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quarta-feira, 13 de novembro de 2013

Centrais gaúchas realizam ato pelo fim do Fator Previdenciário

 
A CTB e as demais centrais sindicais se manifestaram em todo o país, nesta terça-feira (12), contra o não cumprimento da promessa do governo federal de atender as reivindicações entregues em reunião ocorrida depois do Dia Nacional de Lutas, em 11 de julho. Principalmente o fim do Fator Previdenciário, criado durante o governo FHC.

Reunidas na frente do prédio do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS), no centro de Porto Alegre, carregando faixas, cartazes e distribuindo panfletos à população, cujo slogan era “O Brasil contra o Fator Previdenciário”, as centrais demonstraram que estão unidas para convencer o governo da presidente Dilma a encontrar uma solução ao que o presidente da CTB-RS, Guiomar Vidor, considera “um dos maiores crimes cometidos contra a classe trabalhadora”.

“Esse malefício, além de obrigar a quem contribuiu durante toda uma vida a ter que continuar no trabalho a fim de assegurar o seu sustento, impede que os jovens de 16, 17 e 18 anos tenham acesso ao mercado de trabalho”, explicou Guiomar.

Guiomar Vidor considera justa a manifestação da CTB e das demais centrais sindicais pela classe trabalhadora brasileira. “Nossa luta não vai parar aqui, tanto que estaremos em Brasília nos próximos dias a fim de pressionar o governo e políticos para que se encontre uma solução definitiva. Nossa luta é justa porque é em defesa do desenvolvimento do país ao lutar pela valorização dos trabalhadores. Por isso, esse ato que consideramos tão importante precisa contar com a solidariedade da população brasileira” concluiu.

Depois dos discursos, os dirigentes das centrais sindicais foram recebidos pelo gerente executivo do INSS no Rio Grande do Sul, Haidson Pedro Brizola da Silva, que protocolou o documento que será entregue ao Ministro da Previdência Social.

Manifestações ocorreram em todo o País
Confira abaixo a íntegra do documento:

Excelentíssimo Senhor Ministro Garibaldi Alves Filho

Em diversas oportunidades, durante o Governo do Presidente Lula e, mais recentemente, com a Presidenta Dilma no comando da Nação, as Centrais Sindicais e os Movimentos Sociais, organizaram gigantescas mobilizações a fim de chamar a atenção do Governo para a Pauta dos trabalhadores e trabalhadoras, como a grande marcha sobre Brasília realizada em março deste ano, quando, mais de mais de 60 mil homens e mulheres marcharam sobre Brasília, e as paralisações gerais realizadas nos dias 11 de julho e 30 de agosto.

Apesar de termos sido recebidos pela Presidenta Dilma em diversas ocasiões, até o momento, não obtivemos nenhum avanço ou encaminhamento concreto para a solução de questões se arrastam há décadas e que dependem, fundamentalmente, da vontade política do Governo, como é o caso do Fim do Fator Previdenciário.

Causa-nos desencanto perceber que este “instrumento”, criado durante o governo de Fernando Henrique Cardoso, perdura até hoje configurando um dos maiores crimes cometidos contra a classe trabalhadora. É inadmissível que um trabalhador após 35 ou 40 anos de atividade laboral, no momento da sua aposentadoria, receba apenas 60% do salário que estava ganhando.

Trata-se de uma distorção muito grande, injusta e altamente prejudicial aos trabalhadores que contribuíram para a previdência durante tantos anos acreditando que teriam uma aposentadoria decente, no momento mais necessário da vida.

O trabalhador que recebe de aposentadoria um valor inferior ao salário que ganhava na ativa, fica obrigado a continuar a exercer as suas atividades profissionais por uma questão de sobrevivência, impedindo que os jovens em condições de entrar no mercado de trabalho ocupem as vagas que estariam disponíveis.

O Fator Previdenciário prejudica justamente aqueles que o Governo diz defender, que são os jovens mais pobres.

Estes são os primeiros que entram no mercado de trabalho aos 16, 17 e 18 anos, enquanto, o trabalhador da classe média alta que opta por cursar a universidade ou uma pós-graduação, começa a trabalhar em torno dos 25 anos e, ao completar 35 anos de atividade, terá a sua aposentadoria integral.

A sociedade é frontalmente contra o Fator Previdenciário e luta incansavelmente por sua extinção.
Portanto, coube-nos, Centrais Sindicais e Movimentos Sociais, unificar nacionalmente a nossa luta e rechaçar as propostas intermediárias que surgiram recentemente. Da forma como foram apresentadas, não servem aos trabalhadores e precisam ser melhoradas.

Não basta o Governo afirmar que soube responder às “vozes das ruas” propondo plebiscito para a reforma política, destinação dos recursos do Pré-sal para a saúde e educação, se ainda não soube escutar o clamor da classe trabalhadora.

Reafirmamos a Vossa Excelência o que dissemos à Presidenta Dilma: “A Classe Trabalhadora quer avançar ainda mais nas mudanças e participar efetivamente da elaboração e execução de um verdadeiro projeto de desenvolvimento nacional, com menos juros, menos superávit primário, controle no do câmbio e que tenha como eixo central a valorização do trabalho, o Fim do Fator Previdenciário, a democracia e a soberania nacional”.

Porto Alegre, 12 de novembro de 2013.
CTB-RS

quinta-feira, 31 de outubro de 2013

Comerciários são homenageados em sessão na Câmara dos Deputados

A Câmara Federal prestou homenagem aos trabalhadores do comércio brasileiro neste dia 30 de outubro, em que se comemora oficialmente o Dia do Comerciário. A sessão solene contou com a presença de mais de 250 pessoas e uma representação do Rio Grande do Sul composta pela Presidenta do Sindicato dos Empregados no Comércio de Ijuí e 2ª Vice-presidenta da Fecosul, Rosane Simon, por Guiomar Vidor, presidente da Fecosul; Ivanir Perrone, integrante da direção da Fecosul e secretária geral do Sindicomerciários de Caxias do Sul; Daniel Alvarenga, também integrante da direção da Fecosul e presidente do Sintecom Rio Grande e Clarel Gaviraghi, diretor do Sindicato dos Comerciários de Farroupilha
Integrantes da Fecosul com os Deputados Chico Lopes e Assis Melo
O deputado Roberto Santiago, que recentemente lançou a Frente Parlamentar Mista em Defesa dos Comerciários, lembrou os grandes desafios que o parlamento terá que enfrentar, ao lado da representação sindical, para reverter injustiças e garantir direitos legítimos da classe comerciária, que é formada por mais de 12 milhões de trabalhadores. Rosane Simon considera que entre estes desafios está o apoio dos Deputados as causas dos trabalhadores do comércio, a maior e uma das mais antigas categorias profissionais do país.

A mesa foi composta, além do presidente Santiago, pelo deputado federal Dr. Grilo (MG), pelo presidente da CNTC, Levi Fernandes Pinto, pelo secretário geral da União Geral dos Trabalhadores (UGT), Luiz Gonzaga do Nascimento, pelo vice-presidente da CNC, deputado Laércio Oliveira (SE), pelo presidente da Força Sindical e do partido Solidariedade, deputado Paulinho (SP), e pela diretora da CNTC, Bernadete Lieuthier, representando as mulheres comerciárias e as sindicalistas do país.

Apesar da comemoração das vitórias obtidas em 2013 com a regulamentação da categoria e a criação da Frente Parlamentar, os depoentes da sessão não deixaram de levantar os graves problemas enfrentados pelos comerciários em seu dia a dia, como a excessiva jornada de trabalho, o banco de horas, o trabalho aos domingos, o acúmulo de funções, o fator previdenciário, isso sem falar nos milhares de trabalhadores sem carteira assinada ou submetidos a condições precárias por todo o país. Recentemente, denúncias apontaram que em grandes empresas nas grandes cidades do país há funcionários usando fraldas, por não terem permissão de ir ao banheiro fora de um horário preestabelecido.

Rosane Simon com o Pres. da CNTC Levi Fernandes Pinto
“Nossa luta é para avançar nos direitos e conquistas, mas também para acabar com este tipo de desrespeito. Este reconhecimento da Câmara Federal demonstra que a nossa caminhada encontrou eco. Nossa tarefa maior é sensibilizar a maioria desta casa legislativa para efetivar as nossas demandas na sociedade, algumas que são do conjunto da classe trabalhadora. Aqui é que se decidem os grandes temas e nós precisamos avançar nas conquistas e criar mecanismos severos para acabar com os abusos e desrespeitos que ocorrem no dia a dia dos trabalhadores e trabalhadoras”, disse Rosane Simon.

