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segunda-feira, 16 de dezembro de 2013

Assembleia realizou balanço das atividades

Dia Nacional de Luta, com Greves e Paralisações mobilizou
cerca de 3000 manifestantes em Ijuí
O Sindicato dos Empregados no Comércio de Ijuí realizou na última sexta-feira (13) a sua assembleia ordinária do mês. Na pauta a prestação de contas, o balanço financeiro e o demonstrativo de resultado do ano de 2012 e a previsão orçamentária para o ano de 2014. Todos os itens do orçamento receberam parecer favorável do Conselho Fiscal e foram aprovados na assembleia por unanimidade.

A Presidenta Rosane Simon fez ainda um relato com o balanço das atividades nas quais a entidade esteve direta ou indiretamente envolvida no ano de 2012, cumprindo com a agenda formal da assembleia. Em Ijuí e região foram realizados 23 encontros entre reuniões regulares da diretoria, assembleias ordinárias e assembleias de base, realizados nas cidades de Augusto Pestana, Catuípe, Ajuricaba, Santo Augusto, Joia, Chiapetta, Campo Novo, Coronel Bicaco e Nova Ramada. Como entidade integrante da Federação dos Comerciários no estado, houve também as reuniões ordinárias e extraordinárias da Diretoria da Fecosul, em Porto Alegre, da qual Rosane Simon é integrante como 2ª Vice-presidenta. Entre as principais, a que tratou especificamente sobre as maiores queixas dos trabalhadores sobre abusos cometidos pelas grandes redes lojistas. Outras atividades de destaque foram o 3° Congresso Nacional dos Comerciários em Brasília, a Conferência Nacional da Classe Trabalhadora em São Paulo.

Além das ações realizadas em 2012, é importante relatar as diversas atividades realizadas pela entidade no ano de 2013, dentre as quais se destacam as grandes manifestações e mobilizações da categoria e dos trabalhadores, realizadas neste ano, entre elas o 3º Congresso Nacional da CTB. No estado, os comerciários de Ijuí estiveram mobilizados nas manifestações pelo reajuste do piso regional, na campanha salarial dos comerciários, na campanha das centrais sindicais pela redução dos juros e pelo fim do fator previdenciário. A luta geral dos trabalhadores teve dois momentos importantes na greve geral convocada pelas Centrais Sindicais e que em Ijuí reuniu cerca de 3000 manifestantes. Destaca-se também o encontro da Regional Noroeste da CTB/RS, realizado em Ijuí, em que Rosane Simon foi eleita coordenadora política das Centrais, na região.

Funcionários, associados e autoridades
realizaram manifestação em frente a Cotrijui
Importante também destacar o protagonismo dos comerciários em relação a Cotrijui, quando no inicio deste ano, no auge da crise financeira na Cooperativa, uma grande mobilização de trabalhadores, associados, entidades e da comunidade, convocada pelo Sindicato, chamou a atenção de todos para a questão. “Tivemos muitos momentos importantes, mas certamente as grandes mobilizações que realizamos como na nossa campanha salarial em toda a região, o dia nacional de greve convocado pelas centrais e a mobilização pela nossa cooperativa foram muito marcantes neste ano de 2013”, diz Rosane Simon.

Destacam-se ainda as homenagens prestadas pelo legislativo ijuiense aos 76 anos de fundação do Sindicato dos Empregados no Comércio de Ijuí e aos 75 anos de fundação da Fecosul.

Direção antevê reclamações de trabalhadores quanto ao horário de natal
Rosane Simon disse que o Sindicato já antevê reclamações com relação a abusos e ao descumprimento do acordo coletivo sobre horário de funcionamento do comércio neste natal. “Temos relatos de diversas irregularidades trabalhistas e entre as principais está a do não pagamento ou compensação de horas extras trabalhadas. O que mais nos choca, no entanto, é o fato de recebermos denúncias de lojas que vendem produtos caríssimos e que não assinam a carteira de seus funcionários, retendo inclusive a carteira de trabalho dos seus empregados, configurando uma situação de semiescravidão”, disse a Presidenta. Rosane exemplificou dizendo que há casos de trabalhadores que fizeram uma grande quantidade de horas extras na Expoijui e que até agora não receberam e nem foram compensados.  A Assessoria Jurídica do Sindicato já está tomando providencias com relação aos casos denunciados.

Com relação aos dissídios negociados na capital do estado, e que estavam pendentes, Rosane Simon informou que todos foram acordados neste mês de novembro, sendo que as diferenças geradas e o auxílio escolar serão pagos pelas empresas no salário de dezembro, até o quinto dia útil de janeiro.

