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segunda-feira, 11 de novembro de 2013

Comerciários ainda tem dissídios pendentes em alguns setores

Os trabalhadores e trabalhadoras no comércio de Ijuí realizaram sua assembleia mensal ordinária nesta última sexta-feira. A principal pauta eram os dissídios que ainda pendentes. Os dissídios do setor de mercados, farmácias, depósitos de bebida, concessionárias de veículos e revendas de peças ainda não foram fechados.

A Presidenta do Sindicato dos Empregados no Comércio de Ijuí Rosane Simon explicou que estas negociações são feitas em Porto Alegre, através de uma banca de advogados que representam a classe patronal. “São negociações sempre muito difíceis e que buscam a desvalorização do nosso reajuste e do nosso salário. A proposta que recebemos é de um piso de R$ 810. Mas estamos trabalhando para melhorar e atingir pelo menos os índices de reajuste fechados para o comércio varejista”. O piso em Ijuí ficou em R$ 815,00.

Rosane informou que Sindicatos de diversas regiões onde estes dissídios estão em aberto formarão um único grupo de representantes para as negociações.

Horário de natal
Na próxima semana começam as reuniões para definir o horário de funcionamento do comércio em Ijuí para o natal. Na assembleia foi realizada uma consulta entre os presentes para defender uma proposta frente ao Sindicato Patronal. Será agendada reunião para a próxima semana.

Rosane Simon alertou para a questão da compensação de horas extras que devem ocorrer dentro do mesmo mês em que foram trabalhadas. Se não houver compensação dentro do mês, elas devem ser pagas. Outro orientação foi com relação as diferenças de forma de cálculo e atualização relativas ao fundo de garantia. Segundo Rosane Simon, há uma campanha intensa no sentido de propor ações contra a CEF- Caixa Econômica Federal, órgão gestor do FGTS,   mas o momento deve ser de cautela. “Devemos ter calma e paciência já que há advogados cobrando custas adiantado por estas ações que podem durar mais de 20 anos e pouca probabilidade de êxito”, explicou.

Rosane informou ainda que a Fecosul protocolou a denúncia junto ao  Ministério Público e ao Ministério Público do Trabalho para que entrem com a ação. Por este caminho, ocorrendo o julgamento favorável, não há risco para os Sindicatos e nem para os trabalhadores de entrar e perder, pagando honorários e custas dos processos.

Outro informe realizado aos trabalhadores e trabalhadoras foi sobre a vitória na justiça do Sindicato, que novamente conseguiu a antecipação dos efeitos da tutela para que os mercados não utilizem mão de obra de seus empregados em feriados, sem a devida autorizados por convenção coletiva. A decisão vale para feriados de 02 e 15 de novembro. “É uma conquista importante que todos nós conseguimos através da luta do nosso Sindicato”, disse Rosane.

Em comemoração ao dia dos comerciários e comerciárias ocorrido no último dia 30 de outubro, a assembleia se encerrou com o sorteio de vários brindes entre os presentes.

Deputado Federal Assis Melo prestigiou a assembleia
Logo após a assembleia ocorreu um bate papo entre o Deputado Federal Assis Melo, os trabalhadores e representantes de Sindicatos e entidades da cidade. Estiveram presentes representantes dos Trabalhadores Rurais, Servidores Públicos Municipais, da Alimentação bem como dos aposentados.

O Deputado Assis Melo que é metalúrgico e Presidente do Sindicato da categoria em Caxias do Sul, disse que faz o debate com a compreensão das dificuldades  que a classe trabalhadora enfrenta no congresso. “Os projetos que são do nosso interesse não passam com facilidade e sempre há projetos tramitando para a retirada ou flexibilização dos nossos direitos”, disse, explicando também que dos 513 Deputados Federais, forçando bastante há no máximo 80 deputados que tem a preocupação com luta pelos direitos dos trabalhadores no Congresso.

