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quinta-feira, 5 de dezembro de 2013

Rosane Simon assume a Coordenação Política regional da CTB

Foi realizada na quinta-feira (21/11) na sede do Sindicato dos Empregados no Comércio de Ijuí, a última etapa dos “Encontros Regionais da CTB do Rio Grande do Sul”. Com a presença da Secretária Geral da Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil (CTB-RS), Eremi Melo, e do Diretor de Finanças, Julio Lopes, depois de amplo debate com as lideranças locais, foram definidos os novos coordenadores da Regional Noroeste.

O Coordenador Geral será o presidente do Sindicato dos Empregados no Comércio de Três Passos, Moacir Zagonel. A presidenta do Sindicato dos Empregados no Comércio de Ijuí e vereadora Rosane Simon assumiu a Coordenação Política. E o presidente do Sindicato dos Empregados no Comércio de São Luiz Gonzaga, Américo Fabrício Pereira, foi escolhido para Coordenador de Formação da CTB-RS.

quinta-feira, 31 de outubro de 2013

Comerciários são homenageados em sessão na Câmara dos Deputados

A Câmara Federal prestou homenagem aos trabalhadores do comércio brasileiro neste dia 30 de outubro, em que se comemora oficialmente o Dia do Comerciário. A sessão solene contou com a presença de mais de 250 pessoas e uma representação do Rio Grande do Sul composta pela Presidenta do Sindicato dos Empregados no Comércio de Ijuí e 2ª Vice-presidenta da Fecosul, Rosane Simon, por Guiomar Vidor, presidente da Fecosul; Ivanir Perrone, integrante da direção da Fecosul e secretária geral do Sindicomerciários de Caxias do Sul; Daniel Alvarenga, também integrante da direção da Fecosul e presidente do Sintecom Rio Grande e Clarel Gaviraghi, diretor do Sindicato dos Comerciários de Farroupilha
Integrantes da Fecosul com os Deputados Chico Lopes e Assis Melo
O deputado Roberto Santiago, que recentemente lançou a Frente Parlamentar Mista em Defesa dos Comerciários, lembrou os grandes desafios que o parlamento terá que enfrentar, ao lado da representação sindical, para reverter injustiças e garantir direitos legítimos da classe comerciária, que é formada por mais de 12 milhões de trabalhadores. Rosane Simon considera que entre estes desafios está o apoio dos Deputados as causas dos trabalhadores do comércio, a maior e uma das mais antigas categorias profissionais do país.

A mesa foi composta, além do presidente Santiago, pelo deputado federal Dr. Grilo (MG), pelo presidente da CNTC, Levi Fernandes Pinto, pelo secretário geral da União Geral dos Trabalhadores (UGT), Luiz Gonzaga do Nascimento, pelo vice-presidente da CNC, deputado Laércio Oliveira (SE), pelo presidente da Força Sindical e do partido Solidariedade, deputado Paulinho (SP), e pela diretora da CNTC, Bernadete Lieuthier, representando as mulheres comerciárias e as sindicalistas do país.

Apesar da comemoração das vitórias obtidas em 2013 com a regulamentação da categoria e a criação da Frente Parlamentar, os depoentes da sessão não deixaram de levantar os graves problemas enfrentados pelos comerciários em seu dia a dia, como a excessiva jornada de trabalho, o banco de horas, o trabalho aos domingos, o acúmulo de funções, o fator previdenciário, isso sem falar nos milhares de trabalhadores sem carteira assinada ou submetidos a condições precárias por todo o país. Recentemente, denúncias apontaram que em grandes empresas nas grandes cidades do país há funcionários usando fraldas, por não terem permissão de ir ao banheiro fora de um horário preestabelecido.

Rosane Simon com o Pres. da CNTC Levi Fernandes Pinto
“Nossa luta é para avançar nos direitos e conquistas, mas também para acabar com este tipo de desrespeito. Este reconhecimento da Câmara Federal demonstra que a nossa caminhada encontrou eco. Nossa tarefa maior é sensibilizar a maioria desta casa legislativa para efetivar as nossas demandas na sociedade, algumas que são do conjunto da classe trabalhadora. Aqui é que se decidem os grandes temas e nós precisamos avançar nas conquistas e criar mecanismos severos para acabar com os abusos e desrespeitos que ocorrem no dia a dia dos trabalhadores e trabalhadoras”, disse Rosane Simon.

O presidente da Fecosul, Guiomar Vidor, disse que ter o reconhecimento da Câmara de Deputados demonstra que as causas da categoria passaram a ter mais visibilidade. “Esta visibilidade reforça a nossa luta por mais direitos como o fim do banco de horas, descanso aos domingos e feriados, 40 horas semanais, licença maternidade de 180 dias, sejam conquistados”, destacou.

Na ocasião o deputado, Assis Melo (PCdoB/RS), homenageou a Fecosul e saudou a delegação gaúcha que estava presente na sessão solene. “Aproveito a oportunidade desta Sessão Solene, que celebra o histórico de trabalho e luta dos Comerciários de todo o país para prestar a minha homenagem à Federação dos Empregados no Comércio de Bens e Serviços do RS, a Fecosul, que completou 75 anos em 2013. Entidade que participou ativamente das lutas políticas sindicais e sociais no estado e no país, além de ter incentivado a criação de vários sindicatos no interior”. E finalizou seu discurso citando a delegação da Fecosul. “Parabenizo, então, cada comerciário do Brasil, assim como cada membro da Fecosul pela trajetória de lutas em favor dos trabalhadores brasileiros”, declarou o deputado.

Com informações da CNTC/Fecosul

quinta-feira, 24 de outubro de 2013

Centrais entregam pauta do Piso Regional para governador Tarso Genro

Comerciários, Fecosul e CTB compareceram em grande número ao ato
Em audiência no Palácio Piratini, na tarde desta quarta-feira (23/10), as centrais sindicais entregaram a pauta de reivindicações do Piso Regional, Desenvolvimento e Distribuição de Renda, ao governador do Estado Tarso Genro. Participaram mais de 500 pessoas ligadas à CTB e as demais centrais, e de vários sindicatos filiados à Fecosul.

O secretário do Conselho de Desenvolvimento Econômico e Social (CDES), Marcelo Danéris, abriu o encontro falando que o governo do estado busca uma política equilibrada e com distribuição de renda. Danéris disse ainda que o Piso Regional é fundamental para movimentar o comércio e os serviços do Estado.

Guiomar Vidor, presidente da Fecosul e da CTB/RS, foi o primeiro presidente de central a falar e apresentou ao governador o índice de reajuste de 16,81% para o Piso Regional para janeiro de 2014. Vidor explicou que este índice foi projetado considerando a média do PIB do Brasil e do Rio Grande do Sul que foi de 3, 9%, acrescido do INPC/IBGE estimado para dezembro de 2013, de 5,9%. E ainda acrescentou que “estão incluídos os critérios para repor as perdas do último período, até recuperar o valor de 1,28 salário mínimo nacional”.

Vidor destacou também a importância do Piso Regional para a economia e para o crescimento do Estado, lembrando que as pequenas empresas pagam o piso e quem não quer pagar são as grandes redes e as grandes empresas. “Em nome da Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil (CTB-RS), quero reconhecer o papel destacado do nosso governador no resgate do Salário Mínimo Regional no Estado do Rio Grande do Sul, que tinha acabado, mas foi ressuscitado pelo atual governo e está valorizado cada vez mais”, finalizou Guiomar Vidor.