Os dissídios negociados neste ano

quarta-feira, 21 de agosto de 2013

Denuncia de perseguição a trabalhadores na Cotrijui

Na manhã desta terça-feira (20) a direção do Sindicato dos Empregados no Comércio de Ijuí recebeu denúncias de trabalhadores do mercado da Cotrijui no centro. A Presidenta Rosane Simon, acompanhada de comerciários foi verificar a situação e conversou com os trabalhadores da cooperativa.

“Os trabalhadores que nos confirmam as informações que nós já estávamos averiguando com relação ao tratamento que eles estão recebendo desta direção. Há uma situação que se encontra no limite do tolerável”, disse Rosane Simon.

É evidente segundo os trabalhadores, a falta de mercadorias nas prateleiras do mercado do centro e os boatos de uma possível venda desta loja assustam os trabalhadores. “Estamos no limite na medida em que as constantes demissões estão sobrecarregando os trabalhadores que ficam”, disse uma trabalhadora. Ela relatou que na padaria, por exemplo, apenas dois padeiros estão com a responsabilidade de abastecer o mercado.

“Percebemos certo abandono e falta de mercadorias. Os trabalhadores e trabalhadoras tem que se virar para realizarem as suas tarefas mais comuns. Há desmotivação na medida em que os funcionários da cooperativa estão em vários postos trabalhando por dois e não recebem orientações adequadas sobre o trabalho e a situação da empresa, que também diz respeito a eles. Os mercados hoje são um barco sem leme”, frisou a Presidenta do Sindicato.

Rosane disse que os boatos de que o mercado seja vendido causam muita insegurança aos trabalhadores que percebem também que as demissões estão ocorrendo de forma indiscriminada. “Já estamos há muito tempo tentando dialogar com a Direção da empresa que não nos recebe, nos encaminhando sempre a diferentes assessorias que nada resolvem. Além da negociação do dissídio, há situação de demissão de diretores do Sindicato com estabilidade de emprego e problemas de assedio moral inclusive sobre uma trabalhadora especial que foi agredida verbalmente e humilhada pelo gerente”, explicou.

A Sindicalista relatou que funcionários com 25, 30 anos de trabalho na cooperativa são demitidos e a empresa, inexplicavelmente, deposita em juízo, apenas 30% dos valores rescisórios a que o trabalhador tem direto e que a cooperativa orienta estes trabalhadores a buscar o restante na justiça. “A atual direção provoca uma arbitrariedade sem limites quando obriga o trabalhador a uma ação rescisória judicial, independentemente da vontade deste trabalhador. Os direitos que eles estão negando a estes trabalhadores são direitos conquistados e trabalhados, direitos já adquiridos e que não lhes podem ser negados. A prerrogativa de buscar a justiça e do trabalhador e não do empregador”, frisou.

A assessoria jurídica do Sindicato e a direção já relataram esta situação ao Ministério Público do Trabalho e à Justiça do Trabalho. Uma reunião no MPT ocorrerá na próxima semana para tratar destas questões.

 Rosane Simon defende uma nova mobilização da sociedade. “Esta cooperativa é nossa, de todos os cidadãos da nossa região e vive esta situação constrangedora”. Ela expressa indignação com o fato de que vários seguranças armados trabalham dentro da cooperativa, junto aos funcionários e associados, “algo que nunca havíamos visto nesta empresa”. “Buscamos pacientemente o diálogo com esta direção, de assessoria em assessoria, sem obtermos nenhuma resposta objetiva para resolver todas estas situações que relatamos e que se agravam dia após dia. Esta direção está rompendo com as possibilidades de interlocução com o Sindicato e por isso vamos, a partir deste momento, achar outros meios de resguardar o direito dos trabalhadores e também de contribuir para que a Cotrijui supere toda esta situação financeira, num espírito de cooperativa,  colaboração e de diálogo”, concluiu.

terça-feira, 17 de janeiro de 2012

Dissídio dos comerciários é finalmente acordado em Ijuí



Após uma longa série de negociações que se estenderam durante praticamente todo o ano passado, nesta segunda-feira pela manhã, finalmente foi acordado o dissídio referente ao ano de 2011 dos comerciários. O acordo foi fechado em uma reunião no SINDILOJAS entre ambos os Sindicatos.

“As negociações neste período possivelmente tenham sido as mais difíceis dos últimos anos, justamente no momento em que políticas sociais são estendidas aos trabalhadores como a valorização do salário mínimo e também de valorização do piso regional estadual”, disse Rosane Simon, presidente do Sindicato dos Empregados no Comércio de Ijuí.