Assis pediu a máxima atenção de todos para o PL 4330, chamado de PL do trabalho escravo, que amplia a terceirização. "Se o PL 4330 passar vocês podem pegar a carteira de trabalho de vocês e guardar porque todos vamos ser contratados por CNPJ. Vamos virar empresas e aí não tem férias, não tem 13º, não tem direito nenhum". Ele pediu mobilização pra barrar a proposta. “Como barrar um projeto desses? Na luta companheiros, na mobilização. Se não tiver isso não temos conquista. Direito de trabalhador ninguém deu. Foi na luta que nós, trabalhadores e trabalhadoras conquistamos nossos direitos”.
Assis Melo pediu mobilização da classe trabalhadora
Assis também defendeu uma maior bancada de representantes dos trabalhadores no congresso. “Independentemente de Partido, precisamos ter mais dos nossos representantes lá e precisamos que vocês cobrem dos seus deputados o posicionamento deles sobre o PL 4330 por exemplo. Então nós temos que aumentar a nossa representação e votar em quem defende os nossos interesses e faz no Congresso a nossa luta. Só defende direito quem conhece ele. Como que vamos defender os nossos direitos de trabalhadores se a gente não conhece eles," concluiu.

Assis Também recebeu das mãos do Presidente da Associação dos Aposentados de Ijuí documento com reivindicações que incluem o justo reajuste das aposentadorias e o fim do Fator Previdenciários.

segunda-feira, 16 de setembro de 2013

Comerciárias aprovam propostas de dissídio da categoria

Os trabalhadores e trabalhadoras no comercio de Ijuí aprovaram em assembleia ordinária, na última sexta-feira (13), as propostas de dissídio para a categoria, após longas negociações entre a Direção do Sindicato e as Direções do Sindilojas e da Cotrijui. Falta ainda fechar o reajuste dos trabalhadores em supermercados, álcool e bebidas, concessionárias e demais segmentos que são negociados em Porto Alegre. “O Sindigêneros, que é o Sindicato Patronal que representa os supermercados, normalmente aguarda o reajuste do comércio para acompanhar a proposta”, disse a Presidenta do Sindicato dos Empregados no Comércio de Ijuí, Rosane Simon.

Para os trabalhadores e trabalhadoras da Cotrijui, o piso passará para R$ 840,00. Uma das proposta do Sindicato de Trabalhadores era a mudança da data base para março, o que não foi aceito, neste momento, pela Direção da cooperativa. A data base segue sendo maio.

O reajuste para os salários acima do piso ficará em 7,16%, em maio, mais 1,5% no mês de outubro. A proposta é de que o reajuste de 1,5% seja calculado sobre o salário reajustado pago em setembro. As diferenças retroativas a maio (maio a agosto) serão pagas em outubro e o auxilio escolar em novembro. A partir de janeiro/2014 a Direção do Sindicato retoma as negociações com a Cotrijuí para mudar a data base da categoria.

Reajuste do piso no comércio varejista é baixo. Valorização está no mínimo regional
Os trabalhadores e trabalhadoras também aprovaram a proposta de reajuste para o comércio varejista, após uma série de reuniões entre as Direções dos Sindicatos. O piso da categoria passará a valer R$ 815,00 e o reajuste para os demais salários será de 7,80%.  O aumento real para a categoria foi de 1,91% (inflação do período foi de 5,89%, correspondente a 10 meses, devido a mudança da data base para março).

“Apesar das dificuldades conseguimos ampliar a proposta inicial que era de apenas 7% para os salários acima do piso, o que consideramos uma conquista para a categoria, apesar de saber que está longe daquilo que almejamos como valorização do trabalho no comércio”, comentou Rosane Simon.

Apesar de aceitar a proposta, o que desagradou foi o reajuste do piso da categoria, de R$ 745,00 para R$ 815,00. “A dificuldade em conseguirmos um reajuste maior para o piso da categoria só nos mostra o quanto nós trabalhadores e trabalhadoras devemos lutar para manter a política de reajustes do mínimo regional no estado, que tem proporcionado aos trabalhadores a valorização que não ganhamos dos patrões”, conclui Rosane Simon.

O reajuste do mínimo regional será em janeiro e as perspectivas indicam que deve chegar a R$ 880,00.

sexta-feira, 16 de agosto de 2013

Assembleia rejeita propostas do Sindilojas e Cotrijui

Os trabalhadores e trabalhadoras do comércio, reunidos em assembléia na noite desta quarta-feira (14) em Ijuí, rejeitaram a proposta de dissídio salarial encaminhada pelo Sindilojas. Quatro reuniões de negociação já foram realizadas.