O Governador Tarso Genro com Rosane Simon
A Presidenta do Sindicato dos Empregados no Comércio de Ijuí e 2ª Vice-presidente da Fecosul Rosane Simon esteve no ato e destacou a presença e o protagonismo dos comerciários e da CTB. Ela elogiou a sensibilidade do Governo Tarso para com as demandas dos trabalhadores e trabalhadoras. “Percebemos nas manifestações tanto do Governador Tarso Genro quanto de seus secretários a dimensão que nos trabalhadores e trabalhadoras temos da importância que a valorização do salário mínimo regional tem para a economia do estado. Este reajuste repercute positivamente proporcionando crescimento econômico e mais qualidade de vida para a classe trabalhadora. Para o operário que recebe o mínimo estadual, qualquer índice de reajuste é significativo, ainda mais se repõe as perdas no período”.

O governador Tarso Genro, em seu discurso, destacou que o salário mínimo regional é um elemento da política do desenvolvimento e da economia do Estado. O governador disse ainda que a presença massiva e o grau de unidade das centrais faz um governante prestar mais atenção nas demandas dos trabalhadores. Tarso falou ainda que é um orgulho para ele, como governante, ver no Palácio Piratini a presença de centenas de trabalhadores reunidos. "A democracia pode ser comparada a uma grande mesa. Antes do presidente Lula, as pessoas tinham bancos de alturas diferentes e alguns não enxergavam o que estava em cima da mesa. Quando Lula começou a receber sindicalistas, moradores de rua, organizações do campo, e todo tipo de representação, as cadeiras começaram a ficar da mesma altura. Quando as pessoas enxergam o que está em cima da mesa elas sabem o que estão disputando", comparou Tarso.

Com informações da Assessoria Fecosul

terça-feira, 22 de outubro de 2013

FECOSUL recebe homenagem do legislativo ijuiense


Como parte das celebrações pelos 75 anos da Federação dos Empregados no Comércio de Bens e de Serviços do Rio Grande do Sul (FECOSUL), a entidade foi homenageada na sessão legislativa da Câmara de Vereadores de Ijuí desta segunda-feira (21). A proposição foi feita pela Vereadora Rosane Simon. Esteve presente representando a Federação o seu 1º Vice-presidente Rogério Gomes dos Reis e Diretores dos Sindicatos de Empregados no Comércio de Ijuí e Santa Maria.

Inicialmente, Rosane Simon fez um relato histórico da Federação e complementou dizendo que o convite é motivo de muito orgulho já que também faz parte desta história, sendo a atual 2ª Vice-presidente da Federação. “Nesta semana vivenciamos uma semana de comemorações com homenagens na Assembleia Legislativa e na Câmara de Vereadores da capital. Mas não só isso. Na sexta-feira pela manhã realizamos o segundo encontro da Frente Parlamentar em defesa dos comerciários criada nacionalmente e que neste dia foi oficialmente lançada no estado. Queremos agora ampliar esta frente de luta da nossa categoria para as Câmaras de Vereadores e espero que Ijuí seja uma das primeiras a abraçar esta causa”.

A Frente Parlamentar foi lançada em âmbito nacional no dia 21 de agosto na Câmara dos Deputados em Brasília, com o apoio de 178 deputados federais e 21 senadores, configurando-se como a maior frente parlamentar criada no Congresso Nacional. O presidente nacional da Frente é o deputado Roberto Santiago (PSD/SP). O coordenador da frente no estado é o deputado Raul Carrion (PCdoB) e o representante da FPC Nacional, o Deputado Federal Assis Melo (PCdoB/RS).

Rogério Gomes dos Reis, representando o Presidente da Federação Guiomar Vidor agradeceu a proponente e a todos os pares da casa pela homenagem. Rogério relatou um pouco da trajetória de lutas da categoria durante todo este período e convocou o legislativo de Ijuí para ajudar nas bandeiras da categoria. “Nossa principal bandeira e a luta pelo descanso aos domingos e as 40 horas semanais. Atrás de um balcão sempre tem uma mãe ou um pai que ficam, nos finais de semana e feriados, sem o seu descanso e sem o convício familiar, seja no supermercado ou na loja”, disse.

Rogério Gomes, Rosane Simon, o Presidente da Casa
Valmir Seifert e a Secretária Vereadora Helena Marder
“Para a categoria é muito importante que fique gravado para cada um nesse momento que a nossa principal bandeira é o descanso aos domingos e feriados e neste momento, quando temos a oportunidade de estar na casa do povo, em nome da Federação referendamos esta árdua batalha e convocamos esta casa para que pudéssemos também implementar uma frente parlamentar em defesa dos comerciários neste legislativo, porque é daqui que começa a luta de todos os comerciários”, concluiu.

Rogério Gomes dos Reis agradeceu a homenagem e entregou ao Presidente da casa uma lembrança em nome da direção da FECOSUL. Em seguida, representando o legislativo ijuiense, Rosane Simon entregou uma placa pelo reconhecimento da trajetória da FECOSUL nestes 75 anos.

segunda-feira, 26 de agosto de 2013

Comerciárias de Ijuí participam do 3º Congresso Nacional da CTB


O 3º Congresso Nacional da CTB (Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil) encerrou-se neste sábado (24), em São Paulo, com a eleição da nova direção. Adilson Araújo, bancário da Bahia, foi eleito o novo presidente. O Congresso teve a participação de 1.258 delegados e delegadas dos 27 estados brasileiros, sendo 67,09% homens e mulheres 32,91%. Entre a representação feminina dos delegados, duas comerciárias ijuienses. A Vereadora e Presidenta do Sindicato dos Empregados no Comércio de Ijuí Rosane Simon e a Diretora da Entidade, Débora Maas.

O congresso teve como tema central “Avançar nas mudanças com valorização do trabalho”. No seu discurso de posse, Adilson Araújo destacou algumas de suas propostas como ampliar a rede de comunicação e, no plano da organização, constituir uma central de apoio e logística para as entidades sindicais. "Tenham certeza de que vocês não elegeram um técnico, mas um trabalhador destemido, dedicado e comprometido com a causa da classe trabalhadora", afirmou, para em seguida sustentar sua disposição para aproximar cada vez mais dentro da CTB o sindicalismo do campo e da cidade.

Araújo iniciou sua militância sindical e política no final dos anos 80. Ele participou da fundação da CTB em dezembro de 2007 e, na esfera institucional, foi também presidente do Conselho Estadual de Trabalho e Renda da Bahia (CETER-BA), representando a bancada dos trabalhadores. O dirigente assume a presidência da CTB nacional em um momento de consolidação da Central, dentro de uma perspectiva de crescimento que deve colocá-la, a médio prazo, entre as três maiores entidades do país.

Dep. Federal Assis Melo (Ex-presidente
dos Metalúrgicos de Caxias), com Débora
Maas e Rosane Simon (Ambas a direita)
Para Débora Maas, que faz parte da direção estadual da entidade, o Congresso é momento de reforçar a estratégia de luta. “Os debates são esclarecedores e nos possibilitam um contanto mais aprofundado com a conjuntura e também uma leitura em relação ao momento político. Saímos com a convicção de que precisamos ampliar nossa união neste dado momento, buscando pressionar o governo a atender a pauta dos trabalhadores”. Débora destacou também a interação com outras realidades. “Aqui temos contato com pessoas de todas as regiões do Brasil e também com trabalhadores das mais diversas categorias, o que nos permite ampliar nosso conhecimento destas realidades e também ampliar os laços de cooperação e de luta”.

