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sexta-feira, 27 de dezembro de 2013

Assembleia aprova 12,72% de reajuste do Salário Mínimo Regional

Sindicalistas da CTB durante a votação do Salário Mínimo Regional
A Assembleia Legislativa do Rio Grande do Sul aprovou por unanimidade dos 45 deputados no plenário da seção extraordinária, nesta quinta-feira (26/12), o reajuste de 12,72% ao Salário Mínimo Regional do Estado. O Projeto de Lei 374/2013 teve duas emendas, também aprovadas por todos os parlamentares e passará a vigorar a partir de 1º de fevereiro de 2014. As emendas aprovadas asseguram ganhos para os serviços que são terceirizados, ou as empresas terceirizadas que prestam serviços para o Estado.

Ao final, o presidente da Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil, Guiomar Vidor, destacou a importância deste reajuste para a classe trabalhadora. “A avaliação dos deputados foi um voto coerente na defesa do desenvolvimento do Rio Grande do Sul e, particularmente, na valorização dos trabalhadores que são atingidos diretamente pelo Salário Mínimo Regional, que hoje são mais de 1.350 mil trabalhadores em nosso Estado, exatamente aqueles que mais precisam”, afirmou Guiomar.

“Mais importante é que, com essa proposta do governo do Estado, nós damos continuidade a uma política de valorização do Salário Mínimo Regional, que será, em 2014, de 1.20 salários mínimos. A nossa próxima meta é de alcançar, no próximo ano, 1.28 salários mínimos e instituir uma política permanente de valorização do Salário Mínimo Regional”.

Governador Tarso Genro encaminhou o Projeto de Lei
do Salário Mínimo Regional em 19 de novembro
O presidente da CTB-RS fez questão de ressaltar o esforço unitário das centrais na obtenção de mais essa conquista. “Neste momento nós entendemos que a CTB e a unidade das demais centrais sindicais é que construiu essa vitória muito importante para os trabalhadores do Rio Grande do Sul”, concluiu Guiomar Vidor.

Pela proposta do Governo, o Salário Mínimo Regional passa a ter cinco faixas, pois estabelece a criação da Faixa V, com valor de R$ 1.100,00 para técnicos de nível médio. Com o reajuste, o Salário Mínimo Regional passará a ter os seguintes valores:

Faixa I = R$ 868,00
Faixa II = R$ 887,98
Faixa III = R$ 908,12
Faixa IV = R$ 943,98
Faixa V = R$ 1.100,00.

quinta-feira, 24 de outubro de 2013

Centrais entregam pauta do Piso Regional para governador Tarso Genro

Comerciários, Fecosul e CTB compareceram em grande número ao ato
Em audiência no Palácio Piratini, na tarde desta quarta-feira (23/10), as centrais sindicais entregaram a pauta de reivindicações do Piso Regional, Desenvolvimento e Distribuição de Renda, ao governador do Estado Tarso Genro. Participaram mais de 500 pessoas ligadas à CTB e as demais centrais, e de vários sindicatos filiados à Fecosul.

O secretário do Conselho de Desenvolvimento Econômico e Social (CDES), Marcelo Danéris, abriu o encontro falando que o governo do estado busca uma política equilibrada e com distribuição de renda. Danéris disse ainda que o Piso Regional é fundamental para movimentar o comércio e os serviços do Estado.

Guiomar Vidor, presidente da Fecosul e da CTB/RS, foi o primeiro presidente de central a falar e apresentou ao governador o índice de reajuste de 16,81% para o Piso Regional para janeiro de 2014. Vidor explicou que este índice foi projetado considerando a média do PIB do Brasil e do Rio Grande do Sul que foi de 3, 9%, acrescido do INPC/IBGE estimado para dezembro de 2013, de 5,9%. E ainda acrescentou que “estão incluídos os critérios para repor as perdas do último período, até recuperar o valor de 1,28 salário mínimo nacional”.