A proposta patronal era de R$ 815,00 para o piso salarial e de 7% de aumento para os demais salários. A inflação do período foi de 5,89%. O percentual de reajuste do piso para o valor de R$ 815,00 é de 9,39%.

"Há um evidente arrocho salarial em curso no setor. Se por um lado a política de reajustes do mínimo regional tem garantido a mínima valorização do piso da categoria, observamos nos últimos anos um achatamento dos salários que estão acima do piso e o resultado disso é que a diferença entre o piso e os demais salários esta diminuindo", explica a Presidenta do Sindicato Rosane Simon.

Salário Mínimo Regional valorizado e reajustes
patronais que só cobrem a inflação
Para comprovar esta questão basta analisar os dados que realizam uma comparação entre os índices de reajuste do piso e dos demais salários, na tabela ao lado.

"No período analisado o reajuste do piso foi de 39,86%, no entanto os demais salários tiveram um reajuste de 28%. A diferença é de 11,86%. Estes números demonstram claramente como o trabalho no comercio é desvalorizado pela classe patronal", afirma Rosane Simon.

Por fim a assembléia decidiu rejeitar a proposta do Sindilojas. Ainda hoje, uma contraproposta dos trabalhadores será protocolada no Sindicato Patronal. "É uma briga muito grande reajustar nossos salários acima da inflação e como pudemos comprovar os reajustes que foram dados nos últimos anos arrocham e aproximam os salários do piso da categoria", afirma a Presidenta do Sindicato.

A proposta aprovada em assembleia pelos trabalhadores e trabalhadoras do comércio e de R$ 830,00 para o piso e de  8% de aumento para os demais salários, além do vale alimentação para a categoria.

Proposta da Cotrijui também é rejeitada
Com a Cotrijui as negociações estão mais avançadas mas ainda há a necessidade de superar alguns impasses. Rosane Simon explica que a proposta do piso de R$ 840,00 foi aceita, mas o reajuste de 7% retroagindo a maio foi desconsiderada.

Os trabalhadores buscam um reajuste de 7% retroativo a março, mais 1% em outubro. Caso a cooperativa insista de que o reajuste seja retroativo a maio, a proposta é de que haja mais 1 % em setembro e mais 1% em outubro.

"Já conversamos com a cooperativa e achamos que será possível um acordo. Se não conseguirmos avançar teremos que buscar efetivar estes índices nas negociações com a Ocergs que valerão também para a Cotrijui", concluiu Rosane Simon.

quarta-feira, 31 de julho de 2013

Assembleia no dia 14 definirá ações para a negociação salarial

Diretores do Sindicato dos Empregados no Comércio de Ijuí e do SINDILOJAS realizaram nova reunião na manhã desta quarta-feira (31). Foi o quarto encontro de negociação entre as partes em que o Sindicato Patronal encaminhou aos trabalhadores do comércio a proposta de um piso de R$ 815,00 e um reajuste para os demais salários de 7%.

Rosane Simon, presidenta do Sindicato dos Comerciários disse que a proposta não agradou e que novamente o SINDILOJAS acena com o achatamento do poder de compra do trabalhador, na medida em que o cenário é de crescimento do comércio. “A proposta está longe daquilo que almejamos que é antes de mais nada a valorização do trabalho no comércio. Sentimos que se a nossa categoria quiser obter aumento do seu poder de compra e avançar nas negociações vamos precisar de mobilização. Mas quem decidirá isso é a categoria”.

O SINDILOJAS solicitou retorno até a próxima sexta-feira (02), acenando com a possibilidade de que, em caso de recusa, retorne aos valores iniciais da negociação que era de um reajuste para os demais salários de 6%.

“É importante que os trabalhadores tomem conhecimento de como estão sendo encaminhadas as negociações com o Sindicato Patronal. Não vamos tomar uma decisão de Diretoria mas sim uma decisão de toda a categoria”, disse Rosane Simon. Os comerciários tem sua assembleia geral ordinária convocada para o dia 14 de agosto. “É quando definiremos em conjunto, de acordo com a vontade da categoria, quais os encaminhamentos relativos ao nosso dissídio”, concluiu Rosane Simon.