A Vereadora e Presidenta do Sindicato dos Comerciários de Ijuí destacou a representatividade que a CTB alcançou nestes poucos anos de existência. “Foram debates muito ricos centrados no projeto de avançar nas reformas e que contaram com a presença de representantes das todas as centrais sindicais, de partidos de esquerda e também de representantes dos Governo Federal e da cidade de São Paulo, o que demonstra o respeito que a CTB construiu como uma central classista e de luta”. Para Rosane Simon os trabalhadores e as trabalhadoras, da cidade e do campo, são o centro impulsionador das reformas que o país precisa. “Nosso congresso mostrou a unidade do nosso projeto entre as diversas categorias e sindicatos de trabalhadores e trabalhadoras da cidade e do campo, além de diversas forças políticas no entendimento de que somos a força que pode efetivamente pressionar o governo para que ocorram as mudanças e o país avance nas reformas que trarão mais dignidade e qualidade de vida para o nosso povo”, concluiu.

quinta-feira, 23 de maio de 2013

Congresso estadual da CTB busca avanços e valorização do trabalho


Representantes do Governo do Estado, Força Sindical,
CGTB e CUT prestigiaram o ato político de abertura do evento

Marcos Prestes, Débora Maas e Rosane Simon
Sob o lema “avançar nas mudanças com valorização do trabalho”, acontece nesta quinta e sexta-feira (23 e 24), o 3º Congresso Estadual da Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil (CTB). Estão presentes ao evento a Presidenta do Sindicato dos Empregados no Comércio de Ijuí, Rosane Simon, a diretora Débora Maas e Marcos Prestes.

O 3º congresso da CTB se realiza a apenas 5 anos de sua fundação. O evento foi aberto por um ato político com a presença de diversas lideranças políticas e sindicais.

Em seguida Denise Lobato Gentil do Instituto de Economia/UFRJ apresentou o painel "Conjuntura Econômica e Barreiras ao Crescimento”. Denise fez uma radiografia dos avanços econômicos realizados no período Lula e Dilma, pontuando os pontos em que é preciso avançar como ampliar o investimento na industrialização, na produção e na queda dos juros.

No início da tarde foi aberto o debate sobre o painel da manhã e Denise deixou clara a necessidade de uma mudança de foco na política econômica do Governo Federal, voltado o foco para a produção e o desenvolvimento industrial e não de caráter rentista.

Em sua fala neste espaço, a vereadora e Presidenta do Sindicato dos Empregados no Comércio de Ijuí comemorou o bom momento que o país vive, mas pontuou que para atingirmos o nível de desenvolvimento e avançar nas conquistas sociais é preciso que os trabalhadores e trabalhadoras estejam no poder. “Precisamos ocupar os cargos de gestão e de decisão para que nós sejamos os agentes destes avanços e das conquista uma sociedade mais justa e igual”, disse Rosane.
Após o debate, Adílson Araújo, Presidente da CTB baiana e provável futuro presidente da CTB nacional, falou sobre questão nacional e a organização da CTB. “O projeto de uma central sindical deve reiterar a bandeira do socialismo. Mas nos também precisamos fortalecer a nossa representação no parlamento, porque os desafio são grandes e é assim que a CTB deve construir sua luta para alcançarmos as nossas conquistas”. Adílson comemorou o que disse ser um dos maiores congressos da central já realizados.

O Deputado Federal Assis Melo, líder sindical metalúrgico em Caxias do Sul saudou em sua fala a unidade demonstrada pela CTB na luta sindical lembrando que é esta unidade que faz com que os trabalhadores alcancem sua vitórias.

Depois disso, novamente o espaço foi aberto para a intervenção do plenário. Trabalhadores rurais, municipários e professores, dentre outras, fizeram relatos de questões relativas as suas categorias para serem incluídas no planejamento da central.

Adílson lembrou que grande parte das questões apresentadas diz respeito ao plano de lutas que o congresso está debatendo e que será apresentado no dia seguinte e falou do protagonismo da CTB. “Num passado recente nós éramos uma corrente de opinião e hoje nós temos espaço e somo importantes no movimento sindical. Compete a nossa central uma política audaciosa. O movimento sindical mais de que nunca está preparado para a disputa do poder político”.

Na última mesa do dia coordenada pelo Presidente da Fetag/RS Elton Weber, foi realizado um balanço da atuação da CTB no estado. Os palestrantes foram e o Presidente o Vice-presidente da central, respectivamente Guiomar Vidor e Sérgio de Miranda.

Auditório da Fetag/RS lotou com a presença de delegações
de todo o estado
Sérgio de Miranda lembrou alguns temas importantes que estão na ordem do dia e na pauta da luta dos trabalhadores em especial no Rio Grande do Sul. Segundo ele, o estado realiza uma série de investimentos, o que é muito bom e que nem por isso se deixa de apontar novos desafio e e correções de rumo ao governo. Sérgio de Mirando citou a dívida, o tema dos pedágios, o piso dos professores, a valorização do piso regional e o aumento dos investimento na agricultura, como alguns destes temas.

“No balanço destes 5 anos de história da central no Rio Grande eu posso dizer que para a nossa idade nós conseguimos fazer muita coisa”. Assim Guiomar Vidor abriu a sua fala. Ele relembrou fatos e ações protagonizados pela CTB/RS desde a sua fundação, não somente relativos a luta dos trabalhadores mas também com relação a conquista de avanços sociais. “É por isso que o balanço deste 5 anos é extremamente positivo. De 80 entidades em 2009, passamos a 130 em 2013, com representação em várias categorias estratégicas e importantes”.

Vicente Selistre, Vice-presidente Nacional da CTB e Deputado Federal, também considera o balanço destes 5 anos positivo, com a CTB se firmando como um das principais centrais do Brasil. “Digo isso porque disputamos hoje a concepção do movimento sindical brasileiro e isto se exemplifica pela posição clara que temos em várias das questões fundamentais relativas aos direitos dos trabalhadores, a defesa radical da democracia e da unicidade sindical. É por isso o nosso crescimento”.

Encerrando os debates do primeiro dia, Sergio de Miranda disse que muito foi construído neste período, apesar de todas as dificuldades colocadas pelos participantes do congresso. “Nosso desafio é atuarmos cada vez mais para continuar este crescimento”.

Guiomar Vidor finalizou lançando outro desafio. “O que nos realizamos foi muito significatio, mas insuficiente para superar entraves e os desafios. Precisamos avançar muito mais para contruir esta central que nos queremos”.

quarta-feira, 30 de novembro de 2011

Comerciários realizam manifestação e negociação avança

 

Os comerciários de Ijuí saíram à rua na manhã desta quarta-feira em manifestação pelo dissídio da categoria. Até o momento, não há acordo com o sindicato patronal. Uma nova reunião de negociação foi realizada, ainda sem acordo.

A concentração de trabalhadores ocorreu na sede do Sindicato e a manifestação contou com o apoio do Presidente da Federação dos Empregados no Comércio de Bens e Serviços do Estado do RS (FECOSUL), Guiomar Vidor e também de presidentes de Sindicatos de comerciários da região.

Antes da manifestação, os trabalhadores reuniram-se no auditório da entidade para orientações sobre as negociações. “Nossa categoria, em assembleia, decidiu não aceitar um piso menor que o valor de R$ 670,00. Ijuí tem o maior PIB e o menor piso dos comerciários dentre todas as cidades da região”, disse a Presidente do Sindicato Rosane Simon.