Vidor destacou também a importância do Piso Regional para a economia e para o crescimento do Estado, lembrando que as pequenas empresas pagam o piso e quem não quer pagar são as grandes redes e as grandes empresas. “Em nome da Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil (CTB-RS), quero reconhecer o papel destacado do nosso governador no resgate do Salário Mínimo Regional no Estado do Rio Grande do Sul, que tinha acabado, mas foi ressuscitado pelo atual governo e está valorizado cada vez mais”, finalizou Guiomar Vidor.

O Governador Tarso Genro com Rosane Simon
A Presidenta do Sindicato dos Empregados no Comércio de Ijuí e 2ª Vice-presidente da Fecosul Rosane Simon esteve no ato e destacou a presença e o protagonismo dos comerciários e da CTB. Ela elogiou a sensibilidade do Governo Tarso para com as demandas dos trabalhadores e trabalhadoras. “Percebemos nas manifestações tanto do Governador Tarso Genro quanto de seus secretários a dimensão que nos trabalhadores e trabalhadoras temos da importância que a valorização do salário mínimo regional tem para a economia do estado. Este reajuste repercute positivamente proporcionando crescimento econômico e mais qualidade de vida para a classe trabalhadora. Para o operário que recebe o mínimo estadual, qualquer índice de reajuste é significativo, ainda mais se repõe as perdas no período”.

O governador Tarso Genro, em seu discurso, destacou que o salário mínimo regional é um elemento da política do desenvolvimento e da economia do Estado. O governador disse ainda que a presença massiva e o grau de unidade das centrais faz um governante prestar mais atenção nas demandas dos trabalhadores. Tarso falou ainda que é um orgulho para ele, como governante, ver no Palácio Piratini a presença de centenas de trabalhadores reunidos. "A democracia pode ser comparada a uma grande mesa. Antes do presidente Lula, as pessoas tinham bancos de alturas diferentes e alguns não enxergavam o que estava em cima da mesa. Quando Lula começou a receber sindicalistas, moradores de rua, organizações do campo, e todo tipo de representação, as cadeiras começaram a ficar da mesma altura. Quando as pessoas enxergam o que está em cima da mesa elas sabem o que estão disputando", comparou Tarso.

Com informações da Assessoria Fecosul

sexta-feira, 26 de abril de 2013

Campanha salarial dos comerciários será lançada na região no próximo dia 10

Os presidentes dos Sindicatos dos empregados no comércio da região estiveram reunidos na última sexta-feira (19), no Sindicato de Santo Ângelo, para agendar o lançamento da campanha salarial da categoria na região. Reuniram-se os presidentes Plínio dos Anjos Teixeira, de Santo Ângelo, Moacir Zagonel, de Três Passos, Nestor Idair Kalsing, de Santa Rosa, Américo Fabrício Pereira, de São Luis Gonzaga e Rosane Simon, de Ijuí.

Trabalho tem que ser valorizado
A campanha salarial deste ano tem como tema “Vender dá Trabalho e o Trabalho tem que ser Valorizado” e busca 12% de reajuste salarial. Além do reajuste a categoria pede o fim do banco de horas, licença-maternidade de 180 dias, descanso aos domingos e feriados, e 40 horas semanais, entre outros itens que compõem o rol de reivindicações.

Na região, o lançamento da campanha salarial 2013 acontecerá em dois momentos. No próximo dia 10 de maio, pela manhã em São Luiz Gonzaga, a tarde, em Ijuí, onde a categoria realizará uma assembleia no final da tarde. A Federação que já lançou a campanha salarial no dia 10 de abril, com grande ato em Porto Alegre, vai iniciar as mobilizações regionais atingindo inicialmente os sindicatos com data-base em março e abril.

“Queremos avançar nas nossas conquistas e a categoria precisa estar unida. Todos sabem das dificuldades que passamos neste momento de negociação e por isso a nossa mobilização para o lançamento da campanha salarial num momento em que o país esta bem economicamente e o comércio cresce como nunca. É um bom momento para o comércio e queremos que seja também para os trabalhadores e trabalhadoras do setor”, disse a Vereadora e Presidenta do Sindicato de Ijuí, Rosane Simon.

