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sexta-feira, 16 de agosto de 2013

Assembleia rejeita propostas do Sindilojas e Cotrijui

Os trabalhadores e trabalhadoras do comércio, reunidos em assembléia na noite desta quarta-feira (14) em Ijuí, rejeitaram a proposta de dissídio salarial encaminhada pelo Sindilojas. Quatro reuniões de negociação já foram realizadas.

A proposta patronal era de R$ 815,00 para o piso salarial e de 7% de aumento para os demais salários. A inflação do período foi de 5,89%. O percentual de reajuste do piso para o valor de R$ 815,00 é de 9,39%.

"Há um evidente arrocho salarial em curso no setor. Se por um lado a política de reajustes do mínimo regional tem garantido a mínima valorização do piso da categoria, observamos nos últimos anos um achatamento dos salários que estão acima do piso e o resultado disso é que a diferença entre o piso e os demais salários esta diminuindo", explica a Presidenta do Sindicato Rosane Simon.

Salário Mínimo Regional valorizado e reajustes
patronais que só cobrem a inflação
Para comprovar esta questão basta analisar os dados que realizam uma comparação entre os índices de reajuste do piso e dos demais salários, na tabela ao lado.

"No período analisado o reajuste do piso foi de 39,86%, no entanto os demais salários tiveram um reajuste de 28%. A diferença é de 11,86%. Estes números demonstram claramente como o trabalho no comercio é desvalorizado pela classe patronal", afirma Rosane Simon.

Por fim a assembléia decidiu rejeitar a proposta do Sindilojas. Ainda hoje, uma contraproposta dos trabalhadores será protocolada no Sindicato Patronal. "É uma briga muito grande reajustar nossos salários acima da inflação e como pudemos comprovar os reajustes que foram dados nos últimos anos arrocham e aproximam os salários do piso da categoria", afirma a Presidenta do Sindicato.

A proposta aprovada em assembleia pelos trabalhadores e trabalhadoras do comércio e de R$ 830,00 para o piso e de  8% de aumento para os demais salários, além do vale alimentação para a categoria.

Proposta da Cotrijui também é rejeitada
Com a Cotrijui as negociações estão mais avançadas mas ainda há a necessidade de superar alguns impasses. Rosane Simon explica que a proposta do piso de R$ 840,00 foi aceita, mas o reajuste de 7% retroagindo a maio foi desconsiderada.

Os trabalhadores buscam um reajuste de 7% retroativo a março, mais 1% em outubro. Caso a cooperativa insista de que o reajuste seja retroativo a maio, a proposta é de que haja mais 1 % em setembro e mais 1% em outubro.

"Já conversamos com a cooperativa e achamos que será possível um acordo. Se não conseguirmos avançar teremos que buscar efetivar estes índices nas negociações com a Ocergs que valerão também para a Cotrijui", concluiu Rosane Simon.

terça-feira, 28 de maio de 2013

Comerciários apresentam proposta de reajuste salarial à Cotrijui

Na tarde desta segunda-feira (27), representantes do Sindicato dos Empregados no Comercio de Ijuí estiveram reunidos com a direção da Cotrijui e apresentaram a proposta salarial da categoria para o dissídio deste ano.

Débora Maas, (à direita) o Presidente da Cotrijui Vanderlei Fragoso
José Graef (Gerente de Gestão), Paulo Schossler (Vice-Presidente)
e o Ass. Jurídico do Sindicato Luis Carlos Vasconcellos
Débora Maas, diretora do Sindicato, explica que foi apresentada a proposta da Federação dos Comerciários do estado, Fecosul, que tem como base o piso salarial de R$ 880,00 e um reajuste de 12% para quem recebe acima do piso. “Além disso, queremos negociar também avanços em cláusulas sociais relativas ao quinquênio e a estabilidade de trabalhadores prestes a se aposentar”.