O presidente da Fecosul, Guiomar Vidor, disse que ter o reconhecimento da Câmara de Deputados demonstra que as causas da categoria passaram a ter mais visibilidade. “Esta visibilidade reforça a nossa luta por mais direitos como o fim do banco de horas, descanso aos domingos e feriados, 40 horas semanais, licença maternidade de 180 dias, sejam conquistados”, destacou.

Na ocasião o deputado, Assis Melo (PCdoB/RS), homenageou a Fecosul e saudou a delegação gaúcha que estava presente na sessão solene. “Aproveito a oportunidade desta Sessão Solene, que celebra o histórico de trabalho e luta dos Comerciários de todo o país para prestar a minha homenagem à Federação dos Empregados no Comércio de Bens e Serviços do RS, a Fecosul, que completou 75 anos em 2013. Entidade que participou ativamente das lutas políticas sindicais e sociais no estado e no país, além de ter incentivado a criação de vários sindicatos no interior”. E finalizou seu discurso citando a delegação da Fecosul. “Parabenizo, então, cada comerciário do Brasil, assim como cada membro da Fecosul pela trajetória de lutas em favor dos trabalhadores brasileiros”, declarou o deputado.

Com informações da CNTC/Fecosul

quinta-feira, 24 de outubro de 2013

Centrais entregam pauta do Piso Regional para governador Tarso Genro

Comerciários, Fecosul e CTB compareceram em grande número ao ato
Em audiência no Palácio Piratini, na tarde desta quarta-feira (23/10), as centrais sindicais entregaram a pauta de reivindicações do Piso Regional, Desenvolvimento e Distribuição de Renda, ao governador do Estado Tarso Genro. Participaram mais de 500 pessoas ligadas à CTB e as demais centrais, e de vários sindicatos filiados à Fecosul.

O secretário do Conselho de Desenvolvimento Econômico e Social (CDES), Marcelo Danéris, abriu o encontro falando que o governo do estado busca uma política equilibrada e com distribuição de renda. Danéris disse ainda que o Piso Regional é fundamental para movimentar o comércio e os serviços do Estado.

Guiomar Vidor, presidente da Fecosul e da CTB/RS, foi o primeiro presidente de central a falar e apresentou ao governador o índice de reajuste de 16,81% para o Piso Regional para janeiro de 2014. Vidor explicou que este índice foi projetado considerando a média do PIB do Brasil e do Rio Grande do Sul que foi de 3, 9%, acrescido do INPC/IBGE estimado para dezembro de 2013, de 5,9%. E ainda acrescentou que “estão incluídos os critérios para repor as perdas do último período, até recuperar o valor de 1,28 salário mínimo nacional”.

Vidor destacou também a importância do Piso Regional para a economia e para o crescimento do Estado, lembrando que as pequenas empresas pagam o piso e quem não quer pagar são as grandes redes e as grandes empresas. “Em nome da Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil (CTB-RS), quero reconhecer o papel destacado do nosso governador no resgate do Salário Mínimo Regional no Estado do Rio Grande do Sul, que tinha acabado, mas foi ressuscitado pelo atual governo e está valorizado cada vez mais”, finalizou Guiomar Vidor.

O Governador Tarso Genro com Rosane Simon
A Presidenta do Sindicato dos Empregados no Comércio de Ijuí e 2ª Vice-presidente da Fecosul Rosane Simon esteve no ato e destacou a presença e o protagonismo dos comerciários e da CTB. Ela elogiou a sensibilidade do Governo Tarso para com as demandas dos trabalhadores e trabalhadoras. “Percebemos nas manifestações tanto do Governador Tarso Genro quanto de seus secretários a dimensão que nos trabalhadores e trabalhadoras temos da importância que a valorização do salário mínimo regional tem para a economia do estado. Este reajuste repercute positivamente proporcionando crescimento econômico e mais qualidade de vida para a classe trabalhadora. Para o operário que recebe o mínimo estadual, qualquer índice de reajuste é significativo, ainda mais se repõe as perdas no período”.

O governador Tarso Genro, em seu discurso, destacou que o salário mínimo regional é um elemento da política do desenvolvimento e da economia do Estado. O governador disse ainda que a presença massiva e o grau de unidade das centrais faz um governante prestar mais atenção nas demandas dos trabalhadores. Tarso falou ainda que é um orgulho para ele, como governante, ver no Palácio Piratini a presença de centenas de trabalhadores reunidos. "A democracia pode ser comparada a uma grande mesa. Antes do presidente Lula, as pessoas tinham bancos de alturas diferentes e alguns não enxergavam o que estava em cima da mesa. Quando Lula começou a receber sindicalistas, moradores de rua, organizações do campo, e todo tipo de representação, as cadeiras começaram a ficar da mesma altura. Quando as pessoas enxergam o que está em cima da mesa elas sabem o que estão disputando", comparou Tarso.

Com informações da Assessoria Fecosul

segunda-feira, 21 de outubro de 2013

FECOSUL, 75 anos de história , lutas e conquistas

Guiomar Vidor
A Federação dos Empregados no Comércio de Bens e de Serviços do Estado do Rio Grande do Sul – FECOSUL- foi fundada em outubro de 1938. Segundo o pesquisador João Batista Marçal, foi um ato de audácia da esquerda metropolitana, desafiando o regime do Estado Novo. Tendo como líder e primeiro presidente Francisco Massena Vieira. Com a morte de Massena, em 1941 a Fecosul ficou acéfala, sendo reorganizada em 43, passando por períodos de apatia e consenso com os governos da época, chegando a apoiar a ditadura militar.

A virada democrática veio em 1984 com a chegada de José Carlos Schulte à presidência. A FECOSUL  passou a  ter um papel destacado e fundamental nas conquistas dos comerciários e dos demais trabalhadores.

Nos anos 80, a FECOSUL participou ativamente das lutas políticas e sindicais no estado e no país. Nesta década aconteceram muitas greves, a campanha pelas diretas já, a Assembléia Constituinte, paralisações e também foram alcançadas as maiores conquistas da categoria.

Nos anos 90, a FECOSUL foi uma trincheira de luta contra os ataques da política neoliberal que ameaçava os direitos dos trabalhadores e  propunha enterrar a era Vargas. Ainda, se posicionou radicalmente contra a Medida Provisória do governo FHC, que liberou o trabalho aos domingos no comércio em geral.

No novo século, a Direção da FECOSUL empenhou-se determinantemente na construção da unidade dos comerciários gaúchos na luta por seus direitos e organizando as campanhas salariais unificadas. Merecido destaque teve a luta em defesa da liberdade e autonomia sindicais, preservando sempre o principio da unicidade sindical, como fator de união dos trabalhadores na luta por seus direitos. A FECOSUL foi uma das entidades que mais lutou pela criação e  valorização do salário mínimo regional. No último período a FECOSUL tem estado ao lado do movimento social e sindical por um novo Rio Grande e um novo Brasil. Somos dos que pensam que o Brasil não pode parar, precisamos dar continuidade ao ciclo virtuoso iniciado por Lula e Dilma, construindo uma maioria política que tenha compromissos com as reformas estruturais que libertem o Brasil das amarras do atraso.

Este novo ciclo, impulsionado pelas manifestações populares, precisa garantir uma reforma política democrática, com o fim do financiamento privado de campanha, uma reforma econômica que rompa com o ciclo de altos juros, câmbio flutuante e superávit primário, democratização dos meios de comunicação, para que estes sirvam aos interesses públicos e não aos interesses  privados, reforma urbana e agrária.

A FECOSUL chegou aos 75 anos, com uma história de lutas e conquistas, e certamente continuará ao lado daqueles que defendem um sindicalismo classista, democrático e de luta, tendo como meta a construção de um projeto nacional de desenvolvimento com democracia, soberania e valorização do trabalho, que contemple bandeiras como a redução da jornada de trabalho para 40 horas semanais, o fim do fator previdenciário,a valorização dos aposentados o descanso aos domingos e feriados para que os comerciários e comerciárias tenham o direito a qualificação, a educação, ao esporte e lazer, ao convívio com amigos e familiares. 

Nós temos a convicção de que o futuro pertence àqueles que acreditam nos seus sonhos e lutam para transformá-los em realidade.

Viva os 75 anos da FECOSUL
Boa luta pra todos nós.

Guiomar Vidor-Presidente da FECOSUL

segunda-feira, 27 de maio de 2013

Comerciária de Ijuí compõe a nova direção estadual da CTB

O 3º Congresso da Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil (CTB-RS), cujo tema foi “Avançar nas Mudanças com Valorização do Trabalho”, teve seu momento mais destacado nesta sexta-feira (24/5) quando o atual presidente, Guiomar Vidor, foi reeleito para mais quatro anos por aclamação dos 300 delegados de todo o Estado.

Depois de dois dias de debates, discursos e palestra foram aprovadas a Reforma Estatutária, o Plano de Lutas e a forma de escolha dos 150 delegados que participarão do 3º Congresso Nacional da CTB, entre 22 a 24 de agosto, em São Paulo.