Proposta patronal é descabida e fora de contexto
Apenas reposição da inflação e redução de direitos foi a proposta apresentada pelos patrões em reunião de dissídio coletivo realizada nesta quarta-feira, dia 24/04, em Porto Alegre, entre Fecosul e Fecomércio. No entanto, a Campanha Salarial Unificada da Fecosul e Sindicatos filiados, pede reajuste de 12% para os salários e piso mínimo de R$ 880,00, e mais avanços nas cláusulas sociais.

Descabida e fora de contexto econômico é como a diretoria da Fecosul e os componentes da comissão de negociação definem a proposta patronal. Os diretores reunidos, após a conversa com os representantes dos patrões, concluíram que os empresários do comércio insistem em manter uma política de arrocho e falta de reconhecimento à dedicação e esforço da categoria comerciária. “A categoria que é responsável pelo crescimento do comércio em 2012, que foi acima de 9%, não é valoriza pelos patrões. Os empresários do comércio continuam na contramão do crescimento econômico. Para este ano, há a perspectiva de mais crescimento para o setor, além da forte safra agrícola que também contribui para o desenvolvimento e para o impulso das vendas no comércio”, registra Guiomar Vidor, presidente da Fecosul.

“Além de não reconhecerem o papel do importante do trabalhador, os empresários fazem proposta contrária a condição econômica e às reais necessidades dos trabalhadores. Eles oferecem apenas repasse da inflação, que corresponde a 6,77%, e piso mínimo da categoria de R$ 785,00, valor bem inferior ao já garantido piso mínimo estadual que é de R$ 805,59. Como se não bastasse ainda propõe reduzir direitos como auxílio creche, quinquênio, férias, e ainda ampliar banco de horas e o intervalo intrajornada”, completa Vidor.

Vidor destaca ainda a importância de que todos os sindicatos intensifiquem o processo de mobilização da campanha salarial e comuniquem todas as atividades e negociações coletivas para a Secretaria Geral da Fecosul para que a comissão de negociação possa dar suporte no processo.

Com informações Márcia Carvalho - Assessoria Fecosul

sexta-feira, 11 de janeiro de 2013

Salário do comercio deve ser de R$ 805,59 a partir de março

A Convenção Coletiva que rege o regime salarial dos trabalhadores no comércio termina no final de fevereiro e a partir de março o piso do comerciário deve ser igual ao regional. Atualmente o piso salarial é de R$ 745,00. A partir do salário de março (pago no início de abril) os trabalhadores do comércio não poderão receber menos do que R$ 805,59. Este valor corresponde ao enquadramento da categoria no piso regional do Rio Grande do Sul para os comerciários, conforme o projeto de lei 281/12 aprovado em dezembro pela Assembleia Legislativa concedendo um aumento de 10% que vigora a partir de 1 de fevereiro.

“Estamos enviando um ofício circular a todos os escritórios de contabilidade informando sobre a validade da convenção coletiva e o valor do piso regional no estado. Mas é importante que o comerciário esteja atento e revindique os seus direitos”, informa a presidente do Sindicato dos Empregados no Comércio de Ijuí, Rosane Simon. Segundo ela, o Sindicato está orientando os escritórios ao pagamento do piso apartir de 01 março.

O secretário geral da Federação dos Empregados no Comércio de Bens e de Serviços do RS, Paulo Ferreira, explica que enquanto não sair um novo acordo com a classe patronal, os comerciários receberão o piso regional e que esta é uma orientação da Procuradoria Regional do Trabalho da 4ª Região. “Esta instrução é de 26 de julho do ano passado e nós estamos fazendo este alerta para as empresas”, explica.

O Procurador do Trabalho, Philipe Gomes Jardim, recomenda que a federação deve “determinar aos sindicatos que orientem às empresas integrantes da categoria econômica para a obrigatoriedade do cumprimento do piso salarial vigente no âmbito do Estado do Rio Grande do Sul a todos os respectivos empregados assim que houver encerramento da vigência de convenção ou acordo coletivo de trabalho”.