Dentre outras cláusulas sociais, os comerciários requerem estabilidade de 2 anos para o trabalhador  (quando este for o tempo que falta para a aposentadoria) e também um quinquênio de 5% conforme o que já é acordado com a Organização das Cooperativas do Estado (Ocergs). Na Cotrijui, o quinquênio é de 4%.

A direção da Cotrijui não apresentou resposta. O Presidente Vanderlei Fragoso disse que irá analisar os pedidos da categoria para depois apresentar a proposta da Cooperativa. Nenhuma data foi marcada para dar prosseguimento as negociações.

Marcos Prestes, que também representou o Sindicato na reunião, questionou a direção da Empresa sobre o pagamento dos salários em dia. Como resposta, a direção da Cotrijui teria garantido que a prioridade são os trabalhadores e que há um grande esforço neste sentido. Mas a Direção reconhece que está em atraso com encargos sociais e que encaminha uma renegociação com a Previdência Social.

Representantes dos Comerciários apresentaram proposta de reajuste salarial
à Diretoria da Cotrijui
“Buscamos também assegurar a continuidade do crédito aos trabalhadores nos supermercados da Cotrijui, mas estamos preocupados com a situação de desabastecimento. É preciso garantir o abastecimento das mercadorias para que os trabalhadores possam usufruir deste benefício”, explicou Marcos Prestes.

sábado, 11 de maio de 2013

Proposta de reajuste dos comerciários é de 12% com piso de R$ 850,00

Campanha Salarial 2013 3m São Luiz Gonzaga
“O setor do comércio cresceu 8% acima da inflação e a tendência para este ano é de que se repita  este índice de crescimento ou  muito perto disso. Se a economia está bem é mais poder de compra para o consumidor e mais vendas. Esta é a realidade econômica do comércio e isso justifica nosso pedido de reajuste de 12%. Vamos para a mobilização!”

Com estas palavras o Presidente da Fecosul Guiomar Vidor saudou os trabalhadores e trabalhadoras do comércio presentes ao ato de lançamento da campanha salarial unificada em São Luiz Gonzaga, na manhã desta sexta-feira (10).

O entusiasmo era compartilhado pelos demais sindicalistas presentes ao ato. “A categoria está mobilizada e ciente do bom momento que o comércio vive”, disse Nestor Kalsing, Presidente do Sindicato em Santa Rosa. “Estamos com muita motivação e com muito orgulho da nossa categoria, que está ganhando este tempo, buscando melhores condições na vida e no trabalho”, complementou Rosane Simon, 2ª Vice-presidenta da Fecosul e Presidenta do Sindicato dos Empregados no Comércio de Ijuí.

Cerca de 100 pessoas participaram da caminhada pelas ruas do centro de São Luiz Gonzaga, distribuindo panfletos com a proposta da categoria. Na caminhada, duas paradas em dois supermercados da cidade, onde os comerciários manifestaram seu descontentamento com o desrespeito destas empresas com as negociações coletivas e denunciaram o abuso contra os direitos dos trabalhadores. “Manifestamos nossa indignação com as empresas que não aceitam as negociações coletivas e tratam com indiferença o direito dos trabalhadores. Já buscamos resolver a questão no diálogo, mas a situação está se arrastando e nós vamos brigar por nossos direitos”, disse o presidente do Sindicato em São Luiz Gonzaga, Américo Fabrício.

Em Ijuí, comerciários reafirmam a proposta de 12%
A tarde o ato aconteceu em Ijuí, também com uma caminhada pelas ruas do centro da cidade, mobilizando os trabalhadores para a assembleia geral da categoria que iria acontecer no final da tarde. Novamente cerca de 100 pessoas realizaram a manifestação em que os representantes dos trabalhadores novamente entregaram a pauta de revindicações da categoria ao Sindilojas.