Lenir Fanton (Secretária de Mulher), Marcos Prestes, Sérgio de Miranda
(Vice-Presidente), Débora Maas (Diretora), Guiomar Vidor (Presidente),
Rosane Simon e Vicente Selistre (CTB Nacional)
Estiveram presentes no congresso a presidenta do Sindicato dos Empregados no Comércio de Ijuí Rosane Simon, a diretora do Sindicato Débora Maas e Marcos Prestes. Débora, que é trabalhadora da Cotrijui, foi eleita para a diretoria efetiva da Central. Com pouco mais de um ano na atividade sindical ela se diz honrada com a oportunidade de fazer parte da diretoria da CTB.

“A CTB têm o cuidado em dar espaço aos jovens e as mulheres. O Sindicato dos Empregados no Comércio de Ijuí foi a minha porta de entrada no movimento sindical. Foi onde iniciei minha caminhada, fui motivada e impulsionada pela nossa presidenta Rosane Simon e pelos demais companheiros e companheiras, a participar da luta e a fazer parte da diretoria da CTB/RS. É um grande desafio, pois teremos a missão de ajudar a difundir o trabalho da CTB no estado e principalmente na nossa região”.

Com apenas cinco anos de existência, a CTB-RS foi a Central que mais cresceu no Estado, tendo atualmente mais de 130 sindicatos filiados, entre eles o Sindicato dos Trabalhadores Metalurgicos de Caxias do Sul- com uma base de 60 mil trabalhadores - e algumas das principais Federações, como a Federação dos Trabalhadores na Agricultura no Rio Grande do Sul (FETAG), a Federação dos Empregados no Comércio de Bens e de Serviços do RS (FECOSUL), Federação dos Trabalhadores em Serviços, Asseio e Conservação (FEAAC).

Marcos Prestes de Oliveira teve a sua primeira participação em um Congresso da CTB e demonstra entusiasmo com a experiência. “Reafirmamos a ideia central da unidade dos trabalhadores e trabalhadoras, do campo e da cidade na luta não apenas pela ótica economicista, mas sim pela transformação da nossa sociedade para outro patamar de organização”.

Débora Maas, 1ª da esquerda
A vereadora e presidenta do Sindicato dos Comerciários de Ijuí, Rosane Simon, ressaltou a representatividade do congresso e a renovação de lideranças. “Tivemos a participação de 300 delegados, de todas as regiões do estado e das mais diversas categorias profissionais. Tenho que ressaltar o aumento da participação de mulheres, que neste congresso foi de 35%, e a renovação representada pela eleição da Débora Maas e de outros companheiros. A Débora, por ser jovem, mulher e trabalhadora, representa esta renovação na medida em que demonstra o interesse e o entendimento da importância do movimento sindical na luta por melhores condições de vida e de trabalho para todos e todas”.
300 delegados de todas as regiões do estado elegeram a nova Direção da Central
Guiomar Vidor, reeleito a presidência da Central para mais um mandato destacou a responsabilidade coletiva pelo crescimento da CTB no estado e com o desafio de ampliar a luta. “A partir dessa nova eleição nós vamos consolidar a CTB e dar passos ainda maiores, preservando os princípios que norteiam a nossa Central desde a sua fundação, com o objetivo de ser cada vez mais uma Central sindical unitária, democrática, classista e de luta. Isso é o que importa porque uma Central com essas características e esse elo sólido de unidade dos trabalhadores do campo e da cidade é que resultam no sucesso da CTB no Rio Grande do Sul”.

A seguir, a relação completa da diretoria da CTB-RS eleita para o período de 2013 a 2016:

Diretoria Executiva
Presidente: Guiomar Vidor (FECOSUL)
Vice-presidente: Sérgio de Miranda (FETAG)
Vice-presidente: Carla Simone (Municipários/Camaquã)
Vice-presidente: José Francisco Providel (SEAACOM)
Secretária-Geral: Eremi Melo (FITMETAL – SINDIMETAL/Caxias)
1º Secretário: Claudiomir da Silva Brum (SINDVIGILANTES/Caxias)
Secretário de Finanças: Júlio César Lopes da Luz (Sindisapateiros/Campo Bom)
1º Tesoureiro: Paulo Roberto Pacheco (SINDIMENTAL/Caxias)
Secretária de Mulher: Lenir Fanton (FETAG)
Secretário de Formação, Cultura, Esporte e Lazer: José Flori Cardoso Prestes (SIDERGS)
Secretário de Imprensa e Comunicação: Henrique Silva (FEAAC)
Secretária da Saúde do Trabalhador e Segurança no Trabalho: Débora Melec (SIMPROFAR)
Secretário de Políticas Agrícolas e Agrária: Nestor Bonfante (FETAG)
Secretário da Juventude: Igor Pereira (ASSUFRGS)
Secretária de Políticas Sociais: Izane Mathos (FECOSUL)

Diretoria Efetiva
Aclenei Romero de Jesus (Processamento de Dados RS)
Carlos Joel da Silva (FETAG)
Cristiane Colombo (SINDICOMERCIÁRIOS/Farroupilha)
Daniel Alvarenga (SINTECON)
Danilo Gonçalves Teixeira (SINDISAÚDE/Caxias)
Débora Mass (SINDICOMERICIÁRIOS/Ijuí)
Edson Costa Marques (SELFOTO)
Elton Weber (FETAG)
Eugiane Lago (STR/Passo Fundo)
Fúlvio Menezes Garcia (SINDICOMERCIÁRIOS/Rosário do Sul)
Inque Schneider (FETAG)
Ivanete Inês Feiten (Construção Civil e Mobiliário/Caxias)
Ivete de Fátima Teixeira (Sinditextil/Caxias)
João Carlos de Moraes (Metalúrgicos/POA)
João Carlos Gonzales (SINDICOMERCIÁRIOS/Livramento)
Josiane Cristina Einloft (FETAG)
Juliana Dullius Wingert (STR/São Sebastião do Caí)
Marcelo Freitas (Sapateiros/Campo Bom)
Marco Antônio Zago Gomes (SindiQuímicos/Estância Velha)
Maria Inês Contini (FEAAC)
Núbia Balbina Martins (SISERGS)
Paulo Claudir Sausen (SIDERGS)
Paulo Roberto Pacheco da Silva (FECOSUL)
Pedro Arlindo Pozenato (METALÚRGICOS/Caxias)
Pedro Paulo Nienow (STR/Não Me Toque)
Tarcisio Mineto (Técnicos Agrícolas RS)
Taximer Culman da Silva (Sindirodoviários/Caxias)
Todson Marcelo Andrade (Metalúrgicos/Carlos Barbosa)
Valdair Khun (Municipários/POA)
Valdirene Rolan (SINDICOMERCIÁRIOS/Rio Grande)

Conselho Fiscal
Deonir Sarmento (STR/Palmitinho)
Flávia Moura dos Santos (SINDESC)
Jandir da Silva (Construção Civil e Mobiliário/Venâncio Aires)
Jaqueline Dienstmann (Sapateiros/Campo Bom)
Milton Brasil (STR/Bagé)
Raul da Cruz Serveira Neto (SINDICOMECIÁRIOS/Taquari)

quinta-feira, 23 de maio de 2013

Congresso estadual da CTB busca avanços e valorização do trabalho


Representantes do Governo do Estado, Força Sindical,
CGTB e CUT prestigiaram o ato político de abertura do evento

Marcos Prestes, Débora Maas e Rosane Simon
Sob o lema “avançar nas mudanças com valorização do trabalho”, acontece nesta quinta e sexta-feira (23 e 24), o 3º Congresso Estadual da Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil (CTB). Estão presentes ao evento a Presidenta do Sindicato dos Empregados no Comércio de Ijuí, Rosane Simon, a diretora Débora Maas e Marcos Prestes.

O 3º congresso da CTB se realiza a apenas 5 anos de sua fundação. O evento foi aberto por um ato político com a presença de diversas lideranças políticas e sindicais.

Em seguida Denise Lobato Gentil do Instituto de Economia/UFRJ apresentou o painel "Conjuntura Econômica e Barreiras ao Crescimento”. Denise fez uma radiografia dos avanços econômicos realizados no período Lula e Dilma, pontuando os pontos em que é preciso avançar como ampliar o investimento na industrialização, na produção e na queda dos juros.

No início da tarde foi aberto o debate sobre o painel da manhã e Denise deixou clara a necessidade de uma mudança de foco na política econômica do Governo Federal, voltado o foco para a produção e o desenvolvimento industrial e não de caráter rentista.