Ferreira destaca que tradicionalmente acontece de a convenção vencer e os trabalhadores ficaram recebendo o mesmo piso enquanto não há um acordo. Posteriormente, com o fechamento da convenção, todos recebem as diferenças atrasadas. Com essa orientação do procurador, passa a valer o piso enquanto não há o fechamento de um novo acordo.

A presidenta do Sindicato da categoria em Ijuí e também segunda vice presidenta da Federação, conclama os trabalhadores para a mobilização para a campanha salarial deste ano. “Iniciamos nossas assembleias nas bases a partir do dia 23 deste mês e convocamos a categoria para que se mobilize. Vamos buscar um reajuste acima do piso regional”, afirmou Rosane Simon.

quinta-feira, 8 de dezembro de 2011

Contraproposta do SINDILOJAS congela negociações do dissídio


Uma reunião na manhã desta quinta-feira (08), na sede do SINDILOJAS de Ijuí, entre o Sindicato dos Empregados no Comércio e a entidade patronal, voltou a tratar do dissídio da categoria, novamente sem acordo.

A proposta encaminhada na semana passada pelos trabalhadores era de um piso de R$ 660,00 de maio a outubro, R$ 670,00 a partir de novembro e a garantia, em cláusula do acordo, do pagamento do salário mínimo regional quando este estiver estipulado pelo governo. Em contraproposta, o SINDILOJAS apresentou  R$ 660,00 até dezembro e R$ 670,00 a partir de janeiro, sem a garantia em cláusula do mínimo regional.

Para o Sindicato, a resistência contra a cláusula do aumento do mínimo regional não possui fundamento econômico, mas político. O SINDILOJAS argumenta que com o governo do estado legislando sobre o salário, acabam as relações entre os sindicatos, com as negociações salariais. “No fundo o que temos em Ijuí é uma lógica em que o comércio deve crescer sempre, mas sem crescimento e distribuição de renda aos trabalhadores. As negociações do nosso dissídio são usadas como instrumento de arrocho do poder econômico sobre a classe comerciária. Prova disso são as negociações já acordadas em outras cidades da região que possuem uma economia menor que a nossa, conseguindo pactuar acordos que favorecem os dois lados”, disse Rosane Simon, presidente do Sindicato dos Comerciários.

O anúncio do valor do mínimo regional para o próximo ano deve sair ainda este mês, segundo informações da Federação dos Comerciários, a FECOSUL. A previsão é de que o valor seja de R$ 720,00. Num calculo simples, Rosane Simon explica a importância da cláusula do mínimo regional para os comerciários.

O atual valor do mínimo regional, piso dos comerciários a partir de maio é de 638,20 reais. Se o sindicato aceitasse a proposta de R$ 660,00 até dezembro, a diferença de maio a dezembro a ser paga para a categoria seria de R$ 174,40. Se o mínimo for reajustado a R$ 720,00 para pagamento em janeiro, só a diferença entre o novo piso e o piso oferecido pelo SINDILOJAS nos 4 meses até maio já seria maior, de R$ 240,00.

“Temos responsabilidade com os trabalhadores. Sob nenhuma hipótese podemos fazer um acordo nestas condições, em que os trabalhadores seriam claramente prejudicados. O mínimo regional é uma das nossas principais bandeiras e o nosso caso em Ijuí, demonstra claramente que a sua valorização é uma política acertada”, explica Rosane Simon.

Sem o acordo do dissídio, o horário do comércio para o natal também segue sem acordo. “O abertura das lojas está garantida em lei municipal. Mas os comerciantes terão regras muito mais estreitas com relação a utilização de mão de obra. Os trabalhadores do comércio devem estar atentos para isso e ajudar o Sindicato a fiscalizar possíveis abusos”, convocou a presidente.