Em frente a um supermercado, Guiomar lembrou que este setor foi um dos segmentos do comércio que mais cresceu no ano passado e é também um dos setores que mais exige dos comerciários. “Nos supermercados não tem sábado, não tem domingo para os trabalhadores e trabalhadoras e por isso mesmo, por todo esse trabalho, este setor é um dos que mais fatura. E apesar disso, é onde o comerciário menos ganha”, explicou.

“Estamos nos mobilizando por um aumento real de salários, mas também para que o comerciário tenha o direito a uma vida melhor. O trabalhador e a trabalhadora do comércio também merecem desfrutar do fruto do seu trabalho e por isso estamos mobilizados, para avançar na conquista de direitos como o de descanso aos sábados a tarde e domingos”, concluiu Rosane Simon.

Em assembleia, comerciários apoiam propostas e exigem mais direitos
No final da tarde o auditório do Sindicato dos Empregados no Comércio de Ijuí lotou para a assembleia geral da categoria. A reunião foi aberta pela Presidenta Rosane Simon que relatou as ações de lançamento da campanha salarial ocorridas durante o dia e explicou aos trabalhadores a proposta que a categoria está negociando com os patrões. “Estamos negociando diversas cláusulas sociais e também 12% de aumento, inclusos ai os 6,77% de reposição da inflação. Uma proposta justa. Que os empresários não venham com choradeira porque eles cresceram 8,4% acima da inflação no ano passado”.

Luis Carlos Vasconcellos, assessor jurídico do Sindicato lembrou aos presentes que as negociações são muito difíceis e os trâmites já acontecem desde dezembro de 2012. “há muita resistência dos patrões com a nossa proposta que além dos 12% de aumento, pede um piso mínimo de R$ 850,00”. Vasconcellos relatou também que entre as cláusulas sociais negociadas está a de que o trabalhador que esteja há um ano de se aposentar tenha estabilidade no emprego até a aposentadoria.


Um intenso debate demonstrou o descontentamento dos comerciários com algumas questões relativas a carga horária e ao trabalho nos sábados e domingos. Os trabalhadores querem o fim da compensação de horas e o pagamento das horas extras trabalhadas e estão cientes da necessidade de união para garantir o direito ao descanso nos finais de semana. A Fecosul está estudando ações para garantir a reconquista deste direito.

“É hora de juntar a nossa coragem, toda a nossa energia e nos unirmos numa intensa  mobilização para aproveitar este bom momento da economia. O comércio está perdendo trabalhadores para outros setores porque paga mal e tem uma jornada de trabalho mais longa. Que bom que todos vocês vieram, atendendo nosso chamado para este momento importante. Vender dá trabalho e com mobilização, união e muita luta vamos garantir que o nosso trabalho seja valorizado”, finalizou Rosane Simon.

quinta-feira, 9 de maio de 2013

Comerciários lançam campanha salarial em Ijuí e São Luiz Gonzaga nesta sexta-feira

Mobilizações dos trabalhadores no comércio estão programadas para esta sexta-feira (10), em Ijuí e São Luiz Gonzaga, para marcar o lançamento da Campanha Salarial Unificada da categoria neste ano, aqui na região. Estará presente às mobilizações o Presidente da Fecosul, Guimar Vidor. O ato deverá contar também com a presença de sindicalistas e trabalhadores de diversas categorias.

Pela manhã, o ato acontecerá em São Luiz Gonzaga, com uma caminhada e distribuição do material da campanha entre os trabalhadores no comércio. A tarde, o ato acontecerá em Ijuí, onde estão previstas uma caminhada encerrando com a assembleia dos trabalhadores no final da tarde. A concentração começa as 14 horas na sede do Sindicato dos Empregados no Comércio e a caminhada percorrerá as principais ruas do centro da cidade. “Queremos mobilizar e convocar os trabalhadores e as trabalhadoras para a nossa assembleia que é o espaço onde vamos em conjunto definir as estratégias de negociação do nosso dissídio”, explicou a presidenta do Sindicato em Ijuí, Rosane Simon.