“Temos índices que comprovam que o comércio cresceu acima de 10% liquido, mais a inflação. Isto representa um crescimento de 17% no período o que possibilita um reajuste nos termos que estamos negociando. Além disso, em cidades da fronteira como Uruguaiana e Livramento, com uma economia mais fragilizada do que nesta região de Ijuí, nós já acordamos o piso até acima deste valor e garantido a cláusula de pagamento do Salário Mínimo Regional”, disse Giomar Vidor.

Além do valor do piso da categoria, a principal questão que emperra o acordo é a cláusula do Piso Regional. Os trabalhadores querem que no acordo coletivo, seja incluída uma cláusula que garanta o pagamento do valor do Salário Mínimo Regional, cujo reajuste deve sair no início do próximo ano e deve estar próximo a 14%. O valor do Mínimo Regional hoje é de R$ 638,20. Nenhum comerciário pode ganhar abaixo deste valor. A última proposta do SINDILOJAS foi de 650 reais, com manifestações do seu procurador na imprensa, de que chegaria a R$ 660,00 para o Piso da categoria, sem a cláusula do Piso Regional. A proposta dos Comerciários e de R$ 670,00 com a inclusão da cláusula.

Munidos de cartazes e faixas, a categoria andou pelas ruas do centro da cidade, concentrando-se por fim em frente a sede do SINDILOJAS, local da reunião. “Nossa intenção com esta manifestação foi a de sensibilizar também a comunidade de Ijuí para a questão do nosso dissídio. Somos sem dúvida uma das categorias que mais trabalha e que menos recebe na região”, explicou Rosane Simon.


Negociações avançam
Em seguida os representantes dos Sindicatos realizaram nova reunião de negociação. Além do Presidente da FECOSUL Guiomar Vidor, estiveram presentes, representando os trabalhadores, a Presidente do Sindicato de Ijuí, Rosane Simon, o procurador do Sindicato, Luis Carlos Vasconcellos e os presidentes dos Sindicatos de Cruz Alta, Bento da Silveira, Santo Ângelo, Plínio Teixeira, Santa Rosa, Nestor Kalsing e São Luis Gonzaga, Américo Pereira. Representando o SINDILOJAS o seu Presidente, Bruno Haas, O procurador Antônio Carlos Burtet, a diretora Mary Fensck e o Secretario Executivo da entidade Joulberto Matte.


Antônio Burtet reconheceu que o piso da categoria em Ijuí é o menor da região e disse que a entidade tem consciência da necessidade de equiparar isso com as demais cidades. Na negociação, após ambas as partes argumentarem, num novo esforço em busca do diálogo e do consenso, os trabalhadores apresentaram uma nova proposta: um piso de R$ 660,00 até outubro, R$ 670,00 a partir de novembro e a garantia, em cláusula, do pagamento do mínimo regional quando este for reajustado.

O SINDILOJAS fará uma assembleia com seus associados para definir a questão. “É ruim para a nossa cidade, para os empresários e para o trabalhador termos o menor valor na região do piso da nossa categoria. Temos que olhar para cima, para o desenvolvimento da nossa cidade e estes R$ 10,00, que é um aumento de apenas 5 centavos na hora trabalhada, significam muito no bolso do trabalhador e é um dinheiro que será gasto na nossa cidade, movimentando a economia”, explica Rosane Simon.

Guiomar Vidor
A cláusula do Mínimo Regional ainda é um entrave para o SINDILOJAS. “A valorização do mínimo regional é uma das principais bandeiras dos trabalhadores. Não podemos acordar um piso da categoria de R$ 660,00 sem a garantia do mínimo regional, que poderá ir a R$ 720,00 no início do ano. O trabalhador perde com isso”, disse Guiomar Vidor.

Os Comerciários esperam agora o resultado da assembleia do Sindicato Patronal. Caso não haja acordo, a questão deverá ir à julgamento. “Nossa vontade é de solucionar os impasses e fechar a questão. Será a melhor solução para todos. Acho que chegamos a uma boa proposta e esperamos que o SINDILOJAS compreenda a necessidade de tornarmos o nosso comércio mais forte, valorizando também os trabalhadores da nossa cidade”, concluiu a Presidente do Sindicato, Rosane Simon.

quinta-feira, 22 de setembro de 2011

Representantes da CTB debatem questões de gênero na região da fronteira

Jaqueline, Ivanir, Izane e Rosane representaram a CTB
O seminário “Educação, Equidade e Negociação Coletiva, Questão de Gênero também na Fronteira”, promovido pela Coordenadora de Centrais Sindicais do Cone Sul (CCSCS) e realizado em Santana do Livramento e Rivera, terminou nesta quarta-feira (22). O evento comemorou também os 25 anos de criação da CCSCS.

A Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil (CTB) esteve representada no evento pela Presidente do Sindicato dos Empregados no Comércio em Ijuí, Rosane Simon, por Ivanir Perroni, do Sindicomerciários de Caxias, Izane Mathos, pela CTB/RS e Jaqueline Diesmann do Sindicato dos Sapateiros de Campo Bom. Rosane Simon foi também uma das painelistas convidadas pela organização do seminário e abordou o tema “Violência contra a Mulher e Tráfico de Pessoas”.

O primeiro painel da manhã foi “Educação e Trabalho, questão de gênero”, com Rejane Silva da CUT. Rejane falou sobre o papel fundamental da educação e do investimento público no combate as desigualdades. Ela defendeu que para diminuir as diferenças e os preconceitos de classe, gênero, raça e orientação sexual, a sociedade deve ser transformada pela base e com investimentos públicos em saúde, educação e segurança, promovendo uma melhor distribuição de renda. “Fundamental também é estarmos unidos nesta luta, pois a divisão da sociedade só favorece o capital”, disse.

Em seguida Ana Aguilera da PIT-CNT e Maria Auxiliadora dos Santos da Força Sindical, falaram sobre o tema “Negociação Coletiva”. Ana Aguilera fez um histórico da evolução das cláusulas das convenções coletivas no Uruguai, lembrando que muitas das demandas contidas nestes contratos são também demandas presentes na sociedade como a o acesso a melhores serviços de saúde, melhores condições de trabalho, formação profissional e acesso a informação. “Mais recentemente, cláusulas de combate a violência de gênero também são negociadas, como o combate ao assédio sexual e moral e igualdade salarial”, explicou.

Maria Auxiliadora lembrou que a negociação para as mulheres começa em casa, com a divisão de tarefas com os filhos e o marido e lembrou que para a inclusão de cláusulas que combatam as desigualdades e as diferenças entre os gêneros no trabalho é preciso também que as mulheres assumam o movimento sindical. “Não temos nenhuma mulher presidindo uma central sindical no Brasil e poucas dirigem os sindicatos. As mulheres precisam assumir a luta sindical”, defendeu.

O último painel do dia foi “Violência contra a Mulher e Tráfico de Pessoas”. Além de Rosane Simon, o tema foi debatido também pela Secretária Executiva do Projeto INMUJERES Drª. Diana González.