Os trabalhadores reúnem-se em assembleia nesta sexta-feira, as 18:30hrs, no auditório do Sindicato. Na pauta, além de esclarecimentos sobre o dissísio e o horário de natal, haverá a prestação de contas da gestão.

quarta-feira, 30 de novembro de 2011

Comerciários realizam manifestação e negociação avança

 

Os comerciários de Ijuí saíram à rua na manhã desta quarta-feira em manifestação pelo dissídio da categoria. Até o momento, não há acordo com o sindicato patronal. Uma nova reunião de negociação foi realizada, ainda sem acordo.

A concentração de trabalhadores ocorreu na sede do Sindicato e a manifestação contou com o apoio do Presidente da Federação dos Empregados no Comércio de Bens e Serviços do Estado do RS (FECOSUL), Guiomar Vidor e também de presidentes de Sindicatos de comerciários da região.

Antes da manifestação, os trabalhadores reuniram-se no auditório da entidade para orientações sobre as negociações. “Nossa categoria, em assembleia, decidiu não aceitar um piso menor que o valor de R$ 670,00. Ijuí tem o maior PIB e o menor piso dos comerciários dentre todas as cidades da região”, disse a Presidente do Sindicato Rosane Simon.

“Temos índices que comprovam que o comércio cresceu acima de 10% liquido, mais a inflação. Isto representa um crescimento de 17% no período o que possibilita um reajuste nos termos que estamos negociando. Além disso, em cidades da fronteira como Uruguaiana e Livramento, com uma economia mais fragilizada do que nesta região de Ijuí, nós já acordamos o piso até acima deste valor e garantido a cláusula de pagamento do Salário Mínimo Regional”, disse Giomar Vidor.

Além do valor do piso da categoria, a principal questão que emperra o acordo é a cláusula do Piso Regional. Os trabalhadores querem que no acordo coletivo, seja incluída uma cláusula que garanta o pagamento do valor do Salário Mínimo Regional, cujo reajuste deve sair no início do próximo ano e deve estar próximo a 14%. O valor do Mínimo Regional hoje é de R$ 638,20. Nenhum comerciário pode ganhar abaixo deste valor. A última proposta do SINDILOJAS foi de 650 reais, com manifestações do seu procurador na imprensa, de que chegaria a R$ 660,00 para o Piso da categoria, sem a cláusula do Piso Regional. A proposta dos Comerciários e de R$ 670,00 com a inclusão da cláusula.

Munidos de cartazes e faixas, a categoria andou pelas ruas do centro da cidade, concentrando-se por fim em frente a sede do SINDILOJAS, local da reunião. “Nossa intenção com esta manifestação foi a de sensibilizar também a comunidade de Ijuí para a questão do nosso dissídio. Somos sem dúvida uma das categorias que mais trabalha e que menos recebe na região”, explicou Rosane Simon.


Negociações avançam
Em seguida os representantes dos Sindicatos realizaram nova reunião de negociação. Além do Presidente da FECOSUL Guiomar Vidor, estiveram presentes, representando os trabalhadores, a Presidente do Sindicato de Ijuí, Rosane Simon, o procurador do Sindicato, Luis Carlos Vasconcellos e os presidentes dos Sindicatos de Cruz Alta, Bento da Silveira, Santo Ângelo, Plínio Teixeira, Santa Rosa, Nestor Kalsing e São Luis Gonzaga, Américo Pereira. Representando o SINDILOJAS o seu Presidente, Bruno Haas, O procurador Antônio Carlos Burtet, a diretora Mary Fensck e o Secretario Executivo da entidade Joulberto Matte.


Antônio Burtet reconheceu que o piso da categoria em Ijuí é o menor da região e disse que a entidade tem consciência da necessidade de equiparar isso com as demais cidades. Na negociação, após ambas as partes argumentarem, num novo esforço em busca do diálogo e do consenso, os trabalhadores apresentaram uma nova proposta: um piso de R$ 660,00 até outubro, R$ 670,00 a partir de novembro e a garantia, em cláusula, do pagamento do mínimo regional quando este for reajustado.

