os reflexos que a Cotrijui tem sobre toda a economia da região. É preciso chamar a atenção da sociedade para a gravidade do problema que demanda resposta imediatas e efetivas e isto não está acontecendo”.

Rosane Simon afirmou que a partir de agora ações efetivas serão encaminhadas pelo sindicato e chamou associados e cooperados para ajudarem na mobilização. “Precisamos mudar esta situação. Já passou o momento das evasivas, das reclamações e de apontar problemas passados. Queremos ação e respostas, porque a máquina está parando”, disse Rosane.

Nota de observação: No quarto parágrafo, originalmente foi publicado que "Além dos trabalhadores da empresa, os trabalhadores que fazem a segurança da Cotrijui também estão sem receber". Esta informação esta incorreta dando a entender que os trabalhadores da empresa de segurança estavam com seus salários atrasados. O correto é que a empresa que presta serviços de seguntança a Cotrijui está com seus pagamentos atrasados.

sexta-feira, 22 de março de 2013

Federação dos Empregados no Comércio participa de reunião da Contrijuí com Governo do Estado

Fecosul defende pagamento dos salários atrasados
A Fecosul, representada pelo vice-presidente, Rogério Reis, participou da reunião da Contrijuí com o Governo do Estado na manhã desta quinta-feira (21).

O presidente da cooperativa, Vanderlei Fragoso, acompanhado por diretores, juntamente com o prefeito de Ijuí, Fioravante Ballin, pediram ajuda financeira ao Estado para manter a cooperativa funcionando, e pagar seus associados.

Rogério Reis, 1º vide-presidente da Fecosul, defendeu que além dos associados, a cooperativa deveriam se comprometer em resguardar e garantir os direitos dos trabalhadores comerciários que estão com os salários atrasados desde janeiro.

O governador, Tarso Genro, e o Secretário de Desenvolvimento e Promoção do Investimento, Mauro Knijnik, se mostraram dispostos a ajudar a cooperativa nas negociações com os bancos. No entanto, pediram detalhamento e objetividade de onde o dinheiro seria investido.

A presidente do Sindicato dos Empregados no Comércio de Ijuí, Rosane Simon, que também é 2ª vice-presidente da Federação, disse que nesta semana se encerra o prqazo para o "estado de alerta", decido na assembleia dos trabalhadores e que a partir disso, um novo posicionamento deve ser tomado pela categoria. "Não há nada definido e vamos tomar as decisões em conjunto com os trabalhadores. Por esse motivo que estamos também acompanhando todas as negociações de perto e procurando ajudar na busca de alternativas. Entramos agora em uma fase que a mobilização e a unidade dos trabalhadores será fundamental para enfrentarmos essa questão", disse Rosane.
Assessoria Comunicação  Fecosul

quinta-feira, 14 de março de 2013

Trabalhadores da Cotrijui não pensam em greve, mas estão em “estado de alerta”



 A assembleia ordinária realizada pelo Sindicato dos Empregados no Comércio de Ijuí na noite desta quarta-feira (13), teve como pauta principal a situação envolvendo os trabalhadores da Cotrijui. A principal questão é o atraso de salários em alguns setores da empresa, desde janeiro. Outra preocupação dos trabalhadores é a situação financeira da empresa.

A assembleia, completamente lotada, teve a coordenação da presidenta do Sindicato Rosane Simon e a participação do presidente da Fecosul e da CTB/RS, Guiomar Vidor e dos presidentes dos Sindicatos de Três Passos, Moacir Zagonel e Santiago, Carlos Alberto Ataídes Florian.