Patrões negam valorização da categoria comerciária
Apenas reposição da inflação e redução de direitos foi a proposta apresentada pelos patrões em última reunião de dissídio coletivo realizada nesto mês passado em Porto Alegre, entre Fecosul e Fecomércio.

A campanha salarial dos trabalhadores do comércio neste ano tem como tema “Vender dá Trabalho e o Trabalho tem que ser Valorizado” e busca 12% de reajuste salarial e piso mínimo de R$ 880,00. Além do reajuste a categoria pede avanços em algumas cláusulas sociais como o fim do banco de horas, licença-maternidade de 180 dias, descanso aos domingos e feriados, e 40 horas semanais, entre outros itens que compõem o rol de reivindicações.

“Queremos fazer uma forte convocação aos comerciários para que se unam ao ato de lançamento da campanha mas principalmente para que comparecem a nossa assembleia no final da tarde. É preciso lembrar que as negociações entre a categoria e os patões são sempre, a cada ano, muito difíceis, com algumas propostas absurdas por parte deles que incluem principalmente a retirada de direitos já conquistados. Queremos garantir mais direitos e aumento real para a nossa categoria, considerando os 9% de crescimento do comércio no período e só vamos conseguir isso, nos mobilizando e nos unindo”, concluiu Rosane Simon.

sexta-feira, 26 de abril de 2013

Campanha salarial dos comerciários será lançada na região no próximo dia 10

Os presidentes dos Sindicatos dos empregados no comércio da região estiveram reunidos na última sexta-feira (19), no Sindicato de Santo Ângelo, para agendar o lançamento da campanha salarial da categoria na região. Reuniram-se os presidentes Plínio dos Anjos Teixeira, de Santo Ângelo, Moacir Zagonel, de Três Passos, Nestor Idair Kalsing, de Santa Rosa, Américo Fabrício Pereira, de São Luis Gonzaga e Rosane Simon, de Ijuí.

Trabalho tem que ser valorizado
A campanha salarial deste ano tem como tema “Vender dá Trabalho e o Trabalho tem que ser Valorizado” e busca 12% de reajuste salarial. Além do reajuste a categoria pede o fim do banco de horas, licença-maternidade de 180 dias, descanso aos domingos e feriados, e 40 horas semanais, entre outros itens que compõem o rol de reivindicações.

Na região, o lançamento da campanha salarial 2013 acontecerá em dois momentos. No próximo dia 10 de maio, pela manhã em São Luiz Gonzaga, a tarde, em Ijuí, onde a categoria realizará uma assembleia no final da tarde. A Federação que já lançou a campanha salarial no dia 10 de abril, com grande ato em Porto Alegre, vai iniciar as mobilizações regionais atingindo inicialmente os sindicatos com data-base em março e abril.

“Queremos avançar nas nossas conquistas e a categoria precisa estar unida. Todos sabem das dificuldades que passamos neste momento de negociação e por isso a nossa mobilização para o lançamento da campanha salarial num momento em que o país esta bem economicamente e o comércio cresce como nunca. É um bom momento para o comércio e queremos que seja também para os trabalhadores e trabalhadoras do setor”, disse a Vereadora e Presidenta do Sindicato de Ijuí, Rosane Simon.

Proposta patronal é descabida e fora de contexto
Apenas reposição da inflação e redução de direitos foi a proposta apresentada pelos patrões em reunião de dissídio coletivo realizada nesta quarta-feira, dia 24/04, em Porto Alegre, entre Fecosul e Fecomércio. No entanto, a Campanha Salarial Unificada da Fecosul e Sindicatos filiados, pede reajuste de 12% para os salários e piso mínimo de R$ 880,00, e mais avanços nas cláusulas sociais.