O SINDILOJAS fará uma assembleia com seus associados para definir a questão. “É ruim para a nossa cidade, para os empresários e para o trabalhador termos o menor valor na região do piso da nossa categoria. Temos que olhar para cima, para o desenvolvimento da nossa cidade e estes R$ 10,00, que é um aumento de apenas 5 centavos na hora trabalhada, significam muito no bolso do trabalhador e é um dinheiro que será gasto na nossa cidade, movimentando a economia”, explica Rosane Simon.

Guiomar Vidor
A cláusula do Mínimo Regional ainda é um entrave para o SINDILOJAS. “A valorização do mínimo regional é uma das principais bandeiras dos trabalhadores. Não podemos acordar um piso da categoria de R$ 660,00 sem a garantia do mínimo regional, que poderá ir a R$ 720,00 no início do ano. O trabalhador perde com isso”, disse Guiomar Vidor.

Os Comerciários esperam agora o resultado da assembleia do Sindicato Patronal. Caso não haja acordo, a questão deverá ir à julgamento. “Nossa vontade é de solucionar os impasses e fechar a questão. Será a melhor solução para todos. Acho que chegamos a uma boa proposta e esperamos que o SINDILOJAS compreenda a necessidade de tornarmos o nosso comércio mais forte, valorizando também os trabalhadores da nossa cidade”, concluiu a Presidente do Sindicato, Rosane Simon.

quinta-feira, 24 de novembro de 2011

Presidente da CTB-RS reage contra empresários que propõem extinção do Piso Mínimo Regional no Estado


No debate a respeito do Salário Mínimo Regional, no programa ‘Esfera Pública’, da Rádio Guaíba, sob coordenação de Juremir Machado da Silva, em 23/11, o presidente da Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil (CTB-RS), Guiomar Vidor, criticou a posição dos empresários que passaram a defender a extinção do Piso Mínimo no Rio Grande do Sul. O programa contou com a presença do Secretário Executivo do Conselho de Desenvolvimento Econômico e Social (CDES-RS), Marcelo Danéris.

Presidente da CTB-RS, Guiomar Vidor, critica pedido de extinção do Piso Regional
Foto: Márcia Carvalho

A provocação partiu do vice-presidente da Federação do Comércio de Bens e Serviços do Rio Grande do Sul (Fecomércio-RS), Leonardo Schreiner, que fez uma justificativa tendenciosa:

“Quando o Piso Regional foi criado, a situação econômica do Brasil era completamente diferente e nós tínhamos, na época, um salário mínimo que equivalia a 84 dólares, o que era bastante fora da realidade. A partir de um trabalho efetuado pelo governo Lula, que tratou de melhorar as condições do salário mínimo, ele foi sendo reajustado e hoje está em torno de 300 dólares. Então, vivemos uma situação completamente diferente e não enxergamos mais a necessidade de existir um Piso Mínimo no Rio Grande do Sul”, pregou o vice da Fecomércio.

Em sua resposta, o presidente da CTB-RS fez um relato a respeito da importância, não só da manutenção do Piso Mínimo Regional, como insistiu na necessidade da recuperação das perdas ocorridas desde que ele foi instituído durante o governo de Olívio Dutra, em 2001.

“O Salário Mínimo Regional é um importante instrumento de distribuição de renda para a população, pois gera o fortalecimento do nosso mercado interno. Ele aumenta o poder de compra dos trabalhadores que mais precisam: os domésticos, os que não têm categoria sindical organizada ou que têm sindicatos mais fracos. Por isso, consideramos que, além de ser um referencial econômico, ele é também um instrumento social porque vai dinamizar mais a economia, fortalecer o mercado de consumo além de ser, ao mesmo tempo, um processo de distribuição de renda”, disse Guiomar Vidor.  E acrescentou:

“É isso o que o salário mínimo desempenha em nível nacional, tanto que foi estratégico, inclusive, no enfrentamento da crise financeira mundial de 2008 e 2009, quando o Brasil fortaleceu o seu mercado interno. Por isso, nós entendemos que, no Rio Grande do Sul, o Piso Mínimo Regional cumpre também esse papel ao fortalecer nosso mercado e, ao mesmo tempo, democratizar a renda. É um instrumento que deve ser utilizado pelo Estado para diminuir as desigualdades sociais, particularmente naquelas regiões que hoje são consideradas as mais pobres”, analisou o presidente da CTB-RS.