Rosane Simon abriu o debate explicando aos trabalhadores que a direção do Sindicato havia convidado a direção da Cotrijui para participar da assembleia. “Esta é uma assembleia de trabalhadores, mas diante da situação, convidamos a direção da empresa para que possamos abrir um diálogo franco e sincero, buscando uma solução que contemple a todos”, explicou a presidenta. Rosane fez um histórico das reuniões que manteve com os diretores da cooperativa e das ações que o Sindicato havia realizado, para regularizar o pagamento dos salários. “Oficiamos a empresa para que nos desse uma resposta quanto ao pagamento dos salários e também marcamos audiência no Ministério Público do Trabalho, que acontecerá na próxima terça-feira (19), para tratar desta questão. Não queremos forçar nenhuma situação, mas sem o pagamento dos salários não há como manter o trabalho. Patrão também merece justa causa quando não cumpre com as suas obrigações”.

O presidente da Federação, Guiomar Vidor, relatou aos trabalhadores que acompanha a situação desde o começo. “Esta não é somente uma questão que envolve nossos direitos como trabalhadores, mas é também uma questão social que tem implicações em todo o estado”. Guiomar relatou que mantém contato com a Fetag (Federação dos Trabalhadores na Agricultura) e a Ocergs (entidade que representa as cooperativas do estado) para viabilizar todas as possibilidades de que a empresa supere o momento de dificuldades, mas garantiu que em primeiro lugar está o interesse dos trabalhadores da empresa.


Vanderlei Fragoso
Presidente quer salvar o “Titanic”
“Não pesa a responsabilidade de estar a frente da empresa, apesar de todos os problemas, mas a responsabilidade de estar diante de vocês é enorme”, disse aos trabalhadores o presidente da cooperativa, Vanderlei Fragoso, acompanhado por diretores.

Vanderlei expôs que a diretoria comparecia à assembleia de “coração aberto”. “Reconhecemos a importância do pagamento dos salários e a legitimidade da mobilização de vocês. Estamos aqui porque nos propomos a trabalhar com seriedade, transparência, honestidade e comprometidos em saldar todos os compromissos. Mas é necessário expor para vocês a realidade nua e crua: é um grande Titanic que temos pela frente”.


Contabilidade está aberta
Munidos de documentos, os diretores relataram a situação financeira da cooperativa e colocaram estes documentos a disposição da sociedade. Segundo o diretor administrativo Lothar Hein Warner, um fato histórico, pois nunca a empresa abriu estes números à uma assembléia sindical.

Considerando os meses de janeiro e fevereiro, a cooperativa faturou próximo a R$ 93,5 milhões, um resultado abaixo do histórico. O saldo negativo no período é de 8 milhões e destes, 6 milhões são relativos a custos financeiros e juros. “São muitas as dívidas e com os compromissos em atraso, aumentam ainda mais estes custos”, disse Lothar.

Gilmar Fragoso
Gilmar Fragoso, diretor superintendente, expôs que a diretoria está fazendo uma “grande ginástica financeira” para saldar os salários porque entende que é a sobrevivência do trabalhador, mas que hoje as receitas são bem menores que as despesas. “Hoje realizamos o pagamento de quem recebe até R$ 1500,00 líquido. Não fizemos isso em função da mobilização de vocês, mas do compromisso que temos com vocês e em função da disponibilidade de caixa”.

Gilmar disse ainda que faltam R$ 485 mil referentes aos salários de janeiro e um saldo de fevereiro. Segundo ele, a empresa programou o pagamento destes salários para 15 de fevereiro passado, mas em função do bloqueio de 3 milhões de reais referentes ao leite, isto não foi possível. “Não é para justificar, mas para dar transparência ao que está acontecendo”.

O presidente Vanderlei Fragoso foi mais fundo na questão financeira. Relatou que em junho do ano passado, quando foi anunciada a crise, era o momento da ação não só da diretoria mas também de todos as forças da sociedade. “Quando tomamos posse da situação financeira caótica da Cotrijui, percebemos que ela caminhava a passos largos para ser vendida”. Vanderlei disse que há documentos que comprovam este movimento que teria iniciado em março de 2011 e que empresas de capital internacional tem sondado a compra do setor de grãos, fundamental para a cooperativa.