Sob o ângulo do tráfico de pessoas, Diana expôs as relações deste ato em que o traficado está em busca de dignidade e melhores condições de vida e o traficante, através da exploração e da violência física, moral e sexual, reduz o ser humano à uma posição de objeto e mercadoria impondo uma condição de escravidão. O tráfico de pessoas é o segundo mais lucrativo no mundo, ficando a frente do tráfico de drogas e atrás apenas do tráfico de armas. “O tráfico de pessoas se dá pela mobilidade do ser humano em busca de melhores condições de vida. Em outro país, distante de casa, esta pessoa se vê separada da rede de proteção que em seu país, a sua nacionalidade lhe garante através da cidadania, como a justiça, a língua e a família. Sem este amparo, é vítima do abuso de poder”, explicou Diana.

Diana defendeu que o tráfico de pessoas é uma questão de Direitos Humanos. Sendo a mobilidade garantida ao ser humano, os estados devem assegurar, através de legislação a imigração e garantir proteção, alojamento e alimentação.

 
Rosane Simon abriu o último painel da manhã falando sobre a violência contra a mulher. Citando o ineditismo do discurso de abertura da Assembleia Geral da ONU da presidenta brasileira Dilma Rousseff, ela lembrou que por mais de 20 séculos as mulheres foram impedidas de ocupar fóruns de debate e ação. Dilma é a primeira mulher a realizar este discurso de abertura. Rosane lembrou também que a ascensão de governos progressistas na América Latina emancipam as mulheres na medida em que promovem ações inclusivas. Citou a importância das mulheres ocuparem os espaços institucionais em governos e entidades e de exigir que os governos criem espaços institucionais exclusivos para encaminhar políticas públicas contra a violência e contra as desigualdades de gênero. “Nós somos cobradas muito mais do que os homens pela sociedade. Precisamos sempre, a cada momento, provar a nossa capacidade. Nosso protagonismo será mais efetivo quanto maior a nossa participação nas instâncias de decisão. A sociedade nos deve estes 20 séculos em que ficamos sem espaço”, cobrou.

A tarde o evento seguiu com a composição de um documento conjunto das Centrais Sindicais contendo eixos da luta de gênero e do combate a violência contra a mulher que deverá ser entregue aos presidentes dos países da região, na próxima Cumbre do Mercosul.

sexta-feira, 16 de setembro de 2011

Rosane Simon palestra em Seminário Internacional sobre trabalho e gênero

A Coordenadoria de Centrais Sindicais do Cone Sul (CCSCS) promove na próxima quarta-feira, em Rivera e Santana do Livramento, um seminário sobre questões relacionadas ao trabalho. O tema do seminário será “Educação, Equidade e Negociação Coletiva, Questão de Gênero também na Fronteira”.

A Presidente do Sindicato dos Empregados no Comércio de Ijuí e Vereadora do PCdoB, Rosane Simon, será uma das palestrantes. Rosane estará representando a Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil (CTB) e debaterá o tema “Violência contra a Mulher e Tráfico de Pessoas”.

“A luta dos trabalhadores muda de endereço, de país, de categoria, mas na essência, enfrentamos os mesmos problemas e dilemas em todos os lugares. Esta troca de experiências entre trabalhadores de diferentes países fortalece a nossa luta e amplia a solidariedade de classe, item fundamental da luta operária internacional”, explica Rosane Simon.

A Coordenadoria de Centrais Sindicais do Cone Sul é um órgão de coordenação e articulação dos sindicatos dos países do Cone Sul. Foi fundada em Buenos Aires, com o apoio da ORIT, em 1986. O objetivo primário da CCSCS no momento da sua fundação foi o de defender a democracia e a luta pelos direitos humanos contra os regimes autoritários que ainda existiam na região (no Chile e Paraguai) e coordenar ações conjuntas contra a dívida externa e seus efeitos sobre as economias dos países do Cone Sul. No final de 1990, a CCSCS adotada como prioridade de trabalho, a necessidade de os sindicatos desempenharem um papel de liderança na integração econômica e social do Cone Sul.

quinta-feira, 18 de agosto de 2011

Comerciários de todo o estado reunidos em Ijuí por campanha salarial

O Sindicato dos Empregados no Comércio de Ijuí programou para a manhã desta quinta-feira (18), uma manifestação dos trabalhadores pela campanha salarial da categoria. A chuva atrapalhou a programação e uma caminhada pelas ruas da cidade acabou não acontecendo. Os trabalhadores pretendiam deslocar-se até a sede do SINDILOJAS e simbolicamente soltar balões em frente ao sindicato patronal. O ato refere-se ao tema da campanha salarial 2011 “Chega de levar balão. 14% de aumento já!”

Nem por isso a categoria deixou de mobilizar-se e o ato aconteceu no auditório do Sindicato com a presença de trabalhadores do comércio, de sindicalistas representando 14 entidades de várias regiões do estado e de representantes do CONLUTAS, CTB e da Federação dos Empregados no Comércio de Bens e Serviços do RS (FECOSUL).

“Estamos mobilizados porque precisamos comunicar para categoria e para sociedade as nossas revindicações e as dificuldades nas negociações com os patrões, que muitas vezes não são compreendidas por todos”, disse a presidenta do Sindicato de Ijuí, Rosane Simon, após saudar os presentes. “Quando a sociedade percebe que a proposta de aumento do nosso piso salarial é de irrisórios R$ 0,21 centavos na hora, para trabalhar nos sábados e também nos domingos, os consumidores começam a perceber a nossa postura e nos ajudam a defender a nossa causa”, explicou.

Rosane Simon e Rogério Gomes dos Reis
Rogério Gomes dos Reis, Vice-presidente da FECOSUL saudou a todos pelo empenho. “Saímos de nossas cidades com chuva para mais este ato importante na nossa estratégia de mobilização contra uma estrutura organizada e planejada pela FECOMÉRCIO de arrocho nos salários por todo o estado”. Rogério lembra que a dificuldade das negociações em todas a regiões do estado é imposta por uma cartilha distribuída pela federação patronal que estabelece o limite máximo de reajuste, com a orientação de que “quanto mais baixo o reajuste, melhor”.

Defesa da contribuição assistencial
Outro assunto debatido foi o ataque do Ministério Público do Trabalho sobre a contribuição assistencial. No entendimento dos presentes, o MPT tem atuado de maneira impositiva interferindo e intrometendo-se na questão na “base da caneta, sem saírem dos seus gabinetes para conversarem com os trabalhadores”, como alertou Paulo Pacheco, do Sindicomerciarios de Caxias do Sul.

“Não vivemos mais em uma ditadura. O trabalhador tem meios de resguardar os seus direitos contra ações ditatoriais como as que o MPT tem tomado em todo o país. Precisamos lutar para que a lei que regulamenta a contribuição assistencial seja votada no Congresso Nacional e precisamos de organização para impedir esta intervenção que enfraquece os sindicatos e atenta contra a liberdade sindical”, defendeu Rogério Gomes dos Reis. Os trabalhadores estudam denunciar esta situação a Organização Internacional do Trabalho (OIT).

Reajuste pode ir a justiça
Diante do cenário que as recentes negociações tem estabelecido, onde as contrapropostas apresentadas para a categoria estão muito distantes dos 14% que os trabalhadores revindicam, os sindicatos cogitam retirarem-se das negociações, deixando a definição para a Justiça do Trabalho. As negociações também não avançam com relação as cláusulas propostas pelos trabalhadores como licença-maternidade de 180 dias, plano de saúde e auxílios creche e escolar. “Não podemos abrir mão de nossas revindicações. Temos que continuar firmes nas negociações por um reajuste melhor e acabando também com distorções como o banco de horas, que foi criado em um momento de muita recessão mas que não se justifica quando temos uma situação de pleno emprego e de desenvolvimento no país”, disse Paulo Pacheco. Ele defende a questão exemplificando que em apenas uma empresa supermercadista de Caxias o fim do banco de horas representaria 50 postos de trabalho a mais.