Trabalhadores aguardam retorno de proposta encaminha à Cotrijui
Na última sexta-feira (26) a Direção do Sindicato dos Trabalhadores reuniu-se com a Direção da Cotrijui. Antes disso, houve uma primeira negociação em maio deste ano. A proposta da cooperativa é um piso de R$ 840,00 com reajuste para os demais salários de 7%. “Devemos lembrar que, na negociação com a Cotrijuí, o período da inflação é completo de 12 meses, data base maio, diferente da negociação com o SINDILOJAS e outras categorias patronais, comas quais conseguimos antecipar a data base para março. Com isso, conta-se apenas 10 meses a inflação (INPC) acumulada”, observou Rosane.

Para a cooperativa, o Sindicato dos Comerciários deixou uma contraproposta com um piso de R$ 850,00 (no princípio das negociações era de R$ 880,00) e um reajuste escalonado para os demais salários com 7% retroativo a maio, mais 1% em agosto e mais 1% em novembro. “Aguardamos resposta da Direção da Cotrijui e vamos encaminhar decisões com relação a esta negociação também na assembleia do dia 14 de agosto”, comentou a Presidenta do Sindicato dos Comerciários.

quarta-feira, 26 de junho de 2013

Acordo entre comerciários e Sindilojas tem mais um ano difícil de negociações

Após mais uma reunião realizada na manhã desta quarta-feira (26) entre diretores do Sindicato dos Empregados no Comércio de Ijuí e diretores do Sindilojas, ainda não foi possível acordo entre as partes referentes ao dissídio da categoria para o ano de 2013.

Esta foi a terceira reunião realizada. Os diretores do Sindicato dos Comerciários representados pela presidenta Rosane Simon, por Débora Maas e Marcos Prestes levaram aos diretores do Sindilojas a pauta da Fecomercio. A proposta dos trabalhadores foi de um piso geral de R$ 850,00 e 9% de aumento para os demais salários. A inflação no período foi de 5,89%. “Encaminhamos também a proposta de um piso diferenciado para a função de vendedor, de R$ 900,00, segundo as orientações da Fecosul”, explicou Débora Maas.

A direção do Sindilojas irá avaliar a proposta. Rosane Simon disse que as negociações seguem difíceis, como foram em todos os últimos anos mas que está otimista com um bom resultado nestas negociações já que todos os indicadores mostram que o comércio cresceu e promete um bom desempenho durante o ano.

“Além do desempenho positivo do comércio, está cada vez mais evidente para os patrões a necessidade de valorização do trabalho dos comerciários pela concorrência com outros setores da economia que, por terem uma jornada menor em que não se trabalha aos sábados e domingos, ainda pagam salários um pouco melhores”. Segundo a Vereadora e Presidenta da Sindicato, estas condições aliadas a boa oferta de vagas em todos os setores estão fazendo com que o trabalhador do comércio migre para a indústria por exemplo, o que tem causado reflexos negativos na oferta de profissionais para o comércio. “Está cada vez mais difícil achar trabalhadores dispostos a enfrentar a jornada de trabalho no comércio, com salários iguais e muitas vezes menores do que em outros setores. Só há um caminho para reverter isso que é a valorização do trabalhador do comércio”, concluiu Rosane Simon.

terça-feira, 28 de maio de 2013

Comerciários apresentam proposta de reajuste salarial à Cotrijui

Na tarde desta segunda-feira (27), representantes do Sindicato dos Empregados no Comercio de Ijuí estiveram reunidos com a direção da Cotrijui e apresentaram a proposta salarial da categoria para o dissídio deste ano.

Débora Maas, (à direita) o Presidente da Cotrijui Vanderlei Fragoso
José Graef (Gerente de Gestão), Paulo Schossler (Vice-Presidente)
e o Ass. Jurídico do Sindicato Luis Carlos Vasconcellos
Débora Maas, diretora do Sindicato, explica que foi apresentada a proposta da Federação dos Comerciários do estado, Fecosul, que tem como base o piso salarial de R$ 880,00 e um reajuste de 12% para quem recebe acima do piso. “Além disso, queremos negociar também avanços em cláusulas sociais relativas ao quinquênio e a estabilidade de trabalhadores prestes a se aposentar”.