Ele relatou ainda que “os que estão de olho” no grande patrimônio da cooperativa injetaram na empresa 70 milhões em dinheiro (pela venda da safra) balizados em “contratos leoninos” nos quais estas empresas puderam estabeleceram as regras e os preços para levar os produtos. Além disso, expôs que uma dívida de 7 milhões contraída com fornecedores de insumos está em aberto. Segundo ele, estes insumos foram vendidos aos associados, que pagaram a vista, mas o fornecedor não recebeu o seu pagamento. “Fomos verificar o saldo à receber dos associados nesta transação e há somente 160 mil em aberto, destes 7 milhões”. O mesmo caso se repete com as contas de fornecimento de adubos de 2011 e 2012. A direção enfrenta também problemas com corte de energia em algumas unidades. “Tudo isso nos angustia muito porque estes credores, que fizeram “um negócio da China”, indiretamente, relatam que estão monitorando os armazéns e a produção para um possível arresto”, disse o presidente.

Ao relatar a reunião que teve na mesma tarde com autoridades, expressou esta angústia. “Estivemos reunidos nesta tarde com o prefeito Ballin, com o Rui Polidoro (diretor da Fecoagro) e com representantes da Farsul, da Ocergs e da Fetag. Se eles estavam de cabelos brancos, estão com os cabelos mais brancos ainda, porque esta é a realidade da cooperativa”.

Segundo ele, a direção entende que estes problemas são de sua responsabilidade. Garantiu que esta direção não medirá esforços para que a Cotrijui retome a sua caminhada histórica e supere esta crise, mas que para isso será preciso a ajuda de todos, dos trabalhadores, dos associados e dos demais setores da sociedade, e fez um apelo. “Estamos diante de uma situação política e de interesse social e tudo o que eu peço a vocês, se é que eu tenho o direito de fazer este pedido, é para que não haja nenhuma paralisação, que diante da situação é legítima. Temos que tocar este negócio, porque sem vocês a máquina para, e se ela parar, eu digo isso para vocês de forma franca, não haverá dinheiro para o pagamento de salários”, desabafou.

Vanderlei Fragoso e Rosane Simon
O presidente solicitou ainda que os trabalhadores sejam “soldados” da causa, ajudando na relação com os associados e produtores para o recolhimento e entrega de grãos. “O negócio do futuro é produzir alimentos e isto é o que a Cotrijui faz, mas precisamos fazer com responsabilidade”.


Horizonte a curto prazo é a entrega da safra
Rosane Simon fez um apelo, em nome dos trabalhadores, para que a direção estabelecesse, objetivamente, um prazo para o pagamento dos salários. “Estamos diante de uma turma de trabalhadores que é aguerrida e que veste a camisa pela empresa, nós sabemos muito bem disso, mas que também depende de um planejamento de seus compromissos”.

Vanderlei expôs que a cooperativa não tem mais acesso a créditos bancários e que alguns projetos estão em desenvolvimento para conquistar recursos dos governo Federal e Estadual. “Temos que exigir que quem nos deve, nos pague e ai poderemos pagar os salários”. O presidente frisou ainda que a curto prazo, o único horizonte de receitas para a empresa é a safra.

“Sinto muito mas não posso dar um prazo e prometer os salários para uma data. Mas garanto para vocês todo o nosso empenho, esforço e suor no sentido de fazer todo o possível para isso. Mas o negócio tem que girar”.

A direção se desculpou por não haver se reunido ainda com os trabalhadores dos diversos setores da empresa. Segundo eles, a diretoria tem se dividido em várias frentes, num esforço de achar soluções e encontrar o prumo.

“A Cotrijui é grande e tem que passar por uma reconstrução. Sei que vocês não queriam ouvir este balanço, mas esta é a realidade e os documentos estão disponíveis para quem quiser periciar. Estamos no mesmo barco e com a ajuda de todos vamos conseguir uma solução”, finalizou o presidente.