Uma nova manifestação dos comerciários está marcada para o dia 31 deste mês em Santa Cruz do Sul. Dependendo das negociações, Ijuí também poderá realizar um novo ato. “Alertamos os trabalhadores do comércio para que continuem mobilizados. No momento em que há um crescimento econômico exponencial no setor, as propostas de reajuste são muito baixas e isto dá um tom muito ruim na relação entre empregadores e trabalhadores. Temos que estar unidos e firmes para garantir uma reposição salarial justa e digna para a nossa categoria”, defendeu Rosane Simon.

segunda-feira, 1 de agosto de 2011

1º Conselho Nacional da CTB reúne sindicalistas de todo o Brasil

Não importa a distância. 2000, 3000 até 3800Km de distancia até Atibaia (SP), cidade que recebeu centenas de sindicalistas no segundo dia do 1º Conselho Nacional da CTB, Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil. Foram mais de 300 delegados, vindos de todo o país. O encontro iniciou na última quinta-feira (28). Após a realização de plenárias nos 27 estados brasileiros, o conselho marca o começo de uma nova etapa na história da Central, com desafios mais amplos, rumo ao 3º Congresso da entidade, marcado para 2013.

 
De norte a sul, da cidade e do campo, cada sindicalista deixa um pouco sua cidade para buscar informação e levar mais conhecimento para fortalecer os trabalhadores das mais diversas categorias. Cada um com sua história de luta, suas experiências em busca do reconhecimento e da valorização do trabalho. Entre eles, Rosane Simon, presidenta do Sindicato dos Empregados no Comércio de Ijuí e 2ª Vice-presidenta da Federação dos Empregados no Comércio de Bens e Serviços do RS (FECOSUL).

No debate, o fim do fator previdenciário, uma das principais bandeiras da CTB, a redução da jornada de trabalho, o fortalecimento da agricultura familiar e a reforma agrária, que caminha vagarosamente desde o fim da lei que colocou fim na escravidão, causando o conflito agrário que acaba gerando a violência no campo. No encontro, muitas críticas ao governo Dilma e à política monetária adotada pelo governo, que prioriza os juros altos em detrimento de investimentos no setor social. Para os presentes, é preciso reforçar a unidade construída dentro do movimento sindical para elevar o protagonismo da classe trabalhadora dentro deste cenário que se desenha.

O presidente da CTB, Wagner Gomes, explicou que o objetivo principal do encontro foi fazer um balanço na perspectiva do avanço conquistado pela Central em sua curta trajetória. “Desde 2007, a CTB vem ganhando o respeito de todo o movimento sindical. Portanto, nossa discussão aqui – tanto sobre a conjuntura quanto sobre as questões internas – se dará a partir da análise de que esse foi um período vitorioso”, afirmou.

Para Rosane Simon, este é um período para se enfrentar novos desafios. “Nós trabalhadores, temos que ter muita unidade, trabalhando para avançarmos. Por isso estamos aqui, unificando nossa luta por aquilo que importa, que é melhorar a qualidade de vida do povo trabalhador”, disse.

Rumo ao 3º Congresso
Os integrantes de sindicatos filiados a CTB em todo país, terão o próximo grande encontro em 2013, durante o 3º Congresso da CTB. Wagner Gomes destaca a grande tarefa de todos os delegados e delegadas para o próximo período. “Demos grandes passos aqui, em dois dias de grande discussão e unidade, de consenso progressivo. Até 2013 teremos uma nova etapa, com novos desafios e com a meta de termos 10% de filiados junto ao Ministério do Trabalho”.
Celso Jardim – Portal CTB

segunda-feira, 25 de julho de 2011

Sindicato dos Comerciários comemora 74 anos com jantar

São 74 anos. Em breves linhas, pode-se resumir este tempo de atuação no firme posicionamento que o Sindicato dos Empregados no Comércio de Ijuí tem, ao manter o centro da sua luta no constante esforço para melhorar as condições de vida e o salário dos comerciários, mas sempre inserido também, na luta geral dos trabalhadores.

Com este espírito que a categoria se reuniu no último sábado (23), no CTG Piazito Carreteiro, para comemorar mais um ano de luta e também de vitórias. Cerca de 300 pessoas estiveram presentes ao jantar de comemoração a fundação da entidade, que foi criada em 22 de julho de 1937.

Nestes anos de atuação, é importante ressaltar a participação da entidade nos desafios que os trabalhadores enfrentam no Brasil, participando das jornadas de luta pelo fim do fator previdenciário, pela jornada semanal de 40 horas sem redução de salários, por um maior reajuste para os aposentados e também pelo descanso aos domingos. Luta por uma sociedade melhor.

É neste sentido que a presidenta da entidade, Rosane Simon, lembra que a categoria é composta em sua maioria por mulheres. “Fui a primeira mulher a ser presidenta desta entidade e espero não ser a última. Temos muitos desafios e dentre eles também está o de debater a participação da mulher na sociedade, nos cargos de direção, de governo e no legislativo. E também nos ambientes de trabalho, onde estudos comprovam que a precarização tem rosto de mulher”, disse Rosane.

E há muito o que comemorar para além da data. O trabalho aos domingos era impensável, anos atrás. Hoje é um dos principais desafios da categoria que luta pelo descanso neste dia. Em Ijuí, pela luta do Sindicato, recentes decisões judiciais deram aos trabalhadores vitórias contra a decisão de algumas grandes redes que insistem na tentativa de confrontar a lei municipal e abrir no domingo, tirando o comerciário do convívio familiar, do lazer e do merecido descanso. O comércio é uma das atividades em que os trabalhadores fazem uma das maiores jornadas de trabalho, chegando a 10, 12 horas por dia, de segunda a domingo.

Foi um momento para comemorar e também para confraternizar. No jantar foram sorteados diversos brindes. “Nossa união em torno da entidade nos fortalece como trabalhadores e renova nossas forças, lembrando sempre que é no Sindicato que nos tornamos fortes e ganhamos corpo para enfrentar as lutas do dia-a-dia”, completou Rosane Simon.

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segunda-feira, 13 de junho de 2011

Rosane Simon: “os trabalhadores tem que ocupar os seus espaços”

A Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do RS (CTB) realizou plenária estadual nesta quinta-feira (9), no auditório da Federação dos Trabalhadores na Agricultura (Fetag/RS), em Porto Alegre, em preparação para a plenária nacional, que será realizada nos dias 28, 29 e 30 de julho. A presidente do Sindicato dos Empregados no Comércio de Ijuí, Rosane Simon, era uma das delegadas presentes.

A programação reuniu o pesquisador, Fernando Mattos, do IPEA (Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada), o governador do Estado em Exercício, Beto Grill, o presidente da Contag (Confederação Nacional dos Trabalhadores em Agricultura) Alberto Broch e o presidente da CTB Nacional, Wagner Gomes. Também prestigiaram a plenária o deputado federal, Assis Melo (PCdoB/RS), e os deputados estaduais Heitor Schuch (PSB) e Alceu Barbosa Velho (PDT). O debate principal foi sobre o Desenvolvimento, do Estado e do País, com Valorização do Trabalho.