Em sua fala neste espaço, a vereadora e Presidenta do Sindicato dos Empregados no Comércio de Ijuí comemorou o bom momento que o país vive, mas pontuou que para atingirmos o nível de desenvolvimento e avançar nas conquistas sociais é preciso que os trabalhadores e trabalhadoras estejam no poder. “Precisamos ocupar os cargos de gestão e de decisão para que nós sejamos os agentes destes avanços e das conquista uma sociedade mais justa e igual”, disse Rosane.
Após o debate, Adílson Araújo, Presidente da CTB baiana e provável futuro presidente da CTB nacional, falou sobre questão nacional e a organização da CTB. “O projeto de uma central sindical deve reiterar a bandeira do socialismo. Mas nos também precisamos fortalecer a nossa representação no parlamento, porque os desafio são grandes e é assim que a CTB deve construir sua luta para alcançarmos as nossas conquistas”. Adílson comemorou o que disse ser um dos maiores congressos da central já realizados.

O Deputado Federal Assis Melo, líder sindical metalúrgico em Caxias do Sul saudou em sua fala a unidade demonstrada pela CTB na luta sindical lembrando que é esta unidade que faz com que os trabalhadores alcancem sua vitórias.

Depois disso, novamente o espaço foi aberto para a intervenção do plenário. Trabalhadores rurais, municipários e professores, dentre outras, fizeram relatos de questões relativas as suas categorias para serem incluídas no planejamento da central.

Adílson lembrou que grande parte das questões apresentadas diz respeito ao plano de lutas que o congresso está debatendo e que será apresentado no dia seguinte e falou do protagonismo da CTB. “Num passado recente nós éramos uma corrente de opinião e hoje nós temos espaço e somo importantes no movimento sindical. Compete a nossa central uma política audaciosa. O movimento sindical mais de que nunca está preparado para a disputa do poder político”.

Na última mesa do dia coordenada pelo Presidente da Fetag/RS Elton Weber, foi realizado um balanço da atuação da CTB no estado. Os palestrantes foram e o Presidente o Vice-presidente da central, respectivamente Guiomar Vidor e Sérgio de Miranda.

Auditório da Fetag/RS lotou com a presença de delegações
de todo o estado
Sérgio de Miranda lembrou alguns temas importantes que estão na ordem do dia e na pauta da luta dos trabalhadores em especial no Rio Grande do Sul. Segundo ele, o estado realiza uma série de investimentos, o que é muito bom e que nem por isso se deixa de apontar novos desafio e e correções de rumo ao governo. Sérgio de Mirando citou a dívida, o tema dos pedágios, o piso dos professores, a valorização do piso regional e o aumento dos investimento na agricultura, como alguns destes temas.

“No balanço destes 5 anos de história da central no Rio Grande eu posso dizer que para a nossa idade nós conseguimos fazer muita coisa”. Assim Guiomar Vidor abriu a sua fala. Ele relembrou fatos e ações protagonizados pela CTB/RS desde a sua fundação, não somente relativos a luta dos trabalhadores mas também com relação a conquista de avanços sociais. “É por isso que o balanço deste 5 anos é extremamente positivo. De 80 entidades em 2009, passamos a 130 em 2013, com representação em várias categorias estratégicas e importantes”.

Vicente Selistre, Vice-presidente Nacional da CTB e Deputado Federal, também considera o balanço destes 5 anos positivo, com a CTB se firmando como um das principais centrais do Brasil. “Digo isso porque disputamos hoje a concepção do movimento sindical brasileiro e isto se exemplifica pela posição clara que temos em várias das questões fundamentais relativas aos direitos dos trabalhadores, a defesa radical da democracia e da unicidade sindical. É por isso o nosso crescimento”.

Encerrando os debates do primeiro dia, Sergio de Miranda disse que muito foi construído neste período, apesar de todas as dificuldades colocadas pelos participantes do congresso. “Nosso desafio é atuarmos cada vez mais para continuar este crescimento”.

Guiomar Vidor finalizou lançando outro desafio. “O que nos realizamos foi muito significatio, mas insuficiente para superar entraves e os desafios. Precisamos avançar muito mais para contruir esta central que nos queremos”.

quinta-feira, 9 de maio de 2013

Comerciários lançam campanha salarial em Ijuí e São Luiz Gonzaga nesta sexta-feira

Mobilizações dos trabalhadores no comércio estão programadas para esta sexta-feira (10), em Ijuí e São Luiz Gonzaga, para marcar o lançamento da Campanha Salarial Unificada da categoria neste ano, aqui na região. Estará presente às mobilizações o Presidente da Fecosul, Guimar Vidor. O ato deverá contar também com a presença de sindicalistas e trabalhadores de diversas categorias.

Pela manhã, o ato acontecerá em São Luiz Gonzaga, com uma caminhada e distribuição do material da campanha entre os trabalhadores no comércio. A tarde, o ato acontecerá em Ijuí, onde estão previstas uma caminhada encerrando com a assembleia dos trabalhadores no final da tarde. A concentração começa as 14 horas na sede do Sindicato dos Empregados no Comércio e a caminhada percorrerá as principais ruas do centro da cidade. “Queremos mobilizar e convocar os trabalhadores e as trabalhadoras para a nossa assembleia que é o espaço onde vamos em conjunto definir as estratégias de negociação do nosso dissídio”, explicou a presidenta do Sindicato em Ijuí, Rosane Simon.

Patrões negam valorização da categoria comerciária
Apenas reposição da inflação e redução de direitos foi a proposta apresentada pelos patrões em última reunião de dissídio coletivo realizada nesto mês passado em Porto Alegre, entre Fecosul e Fecomércio.

A campanha salarial dos trabalhadores do comércio neste ano tem como tema “Vender dá Trabalho e o Trabalho tem que ser Valorizado” e busca 12% de reajuste salarial e piso mínimo de R$ 880,00. Além do reajuste a categoria pede avanços em algumas cláusulas sociais como o fim do banco de horas, licença-maternidade de 180 dias, descanso aos domingos e feriados, e 40 horas semanais, entre outros itens que compõem o rol de reivindicações.

“Queremos fazer uma forte convocação aos comerciários para que se unam ao ato de lançamento da campanha mas principalmente para que comparecem a nossa assembleia no final da tarde. É preciso lembrar que as negociações entre a categoria e os patões são sempre, a cada ano, muito difíceis, com algumas propostas absurdas por parte deles que incluem principalmente a retirada de direitos já conquistados. Queremos garantir mais direitos e aumento real para a nossa categoria, considerando os 9% de crescimento do comércio no período e só vamos conseguir isso, nos mobilizando e nos unindo”, concluiu Rosane Simon.

quinta-feira, 14 de março de 2013

Trabalhadores da Cotrijui não pensam em greve, mas estão em “estado de alerta”



 A assembleia ordinária realizada pelo Sindicato dos Empregados no Comércio de Ijuí na noite desta quarta-feira (13), teve como pauta principal a situação envolvendo os trabalhadores da Cotrijui. A principal questão é o atraso de salários em alguns setores da empresa, desde janeiro. Outra preocupação dos trabalhadores é a situação financeira da empresa.

A assembleia, completamente lotada, teve a coordenação da presidenta do Sindicato Rosane Simon e a participação do presidente da Fecosul e da CTB/RS, Guiomar Vidor e dos presidentes dos Sindicatos de Três Passos, Moacir Zagonel e Santiago, Carlos Alberto Ataídes Florian.

Rosane Simon abriu o debate explicando aos trabalhadores que a direção do Sindicato havia convidado a direção da Cotrijui para participar da assembleia. “Esta é uma assembleia de trabalhadores, mas diante da situação, convidamos a direção da empresa para que possamos abrir um diálogo franco e sincero, buscando uma solução que contemple a todos”, explicou a presidenta. Rosane fez um histórico das reuniões que manteve com os diretores da cooperativa e das ações que o Sindicato havia realizado, para regularizar o pagamento dos salários. “Oficiamos a empresa para que nos desse uma resposta quanto ao pagamento dos salários e também marcamos audiência no Ministério Público do Trabalho, que acontecerá na próxima terça-feira (19), para tratar desta questão. Não queremos forçar nenhuma situação, mas sem o pagamento dos salários não há como manter o trabalho. Patrão também merece justa causa quando não cumpre com as suas obrigações”.

O presidente da Federação, Guiomar Vidor, relatou aos trabalhadores que acompanha a situação desde o começo. “Esta não é somente uma questão que envolve nossos direitos como trabalhadores, mas é também uma questão social que tem implicações em todo o estado”. Guiomar relatou que mantém contato com a Fetag (Federação dos Trabalhadores na Agricultura) e a Ocergs (entidade que representa as cooperativas do estado) para viabilizar todas as possibilidades de que a empresa supere o momento de dificuldades, mas garantiu que em primeiro lugar está o interesse dos trabalhadores da empresa.