Não há clima de greve, mas trabalhadores querem tratamento igual entre os setores
Com aplausos, os trabalhadores agradeceram a presença da direção da Cotrijui e deram encaminhamento à assembleia. Houve consenso de que não é momento para uma paralisação e há consciência da necessidade de ajudar a empresa. “Queremos somente que todos os setores sejam pagos por igual. Há setores que estão recebendo em dia. Se temos que trabalhar por igual, queremos receber por igual”, disse um trabalhador. “Não nos omitimos em trabalhar mas temos que ter o mínimo para a luz e a água. Assim, que todos recebam pouco, mas recebam alguma coisa”, disse outra trabalhadora.

O Sindicato irá encaminhar esta demanda ao Ministério Público do Trabalho na reunião da próxima terça e segundo o advogado da entidade, Luiz Carlos Vasconcellos, um termo de ajuste de conduta pode ser firmado para obrigar a empresa e realizar o pagamento por igual.

A presidenta do Sindicato, Rosane Simon, explicou ainda que a assembleia decidiu por dar uma prazo até o final da próxima semana, aguardando o resultado da audiência entre o Sindicato e a empresa, no MPT e também a reunião da direção da empresa com o governador Tarso Genro, também na terça-feira, 19. “Entramos em estado de alerta até o final da outra semana. Vamos neste período concentrar nosso esforços para que seja dada no mínimo, uma solução política para esta questão com a ajuda dos governos municipal, estadual e federal. O Sindicato, a Fecosul e a CTB estarão junto neste esforço para reerguer a empresa, preservando os empregos e o direito dos trabalhadores”.

Guiomar Vidor
Para Guiomar Vidor, ficou claro que a situação não e boa e que uma greve não ajudaria em nada neste momento, tanto para os trabalhadores quanto para a empresa. “Quero colocar para a Fetag e para a Ocergs a proposta de, junto com os trabalhadores, realizarmos uma grande manifestação, uma atividade pública que chame a atenção das autoridades e da sociedade para esta situação, em busca de outras possibilidades de solução”. Como membro do conselho de desenvolvimento do estado,  o "Conselhão", Guiomar estará presente na reunião com o governador na próxima semana e promete mobilizar outros setores da sociedade e do governo.

Para finalizar, Rosane Simon solicitou aos trabalhadores que estejam atentos e vigilantes, fiscalizando e denunciando possíveis abusos aos direitos da categoria.

segunda-feira, 11 de março de 2013

Direção da Cotrijui, comerciários e Fecosul, voltam a se reunir nesta quarta

O Sindicato dos Empregados no Comércio de Ijuí realiza nesta quarta-feira (13), as 18:30, sua assembleia mensal ordinária. O principal item da pauta será a situação dos trabalhadores da Cotrijui. “Há uma preocupação muito grande por parte dos trabalhadores com relação a situação econômico financeira da empresa e isto gera uma grande apreensão na categoria, com relação aos empregos e salários”, explica e vereadora e presidenta do Sindicato, Rosane Simon.

Os diretores do Sindicato, reunidos na última sexta (08), definiram por convidar o Presidente da Cotrijui, Vanderlei Fragoso, e membros da direção para participar da primeira etapa da assembleia. O convite tem por objetivo proporcionar à empresa dar resposta e definir posição diante dos salários em atraso e também para expor aos trabalhadores as medidas em curso para recuperação da cooperativa. “Há entre os funcionários muita boa vontade em contribuir neste momento de crise, mas os salários devem ser pagos em dia, pois as famílias dependem dele para sobreviver. Queremos uma solução o mais breve possível”, disse Rosane.

O presidente da Federação dos Empregados no Comércio de Bens e Serviços (Fecosul), Guiomar Vidor, também estará presente na assembleia. O Sindicato já tomou as primeiras providências com relação ao atraso de salários. Na próxima terça-feira (19), está agendada uma reunião entre a direção da empresa e o Sindicato no Ministério Público do trabalho em Santo Ângelo para tratar desta questão.