Descabida e fora de contexto econômico é como a diretoria da Fecosul e os componentes da comissão de negociação definem a proposta patronal. Os diretores reunidos, após a conversa com os representantes dos patrões, concluíram que os empresários do comércio insistem em manter uma política de arrocho e falta de reconhecimento à dedicação e esforço da categoria comerciária. “A categoria que é responsável pelo crescimento do comércio em 2012, que foi acima de 9%, não é valoriza pelos patrões. Os empresários do comércio continuam na contramão do crescimento econômico. Para este ano, há a perspectiva de mais crescimento para o setor, além da forte safra agrícola que também contribui para o desenvolvimento e para o impulso das vendas no comércio”, registra Guiomar Vidor, presidente da Fecosul.

“Além de não reconhecerem o papel do importante do trabalhador, os empresários fazem proposta contrária a condição econômica e às reais necessidades dos trabalhadores. Eles oferecem apenas repasse da inflação, que corresponde a 6,77%, e piso mínimo da categoria de R$ 785,00, valor bem inferior ao já garantido piso mínimo estadual que é de R$ 805,59. Como se não bastasse ainda propõe reduzir direitos como auxílio creche, quinquênio, férias, e ainda ampliar banco de horas e o intervalo intrajornada”, completa Vidor.

Vidor destaca ainda a importância de que todos os sindicatos intensifiquem o processo de mobilização da campanha salarial e comuniquem todas as atividades e negociações coletivas para a Secretaria Geral da Fecosul para que a comissão de negociação possa dar suporte no processo.

Com informações Márcia Carvalho - Assessoria Fecosul

terça-feira, 9 de abril de 2013

Comerciários realizam o lançamento da Campanha Salarial nesta quarta-feira

A Fecosul convocou todos os seus sindicatos filiados para o lançamento da Campanha Salarial Unificada 2013, nesta quarta-feira, 10 de abril. A Federação dos Comerciários do RS deverá reunir mais de 300 líderes sindicais de todo o Estado no Salão/Auditório I da Igreja da Pompeia (Rua Dr. Barros Cassal, 220 – Floresta), em Porto Alegre em um ato de lançamento da campanha. Logo após o ato, uma caminhada será realizada até a sede da Fecomércio para entrega das reivindicações da categoria.

A Fecosul afirma que para a valorização do comerciário é preciso além do reajuste salarial, mais investimentos na profissionalização e condições de trabalho. Segundo estudos do Dieese, a categoria tem um dos salários mais baixos em relação a setores como indústria e serviços, e uma das maiores jornadas de trabalho.

A Federação também informa que não há falta de mão de obra no setor. “O que falta é valorização do trabalho do comerciário. Outros setores como indústria e serviços têm melhores salários e jornadas menores, sem trabalho aos domingos e feriados, então o que está acontecendo é uma migração de setor e não falta de mão de obra”, afirma Guiomar Vidor, presidente da Fecosul.

Em 2012, as vendas no varejo no Brasil subiram 8,4% em volume em relação ao ano anterior. O segmento de hipermercados, supermercados, produtos alimentícios, bebidas e fumo registraram esta expansão, que o levou a responder por 44,6% da taxa anual do varejo, sendo este o principal impacto no resultado do comércio varejista. Estes dados foram divulgados no final de fevereiro pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Para Vidor, este desempenho positivo demonstra as reais condições do setor atender as reivindicações da categoria comerciária na campanha salarial deste ano. “Nossas reivindicações são de melhorias das condições de trabalho e de reajuste de 12% para os salários da categoria”, explica Vidor.