O representante do patronato voltou a insistir na tese da extinção do Piso Regional. Disse Schreiner:
“Nossa preocupação é se é legal termos um valor maior em um Estado que fica longe dos principais centros consumidores e que não tem grandes investimentos ainda, nem em infraestrutura, nem em educação. Nós podemos economicamente ter um Piso Regional superior à média nacional? E dentro do Rio Grande do Sul também não há diferenças entre as regiões? Será que a capacidade de pagamento de Caxias do Sul é a mesma de Faxinal do Soturno ou de Lagoa dos Três Cantos?", questionou o vice da Fecomércio.

Mais uma vez, o presidente da CTB-RS foi didático ao responder à provocação do empresário:

“Claro que não. O Piso Regional objetiva puxar para cima os salários que estão abaixo. É lógico que se pegarmos os dissídios de Caxias do Sul, elas não são atingidas pelo Piso, pois são todas superiores a esse valor”, afirmou Guiomar Vidor.

Na sequência, o presidente da CTB-RS lamentou o comportamento errático dos empresários, que só falam em produtividade quando lhes é conveniente.

“O Piso Regional cumpre um papel, sim, nas regiões menos favorecidas do Estado. Porque hoje a dificuldade grande que se tem é na regulação da própria negociação coletiva. Não existe uma maturidade significativa por parte das entidades patronais no que diz respeito a essa questão. Ainda temos que dar um passo muito grande para chegarmos de fato em um processo de livre negociação. Hoje, sequer os trabalhadores têm direito de organização no local de trabalho, o mandato dos dirigentes sindicais está sendo questionado. Então, não existe no Brasil um processo de livre negociação coletiva. Por exemplo, nas negociações da Câmara Temática do Piso Regional, as entidades patronais se negam a discutir a questão da produtividade. Jamais as empresas abriram e se negam a abrir suas contas nas negociações coletivas quando a gente argumenta a questão da produtividade. Por que agora se levanta a questão da produtividade? É lógico que temos diferenças significativas. Desde o início as entidades patronais não aceitaram o Piso Regional aqui no Estado, tanto que entraram com uma Ação Direta de Inconstitucionalidade, a pedido da Confederação Nacional do Comércio”, revelou o presidente da CTB-RS.

O vice-presidente da Fecomércio, Leonardo Schreiner, voltou utilizar argumentos falsos para reiterar o pedido de extinção do Piso Mínino Regional no Rio Grande do Sul.

“Com o passar do tempo, o Rio Grande foi perdendo competitividade e deixou de gerar empregos em comparação a grande maioria dos estados. Pela média brasileira, nós deveríamos ter gerado mais de 630 mil empregos nos dez últimos anos, o que não ocorreu. Por quê? Porque o Piso Regional significa custo e as empresas, em busca do crescimento, saem do Rio Grande em busca de outros estados, principalmente onde a mão de obra é intensiva. Assim, nós ficamos cada vez menos competitivos. Portanto, a posição consensual das entidade empresariais é de que o Piso Regional deveria deixar de existir. Por quê? Pela diminuição de vagas para os trabalhadores, pois reduziu os novos empregos, baixou a renda per capita estadual e dificultou a competitividade das empresas”.

Na resposta do presidente da CTB-RS ao empresário, os ouvintes da Rádio Guaíba tiveram a oportunidade de entender como é mentirosa e retrógrada a argumentação de parte do patronato estadual.