Rosane Simon chama atenção para o momento de união e participação dos trabalhadores. “Quero convocar a todos os comerciários e principalmente a todos os trabalhadores e trabalhadoras dos diversos setores da Cotrijui para que estejam presentes nesta assembleia. Nela é que vamos definir a nossa posição e as ações que devemos realizar para enfrentarmos este problema”.

A assembleia acontecerá no auditório da sede do Sindicato, próximo a Câmara de Vereadores.

segunda-feira, 25 de fevereiro de 2013

Fecosul e Sindicado dos Comerciários reuniram-se com a direção da Cotrijui no último sábado

Da esquerda: Gilmar Fragoso, Paulo Dari Schossler,
Rosane Simon e Guiomar Vidor
“Estamos com muita disposição a nível institucional, para realizar as articulações necessárias e ajudar a Cotrijui a superar este momento difícil. Ao mesmo tempo, queremos conhecer a atual realidade da empresa e dentro desta realidade, garantir os direitos dos trabalhadores da Cooperativa, preservando seus empregos e salários”. Esta foi a mensagem passada à diretoria da Cotrijui pelo presidente da FECOSUL (Federação dos Empregados no Comércio de Bens e Serviços/RS), Guiomar Vidor, em reunião no sábado (23) da diretoria do Sindicato dos Empregados do Comércio de Ijuí.

A convite da diretoria do Sindicato, estiveram presentes o Vice-presidente da Cotrijui Paulo Dari Schossler e o Diretor Superintendente da Cooperativa Gilmar Fragoso. Representando os Comerciários, a vereadora, vice-presidenta da FECOSUL e presidenta do Sindicato Rosane Simon e demais diretores, além de Paulo Roberto Pacheco da Silva, diretor da FECOSUL.

Gilmar Fragoso expôs brevemente a situação da Cotrijui e explicou que a atual diretoria está tomando conhecimento do conjunto das questões que terá de enfrentar, mas garantiu que a prioridade da empresa são os trabalhadores. “Temos um passivo enorme, mas plenamente recuperável. Estamos buscando ainda para este mês recursos que nos darão a tranquilidade necessária para podermos trabalhar”, explicou.

Segundo relato de diversos diretores do Sindicato, os trabalhadores estão apoiando a empresa e empenhados em realizar o melhor possível, mas muito preocupados com a questão do atraso de salários. O pedido é de que haja ao menos uma previsão para saldar esta questão.

A direção da Cotrijui solicitou apoio da Federação para as articulações que estão em curso na busca de recursos para a empresa. Vidor deixou claro que a FECOSUL e a CTB/RS darão todo o apoio institucional que estiver ao seu alcance.

A presidenta do Sindicato Rosane Simon também garantiu todo o apoio institucional a empresa e pediu para que o diálogo entre a Cotrijui e o Sindicato sejam ampliados. “Esse momento difícil tem um viés econômico e também político na medida em que a empresa é muito importante para a região. Quase metade dos nossos associados trabalha na empresa e milhares de famílias dependem destes empregos. Então vamos trabalhar com muita responsabilidade, ajudando a empresa no que for possível, mas também buscando garantir os direitos dos trabalhadores”.

“Temos consciência de que a situação é difícil. Sabemos também a importância da Cooperativa, não só pela questão social, que se refere aos empregos, mas também pelo vínculo forte e significativo que a Cotrijui tem para com o desenvolvimento da cidade e desta região do estado. Porém temos que dar uma resposta aos associados e por isso estamos buscando o entendimento”, disse Guiomar Vidor.

O Sindicato encaminhará nesta segunda-feira ofício para a Cooperativa solicitando que o mais breve possível para que os salários sejam pagos. Caso não haja uma resposta positiva, a entidade deve convocar uma assembleia para avaliar a situação e encaminhar outras ações sobre a questão.