Vanderlei Fragoso
Presidente quer salvar o “Titanic”
“Não pesa a responsabilidade de estar a frente da empresa, apesar de todos os problemas, mas a responsabilidade de estar diante de vocês é enorme”, disse aos trabalhadores o presidente da cooperativa, Vanderlei Fragoso, acompanhado por diretores.

Vanderlei expôs que a diretoria comparecia à assembleia de “coração aberto”. “Reconhecemos a importância do pagamento dos salários e a legitimidade da mobilização de vocês. Estamos aqui porque nos propomos a trabalhar com seriedade, transparência, honestidade e comprometidos em saldar todos os compromissos. Mas é necessário expor para vocês a realidade nua e crua: é um grande Titanic que temos pela frente”.


Contabilidade está aberta
Munidos de documentos, os diretores relataram a situação financeira da cooperativa e colocaram estes documentos a disposição da sociedade. Segundo o diretor administrativo Lothar Hein Warner, um fato histórico, pois nunca a empresa abriu estes números à uma assembléia sindical.

Considerando os meses de janeiro e fevereiro, a cooperativa faturou próximo a R$ 93,5 milhões, um resultado abaixo do histórico. O saldo negativo no período é de 8 milhões e destes, 6 milhões são relativos a custos financeiros e juros. “São muitas as dívidas e com os compromissos em atraso, aumentam ainda mais estes custos”, disse Lothar.

Gilmar Fragoso
Gilmar Fragoso, diretor superintendente, expôs que a diretoria está fazendo uma “grande ginástica financeira” para saldar os salários porque entende que é a sobrevivência do trabalhador, mas que hoje as receitas são bem menores que as despesas. “Hoje realizamos o pagamento de quem recebe até R$ 1500,00 líquido. Não fizemos isso em função da mobilização de vocês, mas do compromisso que temos com vocês e em função da disponibilidade de caixa”.

Gilmar disse ainda que faltam R$ 485 mil referentes aos salários de janeiro e um saldo de fevereiro. Segundo ele, a empresa programou o pagamento destes salários para 15 de fevereiro passado, mas em função do bloqueio de 3 milhões de reais referentes ao leite, isto não foi possível. “Não é para justificar, mas para dar transparência ao que está acontecendo”.

O presidente Vanderlei Fragoso foi mais fundo na questão financeira. Relatou que em junho do ano passado, quando foi anunciada a crise, era o momento da ação não só da diretoria mas também de todos as forças da sociedade. “Quando tomamos posse da situação financeira caótica da Cotrijui, percebemos que ela caminhava a passos largos para ser vendida”. Vanderlei disse que há documentos que comprovam este movimento que teria iniciado em março de 2011 e que empresas de capital internacional tem sondado a compra do setor de grãos, fundamental para a cooperativa.

Ele relatou ainda que “os que estão de olho” no grande patrimônio da cooperativa injetaram na empresa 70 milhões em dinheiro (pela venda da safra) balizados em “contratos leoninos” nos quais estas empresas puderam estabeleceram as regras e os preços para levar os produtos. Além disso, expôs que uma dívida de 7 milhões contraída com fornecedores de insumos está em aberto. Segundo ele, estes insumos foram vendidos aos associados, que pagaram a vista, mas o fornecedor não recebeu o seu pagamento. “Fomos verificar o saldo à receber dos associados nesta transação e há somente 160 mil em aberto, destes 7 milhões”. O mesmo caso se repete com as contas de fornecimento de adubos de 2011 e 2012. A direção enfrenta também problemas com corte de energia em algumas unidades. “Tudo isso nos angustia muito porque estes credores, que fizeram “um negócio da China”, indiretamente, relatam que estão monitorando os armazéns e a produção para um possível arresto”, disse o presidente.

Ao relatar a reunião que teve na mesma tarde com autoridades, expressou esta angústia. “Estivemos reunidos nesta tarde com o prefeito Ballin, com o Rui Polidoro (diretor da Fecoagro) e com representantes da Farsul, da Ocergs e da Fetag. Se eles estavam de cabelos brancos, estão com os cabelos mais brancos ainda, porque esta é a realidade da cooperativa”.

Segundo ele, a direção entende que estes problemas são de sua responsabilidade. Garantiu que esta direção não medirá esforços para que a Cotrijui retome a sua caminhada histórica e supere esta crise, mas que para isso será preciso a ajuda de todos, dos trabalhadores, dos associados e dos demais setores da sociedade, e fez um apelo. “Estamos diante de uma situação política e de interesse social e tudo o que eu peço a vocês, se é que eu tenho o direito de fazer este pedido, é para que não haja nenhuma paralisação, que diante da situação é legítima. Temos que tocar este negócio, porque sem vocês a máquina para, e se ela parar, eu digo isso para vocês de forma franca, não haverá dinheiro para o pagamento de salários”, desabafou.

Vanderlei Fragoso e Rosane Simon
O presidente solicitou ainda que os trabalhadores sejam “soldados” da causa, ajudando na relação com os associados e produtores para o recolhimento e entrega de grãos. “O negócio do futuro é produzir alimentos e isto é o que a Cotrijui faz, mas precisamos fazer com responsabilidade”.


Horizonte a curto prazo é a entrega da safra
Rosane Simon fez um apelo, em nome dos trabalhadores, para que a direção estabelecesse, objetivamente, um prazo para o pagamento dos salários. “Estamos diante de uma turma de trabalhadores que é aguerrida e que veste a camisa pela empresa, nós sabemos muito bem disso, mas que também depende de um planejamento de seus compromissos”.

Vanderlei expôs que a cooperativa não tem mais acesso a créditos bancários e que alguns projetos estão em desenvolvimento para conquistar recursos dos governo Federal e Estadual. “Temos que exigir que quem nos deve, nos pague e ai poderemos pagar os salários”. O presidente frisou ainda que a curto prazo, o único horizonte de receitas para a empresa é a safra.

“Sinto muito mas não posso dar um prazo e prometer os salários para uma data. Mas garanto para vocês todo o nosso empenho, esforço e suor no sentido de fazer todo o possível para isso. Mas o negócio tem que girar”.

A direção se desculpou por não haver se reunido ainda com os trabalhadores dos diversos setores da empresa. Segundo eles, a diretoria tem se dividido em várias frentes, num esforço de achar soluções e encontrar o prumo.

“A Cotrijui é grande e tem que passar por uma reconstrução. Sei que vocês não queriam ouvir este balanço, mas esta é a realidade e os documentos estão disponíveis para quem quiser periciar. Estamos no mesmo barco e com a ajuda de todos vamos conseguir uma solução”, finalizou o presidente.


Não há clima de greve, mas trabalhadores querem tratamento igual entre os setores
Com aplausos, os trabalhadores agradeceram a presença da direção da Cotrijui e deram encaminhamento à assembleia. Houve consenso de que não é momento para uma paralisação e há consciência da necessidade de ajudar a empresa. “Queremos somente que todos os setores sejam pagos por igual. Há setores que estão recebendo em dia. Se temos que trabalhar por igual, queremos receber por igual”, disse um trabalhador. “Não nos omitimos em trabalhar mas temos que ter o mínimo para a luz e a água. Assim, que todos recebam pouco, mas recebam alguma coisa”, disse outra trabalhadora.

O Sindicato irá encaminhar esta demanda ao Ministério Público do Trabalho na reunião da próxima terça e segundo o advogado da entidade, Luiz Carlos Vasconcellos, um termo de ajuste de conduta pode ser firmado para obrigar a empresa e realizar o pagamento por igual.

A presidenta do Sindicato, Rosane Simon, explicou ainda que a assembleia decidiu por dar uma prazo até o final da próxima semana, aguardando o resultado da audiência entre o Sindicato e a empresa, no MPT e também a reunião da direção da empresa com o governador Tarso Genro, também na terça-feira, 19. “Entramos em estado de alerta até o final da outra semana. Vamos neste período concentrar nosso esforços para que seja dada no mínimo, uma solução política para esta questão com a ajuda dos governos municipal, estadual e federal. O Sindicato, a Fecosul e a CTB estarão junto neste esforço para reerguer a empresa, preservando os empregos e o direito dos trabalhadores”.

Guiomar Vidor
Para Guiomar Vidor, ficou claro que a situação não e boa e que uma greve não ajudaria em nada neste momento, tanto para os trabalhadores quanto para a empresa. “Quero colocar para a Fetag e para a Ocergs a proposta de, junto com os trabalhadores, realizarmos uma grande manifestação, uma atividade pública que chame a atenção das autoridades e da sociedade para esta situação, em busca de outras possibilidades de solução”. Como membro do conselho de desenvolvimento do estado,  o "Conselhão", Guiomar estará presente na reunião com o governador na próxima semana e promete mobilizar outros setores da sociedade e do governo.