A Fecosul representa mais de 50 sindicatos de comerciários e de serviços de todo o Rio Grande do Sul, o que significa representar cerca de 500 mil trabalhadores no comércio e serviços.

segunda-feira, 25 de fevereiro de 2013

Fecosul e Sindicado dos Comerciários reuniram-se com a direção da Cotrijui no último sábado

Da esquerda: Gilmar Fragoso, Paulo Dari Schossler,
Rosane Simon e Guiomar Vidor
“Estamos com muita disposição a nível institucional, para realizar as articulações necessárias e ajudar a Cotrijui a superar este momento difícil. Ao mesmo tempo, queremos conhecer a atual realidade da empresa e dentro desta realidade, garantir os direitos dos trabalhadores da Cooperativa, preservando seus empregos e salários”. Esta foi a mensagem passada à diretoria da Cotrijui pelo presidente da FECOSUL (Federação dos Empregados no Comércio de Bens e Serviços/RS), Guiomar Vidor, em reunião no sábado (23) da diretoria do Sindicato dos Empregados do Comércio de Ijuí.

A convite da diretoria do Sindicato, estiveram presentes o Vice-presidente da Cotrijui Paulo Dari Schossler e o Diretor Superintendente da Cooperativa Gilmar Fragoso. Representando os Comerciários, a vereadora, vice-presidenta da FECOSUL e presidenta do Sindicato Rosane Simon e demais diretores, além de Paulo Roberto Pacheco da Silva, diretor da FECOSUL.

Gilmar Fragoso expôs brevemente a situação da Cotrijui e explicou que a atual diretoria está tomando conhecimento do conjunto das questões que terá de enfrentar, mas garantiu que a prioridade da empresa são os trabalhadores. “Temos um passivo enorme, mas plenamente recuperável. Estamos buscando ainda para este mês recursos que nos darão a tranquilidade necessária para podermos trabalhar”, explicou.

Segundo relato de diversos diretores do Sindicato, os trabalhadores estão apoiando a empresa e empenhados em realizar o melhor possível, mas muito preocupados com a questão do atraso de salários. O pedido é de que haja ao menos uma previsão para saldar esta questão.

A direção da Cotrijui solicitou apoio da Federação para as articulações que estão em curso na busca de recursos para a empresa. Vidor deixou claro que a FECOSUL e a CTB/RS darão todo o apoio institucional que estiver ao seu alcance.

A presidenta do Sindicato Rosane Simon também garantiu todo o apoio institucional a empresa e pediu para que o diálogo entre a Cotrijui e o Sindicato sejam ampliados. “Esse momento difícil tem um viés econômico e também político na medida em que a empresa é muito importante para a região. Quase metade dos nossos associados trabalha na empresa e milhares de famílias dependem destes empregos. Então vamos trabalhar com muita responsabilidade, ajudando a empresa no que for possível, mas também buscando garantir os direitos dos trabalhadores”.

“Temos consciência de que a situação é difícil. Sabemos também a importância da Cooperativa, não só pela questão social, que se refere aos empregos, mas também pelo vínculo forte e significativo que a Cotrijui tem para com o desenvolvimento da cidade e desta região do estado. Porém temos que dar uma resposta aos associados e por isso estamos buscando o entendimento”, disse Guiomar Vidor.

O Sindicato encaminhará nesta segunda-feira ofício para a Cooperativa solicitando que o mais breve possível para que os salários sejam pagos. Caso não haja uma resposta positiva, a entidade deve convocar uma assembleia para avaliar a situação e encaminhar outras ações sobre a questão.

Representantes da Cotrijui com diretoria do Sindicato
Lançamento da campanha salarial da categoria será em março
Antes da reunião com a direção da Cotrijui, Guiomar Vidor conversou com a direção do Sindicato e convocou os diretores para um ano muito intenso de mobilização da classe trabalhadora. Segundo o presidente da FECOSUL e da CTB/RS, apesar da crise capitalista nos países do centro econômico mundial, o Brasil está numa situação melhor e por isso existe espaço para ampliar os direitos dos trabalhadores. “Existe uma série de projetos tramitando no Congresso Nacional que são do nosso interesse e precisamos de muita mobilização para desatar alguns nós e superar estas barreiras que emperram o nosso avanço”.