Representantes da Cotrijui com diretoria do Sindicato
Lançamento da campanha salarial da categoria será em março
Antes da reunião com a direção da Cotrijui, Guiomar Vidor conversou com a direção do Sindicato e convocou os diretores para um ano muito intenso de mobilização da classe trabalhadora. Segundo o presidente da FECOSUL e da CTB/RS, apesar da crise capitalista nos países do centro econômico mundial, o Brasil está numa situação melhor e por isso existe espaço para ampliar os direitos dos trabalhadores. “Existe uma série de projetos tramitando no Congresso Nacional que são do nosso interesse e precisamos de muita mobilização para desatar alguns nós e superar estas barreiras que emperram o nosso avanço”.


Dentre estas mobilizações esta a 7ª Marcha das Centrais e dos Movimentos Sociais que acontecerá no dia 6 de março em Brasília. A presidenta Dilma irá receber os representantes da marcha e receber a pauta de revindicações do movimento. Guiomar lembrou também que em março será lançada a campanha salarial da categoria com uma intensa agenda de atividades. Além de uma grande mobilização na capital, haverá mobilizações em pelo menos uma cidade de cada uma das regionais da Federação.

“Faremos uma campanha unificada que não será só pela valorização dos salários, mas também pela valorização do trabalho do comerciário que ao vender, está também impulsionando outros setores da economia”, explica o dirigente. O setor do comercio, apesar da crise, cresceu 6,5% acima da inflação, o que demonstra que o setor está aquecido.

“Precisamos de mobilização dos nossos diretores junto aos trabalhadores e também a mobilização e solidariedade de outras categorias para conseguirmos realizar uma grande mobilização e alcançarmos bom resultado nesta campanha”, finalizou Guiomar Vidor.

quinta-feira, 21 de fevereiro de 2013

Presidente da Federação dos Comerciários do RS estará em Ijuí neste sábado

Guimoar Vidor, presidente da FECOSUL/RS (Federação dos Empregados no Comércio de Bens e Serviços) estará na cidade para uma reunião, no início da tarde, com a direção do Sindicato dos Empregados no Comércio. A principal pauta da reunião será a agenda de ações da categoria para o ano de 2013, mas também a mobilização para as lutas, desafios e bandeiras gerais dos trabalhadores neste período.

A reunião pretende fazer uma análise e uma atualização sobre a situação da Cotrijui, em especial com relação aos trabalhadores da empresa. A Federação e o Sindicato estão acompanhando de perto esta questão. “Nossa maior preocupação neste momento é contribuir para que a Cotrijui se recupere e supere esta situação momentânea em que se encontra. Mas estamos acompanhando e buscando garantir que não haja prejuízo aos trabalhadores da empresa neste processo”, explica a presidenta do Sindicato dos Comerciários de Ijuí, vereadora Rosane Simon.

Mobilização para a 7ª Marcha das Centrais Sindicais e dos Movimentos Sociais
Guiomar, que também é presidente da CTB/RS (Central das Trabalhadoras e Trabalhadores do Brasil), também mobiliza os sindicatos filiados para participar da 7ª Marcha das Centrais Sindicais e dos Movimentos Sociais, no próximo dia 06 de março, em Brasília.

A marcha, organizada pela CTB, CGTB, CUT, Força Sindical, NCST e UGT, conta com apoio dos movimentos sociais e estudantil e promete reunir dezenas de milhares de trabalhadores da cidade e do campo, na Esplanada dos Ministérios, com o propósito de entregar uma pauta de reivindicações ao governo federal, baseada na Agenda da Conferência Nacional da Classe Trabalhadora (Conclat).

A íntegra da pauta a ser apresentada ao poder público e ao Congresso Nacional inclui as seguintes reivindicações:

1) Redução da jornada para 40 horas semanais
2) Fim do Fator Previdenciário
3) 10% do PIB para a Educação
4) 10% do PIB para a Saúde
5) Reforma Agrária - assentamento de 200 mil famílias
6) Convenções 151 e 158 da OIT (negociação coletiva no setor público e dispensa Imotivada);
7) Política para os aposentados
8) Investimento na produção no emprego
9) Correção da Tabela de Imposto de Renda.
10) Igualdade de oportunidade para homens e mulheres