Organização, crescimento e determinação
Guiomar Vidor, presidente da CTB/RS, abriu a plenária falando do crescimento da Central no Estado e da unidade de outras centrais em torno das lutas dos trabalhadores. “Algumas centrais até acabam participando para não ficarem de fora do debate”, alertou Vidor. A CTB/RS demonstra organização e crescimento no Estado, somando mais de 106 sindicatos filiados. O plano de lutas da central, tem como diretrizes aprovadas as lutas pela redução da jornada, fim do fator previdenciário, reajuste digno para os aposentados e o piso regional. Guiomar Vidor destaca a grande participação de sindicalistas de todas as regiões do Estado. “A proposta da Central Classista, Democrática e de Luta tem se comprovado na prática”, conclui o presidente da CTB/RS.

O Governador do Estado em exercício Beto Grill, reafirmou que o governo tem compromisso com o projeto de desenvolvimento sustentável e com a distribuição de renda. “Conversamos e ouvimos todos os setores, mas nosso governo tem lado, o lado dos trabalhadores. Sonho todos os dias com uma sociedade socialista, onde todos tenham as mesmas oportunidades”.

O presidente nacional da CTB, Wagner Gomes, falou que sem unidade não é possível enfrentar os desafios colocados para os trabalhadores. “Banqueiro pressiona, empresário pressiona e latifundiário pressiona. O trabalhador precisa pressionar também, senão nunca vamos chegar a lugar nenhum. Defendemos a unidade e que os sindicatos sejam financiados pelos trabalhadores. Esta é a nossa tarefa”, enfatizou Gomes.

Em sua fala, Rosane Simon demonstrou preocupação com a ausência da massa trabalhadora nos espaços que lhes são reservados. “Temos no Brasil e no Estado governos que são progressistas, mas estamos longe de ter nos legislativos uma representação capaz de defender e aprovar os projetos de interesses da nossa classe. É assim em Ijuí, onde enfrentamos dificuldade para defender o descanso do comerciários aos domingos e é assim no Congresso Nacional e no Senado, onde tramitam a regulamentação da categoria comerciária e também projetos de interesse de todos os trabalhadores como o fim do fator previdenciários e a redução da jornada de trabalho.

Para Rosane, que é vereadora em Ijuí/RS, o trabalhador deve ter mais atenção aos seus interesses e ocupar os espaços de participação para defendê-los. “É no Sindicato que nos defrontamos com a realidade de cada categoria e também com a realidade dos trabalhadores no Brasil. Nossa participação tem que ser ativa, no sentido de ampliar as lutas das categorias e também fortalecer os projetos de interesse da classe trabalhadora”, disse.

Na sexta-feira (10), Rosane Simon e o Assessor Jurídico do Sindicato dos Empregados no Comércio de Ijuí, Luiz Carlos Vasconcellos participaram de um Seminário de Assuntos Jurídicos, Dissídios Coletivos e Custeio das Entidades, promovido pela Federação dos Empregados no Comércio de Bens e de Serviços do RS (Fecosul).

Diversos temas de interesse aos trabalhadores foram debatidos com a proposta de aproximar o ambiente sindical à nomes ilustres da magistratura nacional. Dirigentes e assessores jurídicos de diversas regiões do Rio Grande do Sul lotaram o auditório da Federação. Foram debatidos temas como a Competência da Justiça do Trabalho para decidir conflitos Provenientes de Dissídios Coletivos; o Dissídio Coletivo e o Comum Acordo após Emenda 45; Custeio das Entidades Sindicais, principalmente sobre a Contribuição Assistencial. 

Os debatedores foram o desembargador, Dr. João Ghisleni Filho, do Tribunal Regional do Trabalho (TRT/RS), o procurador, Dr. Raimundo Simão de Melo, do Ministério Público do Trabalho de São Paulo, e o juiz, Dr. Wilson Carvalho Dias, Convocado pelo TRT/RS. Também compuseram a mesa o presidente da Fecosul, Guiomar Vidor, o diretor de Assuntos Trabalhistas e Jurídicos da Confederação Nacional dos Trabalhadores no Comércio (CNTC), Lourival Figueiredo Melo, a vice-presidente da Fecosul, Rosane Simon, e o secretário-geral, Paulo Ferreira.

sexta-feira, 27 de maio de 2011

Rosane Simon confiante na votação das 40 horas semanais

 
A presidente do Sindicato dos Comerciários de Ijuí e vereadora Rosane Simon acredita que ainda este ano projetos importantes para os trabalhadores serão votados no congresso. Rosane esteve em Brasília nesta quinta-feira em manifestação das centrais sindicais em favor do projeto de redução da jornada de trabalho para 40 horas semanais. Mais de mil manifestantes representando o movimento sindical estavam presentes na rampa do congresso e acompanharam o momento em que o presidente da Câmara Federal, Marco Maia, recebia das mãos dos representantes das centrais sindicais o pedido para que seja colocada em votação a PEC 213/05.

Com o dispositivo de honra com que recebe os chefes de Estado – tapete vermelho e banda de música, o presidente da Câmara, deputado Marco Maia (PT-RS), recepcionou os trabalhadores. Os líderes sindicais subiram a rampa do Congresso carregando bandeiras e faixas e sob os gritos de “Tá na hora de votar / 40 horas já”.

O projeto de autoria dos ex-deputados Inácio Arruda (PCdoB/CE) e Paulo Paim (PT/RS) foi apresentado originalmente em outubro de 1995, a proposta foi admitida um ano depois (96) pela Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania.

Em 1997 foi criada comissão especial para analisar a proposta. Essa comissão não concluiu seu trabalho, e a proposta foi arquivada em 1999, em razão da mudança de legislatura, sendo desarquivada em seguida e arquivada novamente em 2003 e em 2007, pela mesma razão, sendo desarquivada depois.


Ao centro Rosane Simon com o Dep. Fed. Assis Melo (E)
e Guiomar Vidor, dirigente da CTB e da FECOSUL

A proposta de Emenda à Constituição (PEC) 231/95, que reduz a carga horária máxima semanal de 44 para 40 horas e aumenta o valor da hora extra de 50% do valor normal para 75%, teve o compromisso do deputado Marco Maia, presidente da Câmara dos Deputados, em criar uma comissão de gestão para discutir ainda este ano a votação da PEC. “No segundo semestre, vamos criar uma Câmara de Negociação para que os deputados possam discutir e produzir a solução e a viabilização desse projeto dentro do Parlamento”.

Os trabalhadores, que lotaram o Salão Negro do Congresso, foram uma amostra da multidão que as centrais sindicais pretendem trazer a Brasília no dia da votação. Marco Maia, acredita que os trabalhadores esperam que ele, que também foi metalúrgico, entre para a história como o presidente da Câmara que aprovou a redução da jornada de trabalho. Para ele, o seu compromisso é com a pauta dos trabalhadores. “Eu me coloco ao lado de vocês nesse processo”, disse, alertando que “(aprovar as 40 horas semanais) não será uma tarefa fácil, se fosse fácil outros já teriam feito, vai ser necessário debate, mobilização, articulação política”, convidando os sindicalistas a participarem ativamente desse processo.

“Os trabalhadores saem fortalecidos desta atividade porque estamos unidos em torno da nossa pauta de prioridades para este ano. É importante ressaltar o tratamento de honra que recebemos do presidente Marco Maia. Temos esperança que com muita pressão e mobilização estas e outras matérias de nosso interesse sejam votadas ainda este ano”, disse Rosane Simon.