Para finalizar, Rosane Simon solicitou aos trabalhadores que estejam atentos e vigilantes, fiscalizando e denunciando possíveis abusos aos direitos da categoria.

segunda-feira, 11 de março de 2013

Direção da Cotrijui, comerciários e Fecosul, voltam a se reunir nesta quarta

O Sindicato dos Empregados no Comércio de Ijuí realiza nesta quarta-feira (13), as 18:30, sua assembleia mensal ordinária. O principal item da pauta será a situação dos trabalhadores da Cotrijui. “Há uma preocupação muito grande por parte dos trabalhadores com relação a situação econômico financeira da empresa e isto gera uma grande apreensão na categoria, com relação aos empregos e salários”, explica e vereadora e presidenta do Sindicato, Rosane Simon.

Os diretores do Sindicato, reunidos na última sexta (08), definiram por convidar o Presidente da Cotrijui, Vanderlei Fragoso, e membros da direção para participar da primeira etapa da assembleia. O convite tem por objetivo proporcionar à empresa dar resposta e definir posição diante dos salários em atraso e também para expor aos trabalhadores as medidas em curso para recuperação da cooperativa. “Há entre os funcionários muita boa vontade em contribuir neste momento de crise, mas os salários devem ser pagos em dia, pois as famílias dependem dele para sobreviver. Queremos uma solução o mais breve possível”, disse Rosane.

O presidente da Federação dos Empregados no Comércio de Bens e Serviços (Fecosul), Guiomar Vidor, também estará presente na assembleia. O Sindicato já tomou as primeiras providências com relação ao atraso de salários. Na próxima terça-feira (19), está agendada uma reunião entre a direção da empresa e o Sindicato no Ministério Público do trabalho em Santo Ângelo para tratar desta questão.

Rosane Simon chama atenção para o momento de união e participação dos trabalhadores. “Quero convocar a todos os comerciários e principalmente a todos os trabalhadores e trabalhadoras dos diversos setores da Cotrijui para que estejam presentes nesta assembleia. Nela é que vamos definir a nossa posição e as ações que devemos realizar para enfrentarmos este problema”.

A assembleia acontecerá no auditório da sede do Sindicato, próximo a Câmara de Vereadores.

segunda-feira, 25 de fevereiro de 2013

Fecosul e Sindicado dos Comerciários reuniram-se com a direção da Cotrijui no último sábado

Da esquerda: Gilmar Fragoso, Paulo Dari Schossler,
Rosane Simon e Guiomar Vidor
“Estamos com muita disposição a nível institucional, para realizar as articulações necessárias e ajudar a Cotrijui a superar este momento difícil. Ao mesmo tempo, queremos conhecer a atual realidade da empresa e dentro desta realidade, garantir os direitos dos trabalhadores da Cooperativa, preservando seus empregos e salários”. Esta foi a mensagem passada à diretoria da Cotrijui pelo presidente da FECOSUL (Federação dos Empregados no Comércio de Bens e Serviços/RS), Guiomar Vidor, em reunião no sábado (23) da diretoria do Sindicato dos Empregados do Comércio de Ijuí.

A convite da diretoria do Sindicato, estiveram presentes o Vice-presidente da Cotrijui Paulo Dari Schossler e o Diretor Superintendente da Cooperativa Gilmar Fragoso. Representando os Comerciários, a vereadora, vice-presidenta da FECOSUL e presidenta do Sindicato Rosane Simon e demais diretores, além de Paulo Roberto Pacheco da Silva, diretor da FECOSUL.

Gilmar Fragoso expôs brevemente a situação da Cotrijui e explicou que a atual diretoria está tomando conhecimento do conjunto das questões que terá de enfrentar, mas garantiu que a prioridade da empresa são os trabalhadores. “Temos um passivo enorme, mas plenamente recuperável. Estamos buscando ainda para este mês recursos que nos darão a tranquilidade necessária para podermos trabalhar”, explicou.

Segundo relato de diversos diretores do Sindicato, os trabalhadores estão apoiando a empresa e empenhados em realizar o melhor possível, mas muito preocupados com a questão do atraso de salários. O pedido é de que haja ao menos uma previsão para saldar esta questão.

A direção da Cotrijui solicitou apoio da Federação para as articulações que estão em curso na busca de recursos para a empresa. Vidor deixou claro que a FECOSUL e a CTB/RS darão todo o apoio institucional que estiver ao seu alcance.

A presidenta do Sindicato Rosane Simon também garantiu todo o apoio institucional a empresa e pediu para que o diálogo entre a Cotrijui e o Sindicato sejam ampliados. “Esse momento difícil tem um viés econômico e também político na medida em que a empresa é muito importante para a região. Quase metade dos nossos associados trabalha na empresa e milhares de famílias dependem destes empregos. Então vamos trabalhar com muita responsabilidade, ajudando a empresa no que for possível, mas também buscando garantir os direitos dos trabalhadores”.

“Temos consciência de que a situação é difícil. Sabemos também a importância da Cooperativa, não só pela questão social, que se refere aos empregos, mas também pelo vínculo forte e significativo que a Cotrijui tem para com o desenvolvimento da cidade e desta região do estado. Porém temos que dar uma resposta aos associados e por isso estamos buscando o entendimento”, disse Guiomar Vidor.

O Sindicato encaminhará nesta segunda-feira ofício para a Cooperativa solicitando que o mais breve possível para que os salários sejam pagos. Caso não haja uma resposta positiva, a entidade deve convocar uma assembleia para avaliar a situação e encaminhar outras ações sobre a questão.

Representantes da Cotrijui com diretoria do Sindicato
Lançamento da campanha salarial da categoria será em março
Antes da reunião com a direção da Cotrijui, Guiomar Vidor conversou com a direção do Sindicato e convocou os diretores para um ano muito intenso de mobilização da classe trabalhadora. Segundo o presidente da FECOSUL e da CTB/RS, apesar da crise capitalista nos países do centro econômico mundial, o Brasil está numa situação melhor e por isso existe espaço para ampliar os direitos dos trabalhadores. “Existe uma série de projetos tramitando no Congresso Nacional que são do nosso interesse e precisamos de muita mobilização para desatar alguns nós e superar estas barreiras que emperram o nosso avanço”.


Dentre estas mobilizações esta a 7ª Marcha das Centrais e dos Movimentos Sociais que acontecerá no dia 6 de março em Brasília. A presidenta Dilma irá receber os representantes da marcha e receber a pauta de revindicações do movimento. Guiomar lembrou também que em março será lançada a campanha salarial da categoria com uma intensa agenda de atividades. Além de uma grande mobilização na capital, haverá mobilizações em pelo menos uma cidade de cada uma das regionais da Federação.

“Faremos uma campanha unificada que não será só pela valorização dos salários, mas também pela valorização do trabalho do comerciário que ao vender, está também impulsionando outros setores da economia”, explica o dirigente. O setor do comercio, apesar da crise, cresceu 6,5% acima da inflação, o que demonstra que o setor está aquecido.

“Precisamos de mobilização dos nossos diretores junto aos trabalhadores e também a mobilização e solidariedade de outras categorias para conseguirmos realizar uma grande mobilização e alcançarmos bom resultado nesta campanha”, finalizou Guiomar Vidor.

quinta-feira, 21 de fevereiro de 2013

Presidente da Federação dos Comerciários do RS estará em Ijuí neste sábado

Guimoar Vidor, presidente da FECOSUL/RS (Federação dos Empregados no Comércio de Bens e Serviços) estará na cidade para uma reunião, no início da tarde, com a direção do Sindicato dos Empregados no Comércio. A principal pauta da reunião será a agenda de ações da categoria para o ano de 2013, mas também a mobilização para as lutas, desafios e bandeiras gerais dos trabalhadores neste período.

A reunião pretende fazer uma análise e uma atualização sobre a situação da Cotrijui, em especial com relação aos trabalhadores da empresa. A Federação e o Sindicato estão acompanhando de perto esta questão. “Nossa maior preocupação neste momento é contribuir para que a Cotrijui se recupere e supere esta situação momentânea em que se encontra. Mas estamos acompanhando e buscando garantir que não haja prejuízo aos trabalhadores da empresa neste processo”, explica a presidenta do Sindicato dos Comerciários de Ijuí, vereadora Rosane Simon.

Mobilização para a 7ª Marcha das Centrais Sindicais e dos Movimentos Sociais
Guiomar, que também é presidente da CTB/RS (Central das Trabalhadoras e Trabalhadores do Brasil), também mobiliza os sindicatos filiados para participar da 7ª Marcha das Centrais Sindicais e dos Movimentos Sociais, no próximo dia 06 de março, em Brasília.