A proposta acordada para o piso da categoria em Ijuí é de R$ 660,00 de maio a dezembro de 2011 e R$ 670,00 de janeiro a abril de 2012, sendo este último valor base para as negociações do dissídio em 2012. Para os trabalhadores comissionados o piso será de R$ 675,00 de maio a dezembro de 2011 e R$ 685,00 de janeiro a abril de 2012. Os salários que recebem acima do piso terão reajuste de 8,30%, recebendo 2% de aumento real. As diferenças salariais deverão ser pagas juntamente com o salário de janeiro/2012. O auxílio escolar será pago com a folha de fevereiro/2012.

O Sindicato dos Empregados no Comercio de Ijuí trabalha agora para acordar o dissídio dos trabalhadores em farmácias e mercados e demais segmentos, cujos sindicatos patronais ficam na capital. O dissídio 2012 dos comerciários tem como data base o mês de maio.

quinta-feira, 1 de dezembro de 2011

Nota sobre o horário do comércio no natal


O Sindicato dos Empregados no Comércio de Ijuí vem a público esclarecer que em nenhum momento fechou acordo ou reuniu-se com o SINDILOJAS a fim acordar o horário de natal, segundo notícias veiculadas na imprensa local. As informações veiculadas não partiram da nossa direção.

A reunião da última quarta-feira com o Sindicato Patronal teve como único objetivo o dissídio da categoria. O Sindicato dos Empregados no Comércio de Ijuí condiciona o acordo do horário de natal ao fechamento do dissídio nos termos propostos na última reunião e conforme decidido por toda a categoria em assembleia. Não haverá acordo sobre o horário de natal sem que antes o dissídio seja assegurado aos trabalhadores do comércio. Os comerciários aguardam o resultado de assembleia do SINDILOJAS sobre a proposta do dissídio encaminhada.

Esclarecemos ainda que a falta de acordo entre as partes sobre o horário de natal tem implicações: sem acordo, as horas extras trabalhadas deverão ser compensadas na mesma semana ou pagas.

Manifestamos também nossa total disponibilidade para que o quanto antes, todas estas questões sejam sanadas e que tenhamos todos a máxima tranquilidade jurídica e institucional para comerciantes e trabalhadores.



Rosane Simon
Presidenta

quarta-feira, 30 de novembro de 2011

Comerciários realizam manifestação e negociação avança

 

Os comerciários de Ijuí saíram à rua na manhã desta quarta-feira em manifestação pelo dissídio da categoria. Até o momento, não há acordo com o sindicato patronal. Uma nova reunião de negociação foi realizada, ainda sem acordo.

A concentração de trabalhadores ocorreu na sede do Sindicato e a manifestação contou com o apoio do Presidente da Federação dos Empregados no Comércio de Bens e Serviços do Estado do RS (FECOSUL), Guiomar Vidor e também de presidentes de Sindicatos de comerciários da região.

Antes da manifestação, os trabalhadores reuniram-se no auditório da entidade para orientações sobre as negociações. “Nossa categoria, em assembleia, decidiu não aceitar um piso menor que o valor de R$ 670,00. Ijuí tem o maior PIB e o menor piso dos comerciários dentre todas as cidades da região”, disse a Presidente do Sindicato Rosane Simon.

“Temos índices que comprovam que o comércio cresceu acima de 10% liquido, mais a inflação. Isto representa um crescimento de 17% no período o que possibilita um reajuste nos termos que estamos negociando. Além disso, em cidades da fronteira como Uruguaiana e Livramento, com uma economia mais fragilizada do que nesta região de Ijuí, nós já acordamos o piso até acima deste valor e garantido a cláusula de pagamento do Salário Mínimo Regional”, disse Giomar Vidor.

Além do valor do piso da categoria, a principal questão que emperra o acordo é a cláusula do Piso Regional. Os trabalhadores querem que no acordo coletivo, seja incluída uma cláusula que garanta o pagamento do valor do Salário Mínimo Regional, cujo reajuste deve sair no início do próximo ano e deve estar próximo a 14%. O valor do Mínimo Regional hoje é de R$ 638,20. Nenhum comerciário pode ganhar abaixo deste valor. A última proposta do SINDILOJAS foi de 650 reais, com manifestações do seu procurador na imprensa, de que chegaria a R$ 660,00 para o Piso da categoria, sem a cláusula do Piso Regional. A proposta dos Comerciários e de R$ 670,00 com a inclusão da cláusula.

Munidos de cartazes e faixas, a categoria andou pelas ruas do centro da cidade, concentrando-se por fim em frente a sede do SINDILOJAS, local da reunião. “Nossa intenção com esta manifestação foi a de sensibilizar também a comunidade de Ijuí para a questão do nosso dissídio. Somos sem dúvida uma das categorias que mais trabalha e que menos recebe na região”, explicou Rosane Simon.