Fecosul pede apoio à Dilma para regulamentação da categoria comerciária
Na oportunidade, o presidente da Federação dos Comerciários do RS (Fecosul), Guiomar Vidor, levou a Brasília documento solicitando apoio da Presidente Dilma Rousseff à regulamentação da categoria comerciária. O documento foi entregue ao ministro da Secretaria-Geral da Presidência, Gilberto Carvalho, nesta quarta-feira (25), pela manhã, durante encontro da presidente com as centrais sindicais para tratar da Superação da Miséria no Brasil.

A regulamentação da categoria comerciária prevê a redução da jornada de trabalho para 40 horas semanais sem redução de salário; convenção coletiva para garantir o descanso semanal aos domingos e feriados; piso salarial nacional de 1,5 salários mínimos; unificação da data base (acordo coletivo) no mês de setembro; garantia por parte do empregador pelo sistema “s” de cursos de qualificação profissional.


Com informações do Vermelho e da CTB

domingo, 15 de maio de 2011

Trabalho aos domingos é uma das causas de alta rotatividade de trabalhadores no comércio

Ocorreu nesta última sexta-feira (13) a assembleia geral ordinária da Sindicato dos Empregados no Comércio de Ijuí, na qual esteve presente o presidente da FECOSUL e da CTB/RS, Guiomar Vidor. Na pauta, a compra de uma nova sede campestre para a categoria, a nova investida dos empresários sobre o trabalho aos domingos e uma explanação sobre os projetos prioritários para os comerciários em debate neste momento no país.

A presidente do sindicato, Rosane Simon, abriu a reunião relatando aos presentes a decisão favorável aos trabalhadores, dada pela Vara do Trabalho de Ijuí, multando em R$ 2 mil por trabalhador o uso de mão de obra aos domingos. A decisão foi resultado de ação do sindicato contra a Beck's Store. “Muitos empresários locais são nossos parceiros contra a abertura do comércio aos domingos, que retorna a pauta em Ijuí, promovida sempre por grandes redes, que descumprem as leis trabalhistas prejudicando os trabalhadores no comércio e também os empresários locais”.

Em recente reunião do sindicato com os donos de mercados, para acordo com relação aos feriados de Tiradentes, Sexta-feira Santa e o domingo de Páscoa, muitos empresários relataram a dificuldade de contratar e manter mão de obra, em virtude do trabalho aos domingos. Esta relação é confirmado por pesquisa realizada pelo DIEESE em 2009. “O comércio é uma atividade econômica de passagem para o trabalhador. É uma das categorias que mais trabalha e que menos recebe. Em virtude disso e da pesada carga horária de trabalho, assim que uma vaga abre em outro ramo de atividade, o trabalhador migra do comércio”, explica Guiomar Vidor. Os dados da pesquisa informam que o comércio é a categoria com maior rotatividade entre os trabalhadores. Ela chega a 60% enquanto a média de outras categorias não ultrapassa a 35%.

Guiomar Vidor e Rosane Simon
Guiomar relatou os projetos prioritários para os comerciários neste ano, convidando os presentes a participar destes debates. Entre eles estão a redução da jornada de trabalho para 40h semanais, a luta contra o fator previdenciário e por uma política justa para o reajuste dos aposentados e por garantias contra a dispensa imotivada. “A redução da jornada de trabalho, além de proporcionar a melhoria da qualidade de vida do trabalhador, traria de imediato, 2 milhões de novos postos de trabalho ao mercado. O fator previdenciário é um mecanismo injusto, porque reduz o valor da aposentadoria a 50% do valor da contribuição. Lutamos também por garantias contra a dispensa imotivada porque entendemos que o trabalho tem valor social. A relação de trabalho não pode ser definida somente pelos empresários”, explicou.

Guiomar citou também a luta por regulamentação da atividade terceirizada que atualmente é utilizada como mecanismo para promover a redução de salários, o corte de direitos e a precarização da relações de trabalho. Outro projeto importante é a regulamentação da categoria comerciária. Existem 3 projetos tramitando, um na câmara, tendo como relator o deputado Assis Melo, e outros dois no senado, um do senador Paulo Paim e outro do senador Pedro Simon.

Guiomar relatou a importância desta regulamentação. “Queremos determinar o que caracteriza a atividade comerciária e quais são os nossos direitos. Qual é a função efetiva de um trabalhador no comércio, como é o seu comissionamento e qual é a jornada de trabalho. Queremos lutar por qualificação e principalmente, queremos unificar a data base da categoria, para que possamos, de maneira conjunta e portanto com maior força, realizar a nossa negociação salarial”.

Por fim, a assembleia decidiu sobre a compra de uma nova sede campestre. O local atual, na BR 285, junto ao Rio Conceição, é considerado muito distante da cidade. Um novo local já está em negociação, mais próximo e com uma melhor infraestrutura. Além de uma quadra de esportes com iluminação, o novo espaço possui cancha de bocha, poço artesiano, pomar e salão de festa. A assembleia definiu pela compra deste espaço e pelo encaminhamento da venda da sede na BR 285.

sexta-feira, 29 de abril de 2011

Trabalhadores são homenageados no Palácio Piratini

O governador do Estado, Tarso Genro, recebeu centrais sindicais e sindicatos, no Galpão Crioulo, do Palácio Piratini, para um almoço nesta quinta-feira (28). A recepção foi uma homenagem ao Dia Internacional do Trabalhador comemorado dia 1º de Maio. A vereadora e presidente do Sindicato dos Empregados no Comércio de Ijuí, Rosane Simon, esteve presente ao evento, onde trabalhadores de diversas centrais e de movimentos sociais entregaram produtos fruto da terra e do trabalho ao governador.


Tarso Genro disse que seu governo propõe mudanças estratégicas para a sociedade. “Nosso programa prevê a reorganização do modelo de desenvolvimento econômico do Estado. Nosso objetivo é gerar mais empregos, mais trabalho e mais desenvolvimento com inclusão social. Queremos os trabalhadores parceiros na construção do nosso projeto porque vamos precisar fazer transições e isso precisa de compreensão”, discursou o governador. Tarso reforçou os cinco pontos que norteiam o seu governo: soberania, solidariedade, desenvolvimento, sustentabilidade e democracia.

O governador também afirmou que os projetos do seu governo não preveem demissão nem arrocho salarial. “Pelo contrário, vamos contratar mais professores e mais brigadianos”, garantiu Tarso Genro. Ele lembrou ainda dos trabalhadores, de vários setores, que foram mortos nas lutas sociais e na ditadura na defesa do socialismo e da democracia. E finalizou: “Viva o 1º de Maio. Viva os Trabalhadores”.

Em seu discurso, Guiomar Vidor, presidente da Fecosul e da CTB, disse que o 1º de maio é o Dia do Trabalhador, e não do Trabalho. “É importante lembrar que os acontecimentos que fizeram surgir o 1° de maio, ainda são uma realidade para os trabalhadores em todo o mundo. As condições de trabalho ruins e o excesso de jornada ainda são as grandes causas dos acidentes e doenças do trabalho”, disse Vidor fazendo referência a data de 28 de abril – Dia Internacional em Memória às Vítimas de Acidentes e Doenças do Trabalho.

Avaliando o evento, Rosane Simon observou o comprometimento do governador com os trabalhadores. “Temos que valorizar muito este evento, que é cheio de simbolismo. O conjunto dos trabalhadores são recebidos pelo governador no palácio de governo e verificamos que uma nova lógica de governo se estabelece, na qual os trabalhadores são respeitados e valorizados pelo poder público estadual”.

Fonte e foto: Fecosul