Dentre estas mobilizações esta a 7ª Marcha das Centrais e dos Movimentos Sociais que acontecerá no dia 6 de março em Brasília. A presidenta Dilma irá receber os representantes da marcha e receber a pauta de revindicações do movimento. Guiomar lembrou também que em março será lançada a campanha salarial da categoria com uma intensa agenda de atividades. Além de uma grande mobilização na capital, haverá mobilizações em pelo menos uma cidade de cada uma das regionais da Federação.

“Faremos uma campanha unificada que não será só pela valorização dos salários, mas também pela valorização do trabalho do comerciário que ao vender, está também impulsionando outros setores da economia”, explica o dirigente. O setor do comercio, apesar da crise, cresceu 6,5% acima da inflação, o que demonstra que o setor está aquecido.

“Precisamos de mobilização dos nossos diretores junto aos trabalhadores e também a mobilização e solidariedade de outras categorias para conseguirmos realizar uma grande mobilização e alcançarmos bom resultado nesta campanha”, finalizou Guiomar Vidor.

quarta-feira, 13 de fevereiro de 2013

Comerciários debatem campanha salarial 2013 e elegem Delegados Sindicais

Os comerciários de Ijuí e Região estiveram reunidos em assembleia na última sexta-feira (08) e iniciaram as deliberações sobre a campanha salarial da categoria em 2013. A presidenta do Sindicato Rosane Simon informa que a categoria vai reivindicar o repasse de 100% do INPC e 10% de aumento real. “Sabemos que o comércio se mostra estável economicamente. Por outro lado sabemos também que está com dificuldade de contratar, pelos horários diferenciados que exige em relação a industria ou outros setores. O trabalhador do comércio acaba migrando para não ter que trabalhar aos sábados a tarde ou domingos. Então está na hora de valorizar o trabalho no comércio”.

Rosane informou ainda que devido a antecipação da data base do comércio de maio para março o INPC do período será medido em 10 meses, de maio 2012 a fevereiro de 2013. Sem contabilizar ainda o mês de fevereiro, o índice fechou em 5,32% e a expectativa é de que feche próximo a 6,3%.

“É importante lembrar que nossa mobilização não é só pelo reajuste mas também pelo reforço na luta e na conquista de mais cláusulas sociais para a categoria. Temos 79 revindicações. Muitas delas, como o auxílio escolar, nos já conseguimos estabelecer. Mas existem ainda muitas outras, como o auxílio creche, pelas quais nós estamos lutando”.

Rosane Simon lembrou novamente que a partir em março, data base da categoria, o piso no comércio passa a ser de R$ 805,59, valor do salário mínimo regional. Enquanto não fechar o novo acordo, nenhum comerciário deve receber menos que este valor como salário.



Assembleias de base elegeram delegados sindicais
Diversas assembleias foram realizadas também na base territorial do Sindicato, não só para tratar do dissídio mas também para atualizar os trabalhadores do comércio nestes municípios sobre as demandas da categoria. Estas assembleias elegeram delegados sindicais que serão os representantes do sindicato nestes municípios e na região.

“Tivemos a grata surpresa de elegermos 3 mulheres como delegadas neste período o que é muito significativo, já que é a primeira vez que as mulheres chegam e se propõem a este desafio. Os delegados tem uma função muito importante porque são eles que nos dão o suporte e reforçam a nossa luta nos municípios de atuação do Sindicato”, disse a Presidenta.

Foram eleitos delegados sindicais Oseias Franciscone (Ajuricaba), Juliano Antunes Rodrigues (Nova Ramada), Marcelo Andrade Rigoli (Chiapetta), Neuza Bindé (Campo Novo), Gladis Janice Beck Georgen (Augusto Pestana), Vilson Melo (Santo Augusto) Ines Cristina da Silva (Coronel Bicaco), Itani Filipin (Catuípe) e Rivail Rosa dos Anjos (Jóia).