Negociações avançam
Em seguida os representantes dos Sindicatos realizaram nova reunião de negociação. Além do Presidente da FECOSUL Guiomar Vidor, estiveram presentes, representando os trabalhadores, a Presidente do Sindicato de Ijuí, Rosane Simon, o procurador do Sindicato, Luis Carlos Vasconcellos e os presidentes dos Sindicatos de Cruz Alta, Bento da Silveira, Santo Ângelo, Plínio Teixeira, Santa Rosa, Nestor Kalsing e São Luis Gonzaga, Américo Pereira. Representando o SINDILOJAS o seu Presidente, Bruno Haas, O procurador Antônio Carlos Burtet, a diretora Mary Fensck e o Secretario Executivo da entidade Joulberto Matte.


Antônio Burtet reconheceu que o piso da categoria em Ijuí é o menor da região e disse que a entidade tem consciência da necessidade de equiparar isso com as demais cidades. Na negociação, após ambas as partes argumentarem, num novo esforço em busca do diálogo e do consenso, os trabalhadores apresentaram uma nova proposta: um piso de R$ 660,00 até outubro, R$ 670,00 a partir de novembro e a garantia, em cláusula, do pagamento do mínimo regional quando este for reajustado.

O SINDILOJAS fará uma assembleia com seus associados para definir a questão. “É ruim para a nossa cidade, para os empresários e para o trabalhador termos o menor valor na região do piso da nossa categoria. Temos que olhar para cima, para o desenvolvimento da nossa cidade e estes R$ 10,00, que é um aumento de apenas 5 centavos na hora trabalhada, significam muito no bolso do trabalhador e é um dinheiro que será gasto na nossa cidade, movimentando a economia”, explica Rosane Simon.

Guiomar Vidor
A cláusula do Mínimo Regional ainda é um entrave para o SINDILOJAS. “A valorização do mínimo regional é uma das principais bandeiras dos trabalhadores. Não podemos acordar um piso da categoria de R$ 660,00 sem a garantia do mínimo regional, que poderá ir a R$ 720,00 no início do ano. O trabalhador perde com isso”, disse Guiomar Vidor.

Os Comerciários esperam agora o resultado da assembleia do Sindicato Patronal. Caso não haja acordo, a questão deverá ir à julgamento. “Nossa vontade é de solucionar os impasses e fechar a questão. Será a melhor solução para todos. Acho que chegamos a uma boa proposta e esperamos que o SINDILOJAS compreenda a necessidade de tornarmos o nosso comércio mais forte, valorizando também os trabalhadores da nossa cidade”, concluiu a Presidente do Sindicato, Rosane Simon.

quinta-feira, 4 de agosto de 2011

Trabalho aos domingos tem novo capítulo

Ocorreu no último dia (03), na 1ª Vara do Trabalho de Ijuí, nova audiência entre os representantes da Beck's Store e do Sindicato dos Empregados no Comércio de Ijuí, referentes a tentativa desta rede em abrir o seu estabelecimento comercial aos domingos.

A ação movida pelo Sindicato teve início quando, através de anúncios comerciais e de denúncias de trabalhadores do comércio, o Sindicato tomou conhecimento da intenção da rede e imediatamente entrou com ação na Justiça do Trabalho. Na ação, os comerciários defendem a vedação dos trabalhos aos domingos garantida na Lei Municipal Nº 4148/2003 e argumentam que o município de Ijuí tem competência para legislar sobre a matéria de regular o funcionamento do comércio na cidade, amparado na Constituição Federal e na Lei Federal 11603/2007.

Neste novo capítulo, as partes chegaram a um acordo em que a Beck's Store reconhece a lei municipal que não permite o trabalho aos domingos, resolvendo, dessa forma, acatar essa legislação. Em contrapartida, o Sindicato desistiu do pedido de dano moral coletivo postulado contra a rede comercial.

“Nossa intenção não é impedir o desenvolvimento da cidade e muito menos do comércio, pelo contrário. Queremos a valorização do comércio e dos trabalhadores do comércio. Mas nosso dever, acima de tudo e por isso nossa vigilância, é para resguardar os direitos dos trabalhadores que são garantidos por lei”, explicou a presidente do Sindicato, Rosane Simon.

Rosane lembra que uma ação do mesmo tipo está tramitando contra a Graziottin, com audiência marcada para novembro. “Este é só mais um capítulo. Pedimos aos trabalhadores do comércio que continuem vigilantes”.

Aprofundando a questão, Rosane argumenta que não há contrapartidas para os comerciários pelo seu esforço. “Ao mesmo tempo em que os empresários nos chamam para o trabalho nos sábados e nos domingos, recebemos uma proposta de reajuste de 7,77%, o que eleva nossa hora de trabalho para apenas R$ 2,90. Sabemos que o crescimento nas vendas do período possibilita os 14% que estamos revindicando e portanto não podemos concordar com isso”.

A categoria se organiza para uma manifestação em Ijuí em breve.