Dentre outras cláusulas sociais, os comerciários requerem estabilidade de 2 anos para o trabalhador  (quando este for o tempo que falta para a aposentadoria) e também um quinquênio de 5% conforme o que já é acordado com a Organização das Cooperativas do Estado (Ocergs). Na Cotrijui, o quinquênio é de 4%.

A direção da Cotrijui não apresentou resposta. O Presidente Vanderlei Fragoso disse que irá analisar os pedidos da categoria para depois apresentar a proposta da Cooperativa. Nenhuma data foi marcada para dar prosseguimento as negociações.

Marcos Prestes, que também representou o Sindicato na reunião, questionou a direção da Empresa sobre o pagamento dos salários em dia. Como resposta, a direção da Cotrijui teria garantido que a prioridade são os trabalhadores e que há um grande esforço neste sentido. Mas a Direção reconhece que está em atraso com encargos sociais e que encaminha uma renegociação com a Previdência Social.

Representantes dos Comerciários apresentaram proposta de reajuste salarial
à Diretoria da Cotrijui
“Buscamos também assegurar a continuidade do crédito aos trabalhadores nos supermercados da Cotrijui, mas estamos preocupados com a situação de desabastecimento. É preciso garantir o abastecimento das mercadorias para que os trabalhadores possam usufruir deste benefício”, explicou Marcos Prestes.

sexta-feira, 11 de janeiro de 2013

Salário do comercio deve ser de R$ 805,59 a partir de março

A Convenção Coletiva que rege o regime salarial dos trabalhadores no comércio termina no final de fevereiro e a partir de março o piso do comerciário deve ser igual ao regional. Atualmente o piso salarial é de R$ 745,00. A partir do salário de março (pago no início de abril) os trabalhadores do comércio não poderão receber menos do que R$ 805,59. Este valor corresponde ao enquadramento da categoria no piso regional do Rio Grande do Sul para os comerciários, conforme o projeto de lei 281/12 aprovado em dezembro pela Assembleia Legislativa concedendo um aumento de 10% que vigora a partir de 1 de fevereiro.

“Estamos enviando um ofício circular a todos os escritórios de contabilidade informando sobre a validade da convenção coletiva e o valor do piso regional no estado. Mas é importante que o comerciário esteja atento e revindique os seus direitos”, informa a presidente do Sindicato dos Empregados no Comércio de Ijuí, Rosane Simon. Segundo ela, o Sindicato está orientando os escritórios ao pagamento do piso apartir de 01 março.

O secretário geral da Federação dos Empregados no Comércio de Bens e de Serviços do RS, Paulo Ferreira, explica que enquanto não sair um novo acordo com a classe patronal, os comerciários receberão o piso regional e que esta é uma orientação da Procuradoria Regional do Trabalho da 4ª Região. “Esta instrução é de 26 de julho do ano passado e nós estamos fazendo este alerta para as empresas”, explica.

O Procurador do Trabalho, Philipe Gomes Jardim, recomenda que a federação deve “determinar aos sindicatos que orientem às empresas integrantes da categoria econômica para a obrigatoriedade do cumprimento do piso salarial vigente no âmbito do Estado do Rio Grande do Sul a todos os respectivos empregados assim que houver encerramento da vigência de convenção ou acordo coletivo de trabalho”.

Ferreira destaca que tradicionalmente acontece de a convenção vencer e os trabalhadores ficaram recebendo o mesmo piso enquanto não há um acordo. Posteriormente, com o fechamento da convenção, todos recebem as diferenças atrasadas. Com essa orientação do procurador, passa a valer o piso enquanto não há o fechamento de um novo acordo.

A presidenta do Sindicato da categoria em Ijuí e também segunda vice presidenta da Federação, conclama os trabalhadores para a mobilização para a campanha salarial deste ano. “Iniciamos nossas assembleias nas bases a partir do dia 23 deste mês e convocamos a categoria para que se mobilize. Vamos buscar um reajuste acima do piso regional”, afirmou Rosane Simon.