A marcha, organizada pela CTB, CGTB, CUT, Força Sindical, NCST e UGT, conta com apoio dos movimentos sociais e estudantil e promete reunir dezenas de milhares de trabalhadores da cidade e do campo, na Esplanada dos Ministérios, com o propósito de entregar uma pauta de reivindicações ao governo federal, baseada na Agenda da Conferência Nacional da Classe Trabalhadora (Conclat).

A íntegra da pauta a ser apresentada ao poder público e ao Congresso Nacional inclui as seguintes reivindicações:

1) Redução da jornada para 40 horas semanais
2) Fim do Fator Previdenciário
3) 10% do PIB para a Educação
4) 10% do PIB para a Saúde
5) Reforma Agrária - assentamento de 200 mil famílias
6) Convenções 151 e 158 da OIT (negociação coletiva no setor público e dispensa Imotivada);
7) Política para os aposentados
8) Investimento na produção no emprego
9) Correção da Tabela de Imposto de Renda.
10) Igualdade de oportunidade para homens e mulheres

segunda-feira, 11 de fevereiro de 2013

Marcha à Brasília será dia 6 de março

A “Marcha da Classe Trabalhadora por Cidadania, Desenvolvimento e Valorização da Classe Trabalhadora”, que está sendo organizada pelas centrais sindicais, ocorrerá no dia 6 de março, em Brasília.

O objetivo é pressionar o Governo Federal e o Congresso Nacional para que coloquem a pauta da classe trabalhadora em votação e que os projetos em favor da valorização do trabalho sejam aprovados. A Agenda da Conclat (Conferência Nacional da Classe Trabalhadora), elaborada pelas centrais em 2010, servirá como base para as reivindicações que serão entregues à presidenta Dilma Rousseff.

São oito pontos fundamentais como bandeiras para a marcha:
- Fim do fator previdenciário;
- Redução da jornada de trabalho para 40h semanais, sem redução de salários;
- Educação: 10% do PIB para o setor;
- Saúde: 10% do PIB para o setor;
- Reforma agrária;
- Valorização das aposentadorias;
- Ratificação das convenções 151 e 158 da OIT;
- Mudanças na política macroeconômica.

O presidente da Fecosul, Guiomar Vidor, já entregou à presidente Dilma um documento com as reivindicações dos trabalhadores, no final do ano passado, em evento em Caxias do Sul. Vidor destaca a importância da mobilização das entidades em Brasília para pressionar o governo e o Congresso na aprovação da pauta dos trabalhadores. Ele alerta também que os empresários estão mobilizados e pressionando, na Câmara dos Deputados e no Senado, pela reforma da CLT. Reformas que preveem flexibilização dos direitos e precarização do trabalho.

“Esta mobilização deverá ser do conjunto da classe trabalhadora. Todas as centrais, federações, sindicatos, estudantes, movimentos sociais e da sociedade em geral. Porque as perdas de direitos já conquistados irá afetar todos. Não podemos retroceder nas nossas conquistas. Precisamos é avançar e garantir mais direitos e é para isso que estaremos na Capital Federal, no dia 6 de março, mostrando ao governo e aos deputados e senadores, que não aceitamos voltar no tempo e precarizar as condições de trabalho”, afirmou Guiomar Vidor.

Para Wagner Gomes, presidente nacional da CTB, as centrais sindicais irão demonstrar mais uma vez sua capacidade de articulação, ao reeditar as grandes marchas realizadas durante o governo Lula, que garantiram, entre outros avanços, a política de valorização do salário mínimo. “Temos totais condições de reunir dezenas de milhares de trabalhadores e trabalhadoras em Brasília. Temos esse compromisso com a classe trabalhadora e já é hora de mostrarmos ao governo que é preciso avançar mais, no sentido de adotar políticas mais ousadas para garantir o desenvolvimento do país”, afirmou.

Assessoria Fecosul


quinta-feira, 8 de novembro de 2012

Previdência Social: Momento exige atenção

“O momento atual exige muita atenção dos trabalhadores”, explica Uriel Villas Boas, Secretário de Previdência Social da Fitmetal/CTB e Integrante da Secretaria de Previdência Social da CTB. “De um lado está o pessoal ainda empregado, o chamado pessoal da ativa, que depois de completar um determinado tempo de serviço pode requerer a aposentadoria. Para estes, os cálculos dos proventos vai usar o denominado Fator Previdenciário, que tem como objetivo maior obrigar o interessado há ficar mais tempo em atividade. Se não o fizer, terá um valor de aposentadoria reduzido. De outro lado está a fixação do percentual de reajuste dos proventos, que vigora à partir de janeiro de cada ano e que sofre reduções, com a utilização de critérios diferenciados para o aposentado que recebe até um salário-mínimo e para aqueles que percebem valores maiores, sendo estes últimos os grandes prejudicados”.

O fator previdenciário é a forma que os especialistas encontraram para diminuir, segundo alegam, os riscos de prejuízos ao sistema previdenciário. As reclamações são muitas e é uma situação que tem motivado muitas reivindicações do sindicalismo e dos trabalhadores. Apesar da discussão e de um projeto que tramita na Câmara dos Deputados pelo fim desta regra (e que recebe restrições dos organismos governamentais ligados à questão previdenciária), há a questão do reajuste das aposentadorias, também ligada à Previdência, que atinge milhões de trabalhadores já aposentados.

Para Uriel, ambas as situações demandam mobilização da sociedade. “As duas situações, ou seja, a questão do Fator Previdenciário e o reajuste da aposentadoria apresentam situações paradoxais. No caso do Fator, a mobilização é mais difícil, pois o futuro aposentado busca seu direito de forma individual. No caso do reajuste das aposentadorias, há toda uma coletividade atingida no mesmo momento. Os dois casos precisam da ação do movimento sindical e de trabalhadores aposentados e na ativa”, explica.

“Precisamos de mobilização e de muita pressão sobre os parlamentares do estado e também a participação de todas as entidades que representam aposentados e trabalhadores. Estamos pedindo a todos que de forma individual ou coletiva encaminhem mensagens aos nossos representantes para que o fim do fator seja votado neste mês”, disse a presidenta do Sindicato dos Empregados no Comércio de Ijuí, Rosane Simon.

Uriel disse que os movimentos devem ter atenção. No caso do Fator Previdenciário, para que se busquem formas que sirvam para a sua extinção e se substituído, que estas não venham a criar mais problemas para a classe trabalhadora. No caso dos aposentados, que sejam adotados mecanismos que superem a rotina de ações pontuais e se promovam campanhas salariais a cada ano.

Centrais pressionam para que o fim do fator previdenciário seja votado
Nesta terça-feira (6/11), dirigentes da Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil (CTB-RS) e da Fecosul RS entregarão aos 31 deputados federais do Rio Grande do Sul, em Brasília, documento no qual reforçam a importância de ser votado o fim do fator previdenciário (PL 3.299/08). A matéria foi colocada em pauta pelo presidente da Câmara dos Deputados, Marco Maia, para ser discutida e votada entre os dias 20 e 22 deste mês.

O presidente da Central dos Trabalhadores e Trabalhadores do Brasil (CTB-RS) e da Fecosul RS, Guiomar Vidor, que lidera o movimento para sensibilizar os deputados federais gaúchos, critica a posição do governo. “Nos últimos anos, o governo implementou incentivos para o desenvolvimento econômico e desonerou os setores empresariais de vários tributos a fim de melhorar o desempenho da economia brasileira. Mas o governo também deve tomar medidas que beneficiem diretamente os trabalhadores. E não é isto que ocorre atualmente, tanto que agora tenta protelar essa votação”.

Guiomar Vidor acusa o governo de adotar um posicionamento retrógrado em relação aos trabalhadores. “O fim do fator previdenciário é uma das questões fundamentais para valorizarmos o trabalho. Hoje, é inadmissível que o trabalhador exerça suas atividades durante 35 anos, faça as devidas contribuições e se aposente com 60% a 70% do valor que ele contribuiu. A CTB-RS não concorda com isso e irá mobilizar todas as entidades filiadas para que seja votado o projeto que substitui o fator previdenciário”, finalizou.

Com informações da assessoria da CTB e da FECOSUL

terça-feira, 30 de outubro de 2012

Comerciários, 80 anos de uma conquista

O Dia do Comerciário nos remete a uma história de luta de uma das categorias mais antigas do Brasil, mas que ainda não é reconhecida legalmente como profissão. Esta data marca os comerciários como os precursores da luta dos trabalhadores na conquista da jornada de trabalho de oito horas diárias e do repouso aos domingos e feriados. Neste dia, a  Federação dos Empregados no Comércio de Bens e Serviços/RS (Fecosul) cumprimenta a todos esses valorosos profissionais que recebem a população com tanta atenção e carinho, contribuindo para a autoestima e o bom atendimento do consumidor. Profissionais que, na maioria das vezes, esquecem as suas dificuldades pessoais, como a baixa remuneração, e, em muitos casos, ainda, precárias condições de trabalho, constituindo-se como parte fundamental da roda que a faz a economia girar. Completamos 80 anos desde aquele 29 de outubro de 1932, quando os comerciários aglomeraram-se no Largo da Carioca, no Rio de Janeiro, e marcharam em direção ao Palácio do Catete, com quase 5 mil pessoas, para exigir um trabalho mais digno e humanizado.