“Cinco estados possuem o Piso Regional: o Rio Grande do Sul, Santa Catarina, Paraná, São Paulo e Rio de Janeiro. Os empresários locais alegam que ele gera problema de competitividade, pois vai aumentar o custo da mão de obra, a nossa mercadoria será mais cara e empresas vão trocar o Rio Grande do Sul por outros estados. Ora, Santa Catarina tem um Piso maior e uma economia menor do que a nossa; o Paraná tem um Piso bem maior do que o nosso. Então, eu pergunto: por que as empresas do Paraná e de Santa Catarina não se deslocam para o Rio Grande do Sul?”, perguntou Guiomar Vidor. E prosseguiu sua argumentação em defesa do Piso Regional:

“A verdade é que esses argumentos não passam de frases repetidas e que não se comprovam na realidade objetiva que nós encontramos na economia do Estado. O Piso Regional é um instrumento importante para nós pela democratização da renda, pelo fortalecimento do nosso mercado interno e de valorização do trabalho. Por isso é que a CTB-RS lançou a campanha pela valorização do Salário Mínimo Regional. Hoje, o grande problema do Brasil não é salário. Se nós analisarmos a relação entre o PIB e a massa salarial. Na década de 80, a massa salarial representava 50% do PIB e hoje ela é 34% ou 35% do PIB. Por aí se vê como decaiu a massa salarial brasileira. Nós precisamos é reforçar cada vez mais a massa salarial, a fim de aumentar o poder de consumo do mercado interno”, finalizou o presidente da CTB-RS.

segunda-feira, 14 de novembro de 2011

Comerciários: sem reajuste não haverá acordo para o trabalho no natal


Reunidos em assembleia na última sexta-feira (11), os comerciários debateram o dissídio da categoria. Até o momento, não há acordo entre o Sindicato dos Empregados e o SINDILOJAS, o Sindicato patronal.

A última proposta dos trabalhadores foi de um piso de R$ 670,00 e 2% de reajuste real para quem ganha acima do piso. O SINDILOJAS oferece um piso de R$ 650,00 e menos de 1,5% de reajuste real para os demais salários. “Não aceitamos que em Ijuí, a cidade que tem o maior PIB da região, nós tenhamos o menor piso da categoria”, explica a presidente do Sindicato dos Empregados no Comércio, Rosane Simon. Santa Rosa, Cruz Alta e Santo Ângelo já fecharam seus acordos com pisos acima de R$ 670,00.

Salário mínimo estadual gera impasse
Outro impasse nas negociações se refere ao piso mínimo regional no estado, que no Rio Grande do Sul é de R$ 638,20. Os comerciários querem incluir no acordo uma cláusula pela qual ninguém pode ganhar menos que o salário mínimo estadual. “As previsões são de que o mínimo estadual seja reajustado em torno de 11 a 13% já em janeiro, ou seja, próximo de R$ 700,00. Como podemos aceitar um piso de 650 reais, bem abaixo da média regional e ainda retirar a cláusula que estipula que ninguém ganhe menos que o mínimo. Os trabalhadores de Ijuí seriam imensamente prejudicados”, explicou Rosane. Nas outras cidade da região, esta cláusula não gerou impasse e foi incluída nos acordos.

Com poucas possibilidades de acordo, o dissídio neste ano deverá ir a julgamento. O mínimo estadual no valor de R$ 638,20 já é garantido a todos os comerciários. Em julgamento, fica automaticamente garantido para o piso da categoria o valor do salário mínimo estadual (que em janeiro deverá ser igual ou maior a R$ 700,000) e, para os demais salários, há apenas a reposição da inflação. No entanto se extinguem automaticamente os acordos para a compensação de horas extras (banco de horas), que com o acordo podem ser compensadas no mês e passam a ter de serem compensadas na semana, ou remuneradas.

A decisão dos trabalhadores em assembleia é por pressão. Se não houver acordo pelo reajuste, também não haverá acordo pela utilização de mão-de-obra neste natal. Além disso, os trabalhadores devem preparar uma manifestação na cidade. “Recebemos dezenas de ligações diárias no Sindicato de trabalhadores buscando informações sobre o andamento das negociações. É importante que os trabalhadores passem a dialogar também com os seus patrões, para que estes pressionem o Sindicato Patronal a fim de sanarmos os impasses existentes”, conclui Rosane.