O presidente Getulio Vargas os recebeu e nesse mesmo dia assinou o Decreto Lei N° 4.042, de 29 de outubro de 1932, que acabava com a carga horária de 12 horas diárias, passando para 8 horas, e instituía o repouso semanal remunerado aos domingos. O decreto-lei foi publicado no Diário Oficial do dia 30 de outubro de 1932, e assim marcada está a data como o Dia do Comerciário. O espírito de luta e a determinação daqueles companheiros comerciários, que foram os percursores de um movimento contra as precárias condições de trabalho, nos inspiram, até hoje, através de gerações, renovando a disposição de luta dos trabalhadores comerciários em defesa do desenvolvimento, da valorização da profissão com mais qualificação, melhores salários e condições de trabalho.

Guiomar Vidor
Presidente da Federação dos Empregados no Comércio de Bens e de Serviços/RS

segunda-feira, 28 de maio de 2012

Posse da nova diretoria do Sindicato


Cerca de 350 pessoas compareceram ao ato
A diretoria do Sindicato dos Empregados no Comércio de Ijuí eleita neste ano tomou posse na última sexta-feira. O ato de posse foi realizado em clima festivo num jantar no CTG Chaleira Preta. Cerca de 350 pessoas compareceram ao evento entre comerciários, representantes de Sindicatos de empregados no comércio da região e também representantes de Sindicatos de outras categorias.

Luiz Carlos Vasconcellos
A cerimonia foi conduzida por Luiz Carlos Vasconcellos, assessor jurídico dos comerciários em Ijuí e a mesa formada por Nestor Kalsing, presidente do Sindicato dos Empregados no Comércio de Santa Rosa e coordenador da regional noroeste missões da FECOSUL, Carlos Karlinski, presidente do Sindicato dos Trabalhadores Rurais de Ijuí, Guiomar Vidor, Presidente da Federação dos Empregados no Comércio de Bens e Serviços do RS (FECOSUL) e Rosane Simon, presidente dos comerciários em Ijuí, reeleita para o seu terceiro mandato.

Nestor Kalsing
Nestor Kalsing saudou a todos os presentes em nome dos comerciários. “Quero deixar à nova diretoria o nosso apoio e a certeza de que podem contar conosco para ajudar nas mobilizações que temos pela frente. Desejo sorte e tenho a certeza, que pelo trabalho que até aqui foi realizado, os comerciários estão bem representados em Ijuí”.

Carlos Karlinski
Carlos Karlinski falou em nome dos Sindicatos de Ijuí: “A velocidade das transformações que atingem os trabalhadores nos trarão muitos desafios pela frente e nós, trabalhadores de todas as categorias temos que estar organizados e solidários para enfrentar estes desafios. Desejo um bom mandato, coragem, saúde e sucesso”.

Em seguida os diretores foram nominados e Guiomar Vidor, presidente da Federação deu posse à diretoria. “Tenho a grata satisfação de estar em Ijuí e em nome da Federação dar posse a esta diretoria. O momento exige que os trabalhadores sejam os agentes das transformações na sociedade e isto exige muita dedicação de todos vocês”.

Guiomar Vidor
Vidor comemorou a eleição de novos diretores nesta gestão. “É importante mesclar experiência com a renovação. Os desafios que vocês assumem requerem muito dedicação. Temos o compromisso com a valorização do trabalho, com a regulamentação da categoria comerciária, com o projeto das 40 horas semanais, todos de muita importância para os trabalhadores. Como presidente da Federação e também da CTB/RS (Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil), central a qual este Sindicato é filiado, garanto a vocês que estaremos juntos em todas estas lutas”, concluiu.

A presidente Rosane Simon disse sentir muito orgulho de novamente estar a frente da categoria. “É importante estar aqui com vocês porque esta diretoria se fortalece com a presença de cada um. A nossa luta não é feita só com os diretores mas junto com toda a categoria. Só assim poderemos dar conta da imensa tarefa que é lutar por melhores condições de vida para os comerciários e também para todos os trabalhadores”.

Após o ato de posse, todos confraternizaram em um jantar baile. O mandato no Sindicato dos Empregados no Comércio de Ijuí é de três anos.

A nova diretoria empossada

segunda-feira, 23 de abril de 2012

Rosane Simon é reeleita vice-presidente da Federação dos Comerciários do RS

Realizado nos dia 19, 20 e 21 de abril, o 9º Congresso da Fecosul (Federação dos Empregados no Comércio de Bens e Serviços do RS) reuniu representantes de trabalhadores no comércio das mais diversas regiões do estado na cidade de Torres. No evento, foi eleita a nova diretoria efetiva da entidade, suplentes de diretoria, conselho fiscal e delegados à confederação. O Congresso foi palco também de debates e palestras.

A cerimônia de abertura recebeu a presença de várias autoridades e delegados sindicais. Compuseram a mesa Guiomar Vidor (Presidente de Fecosul), Rosane Simon (2º Vice Presidente), Idelmar de Mota Lima (Presidente da Federação dos Empregados no Comércio/MS), Levi Fernandes Pinto (Presidente da Confederação Nacional dos Trabalhadores no Comércio), Lourival Figueiredo Melo (Secretario da CNTC), Assis Melo (Deputado Federal), Henrique Fermiano da Silva (Secretário Geral da CTB/RS), Sérgio Neves (Representante da UGT), José Francisco Pantoja Pereira (Presidente da Federação dos Comerciários do Pará e do Amapá), Edison Costa Marques (Fitedeca) e Heitor Schuch (Deputado Estadual).

O presidente da Fecosul, Guiomar Vidor, falou da importância da realização do congresso para os comerciários. “Hoje estamos aqui representando mais de 500 mil trabalhadores do Estado. Nossa gente que luta por melhores condições de trabalho. Tenho certeza que as representações vindas de todos os lugares do Estado nos ajudarão a fazer a diferença para nossa categoria”, declarou .

Durante a cerimônia as questões das lutas das mulheres foram várias vezes destacadas. Rosane Simon citou a importância da inserção da mulher dentro de federações. “É importante as entidades, como a Fecosul, se responsabilizem pela inserção da mulher nas instancias de poder e de mando. Precisamos de uma força tarefa composta por homens e mulheres para criar condições iguais para as mulheres. Somos 38% do porcentual presente aqui hoje, um índice bom mas ainda baixo”, afirmou.

Ela também citou o 9º congresso como um ponto de apoio para buscar de soluções aos problemas da categoria. “A Fecosul luta pela unidade dos trabalhadores para que possamos avançar nas conquistas gerais da classe. Para isso temos que conhecer a realidade em que vivemos e nosso congresso esta possibilitando esta reflexão através de palestras que possam ajudar a transformar esta realidade em busca de um futuro melhor para todos”, conclui Rosane. Após o discurso da 2º vice-presidente da Fecosul, Levi Fernandes Pinto, Presidente da CNTC anunciou a criação de uma coordenadoria da mulher dentro da CNTC.

No congresso também foram debatidos temas como a “Agenda da Classe Trabalhadora e Desafios do Movimento Sindical” e "Mudanças e desafios nas negociações coletivas no setor de comércio e serviço".

Vidor é reeleito presidente da Fecosul
A eleição congressual, com chapa única, aconteceu no último dia do 9º Congresso dos comerciários gaúchos. Guiomar Vidor, comerciário de Caxias do Sul, foi reeleito presidente da Federação. Do total de 219 votantes, 217 votos foram para a chapa única e dois em branco, tendo a chapa obtido 99% de aprovação. Rosane Simon, Presidente do Sindicato dos Empregados no Comércio de Ijuí foi reeleita ao cargo de 2ª Vice-presidente da entidade.

Vidor reafirmou seu compromisso a frente da Federação. “Estamos assumindo aqui coletivamente a responsabilidade de continuar a luta em defesa dos direitos dos trabalhadores do comércio e serviços”.

O plenário aprovou também o plano de lutas para o próximo quadriênio onde se destacam a luta pela regulamentação da categoria comerciária e lutas gerais dos trabalhadores como as 40 horas semanais, o fim do fator previdenciário, fim do banco de horas e um projeto nacional de desenvolvimento e valorização do trabalho.

Com informações da Assessoria de Comunicação Fecosul
Márcia Carvalho, Marina Pinheiro e Tiago Cidade