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quinta-feira, 24 de outubro de 2013

Centrais entregam pauta do Piso Regional para governador Tarso Genro

Comerciários, Fecosul e CTB compareceram em grande número ao ato
Em audiência no Palácio Piratini, na tarde desta quarta-feira (23/10), as centrais sindicais entregaram a pauta de reivindicações do Piso Regional, Desenvolvimento e Distribuição de Renda, ao governador do Estado Tarso Genro. Participaram mais de 500 pessoas ligadas à CTB e as demais centrais, e de vários sindicatos filiados à Fecosul.

O secretário do Conselho de Desenvolvimento Econômico e Social (CDES), Marcelo Danéris, abriu o encontro falando que o governo do estado busca uma política equilibrada e com distribuição de renda. Danéris disse ainda que o Piso Regional é fundamental para movimentar o comércio e os serviços do Estado.

Guiomar Vidor, presidente da Fecosul e da CTB/RS, foi o primeiro presidente de central a falar e apresentou ao governador o índice de reajuste de 16,81% para o Piso Regional para janeiro de 2014. Vidor explicou que este índice foi projetado considerando a média do PIB do Brasil e do Rio Grande do Sul que foi de 3, 9%, acrescido do INPC/IBGE estimado para dezembro de 2013, de 5,9%. E ainda acrescentou que “estão incluídos os critérios para repor as perdas do último período, até recuperar o valor de 1,28 salário mínimo nacional”.

Vidor destacou também a importância do Piso Regional para a economia e para o crescimento do Estado, lembrando que as pequenas empresas pagam o piso e quem não quer pagar são as grandes redes e as grandes empresas. “Em nome da Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil (CTB-RS), quero reconhecer o papel destacado do nosso governador no resgate do Salário Mínimo Regional no Estado do Rio Grande do Sul, que tinha acabado, mas foi ressuscitado pelo atual governo e está valorizado cada vez mais”, finalizou Guiomar Vidor.

O Governador Tarso Genro com Rosane Simon
A Presidenta do Sindicato dos Empregados no Comércio de Ijuí e 2ª Vice-presidente da Fecosul Rosane Simon esteve no ato e destacou a presença e o protagonismo dos comerciários e da CTB. Ela elogiou a sensibilidade do Governo Tarso para com as demandas dos trabalhadores e trabalhadoras. “Percebemos nas manifestações tanto do Governador Tarso Genro quanto de seus secretários a dimensão que nos trabalhadores e trabalhadoras temos da importância que a valorização do salário mínimo regional tem para a economia do estado. Este reajuste repercute positivamente proporcionando crescimento econômico e mais qualidade de vida para a classe trabalhadora. Para o operário que recebe o mínimo estadual, qualquer índice de reajuste é significativo, ainda mais se repõe as perdas no período”.

O governador Tarso Genro, em seu discurso, destacou que o salário mínimo regional é um elemento da política do desenvolvimento e da economia do Estado. O governador disse ainda que a presença massiva e o grau de unidade das centrais faz um governante prestar mais atenção nas demandas dos trabalhadores. Tarso falou ainda que é um orgulho para ele, como governante, ver no Palácio Piratini a presença de centenas de trabalhadores reunidos. "A democracia pode ser comparada a uma grande mesa. Antes do presidente Lula, as pessoas tinham bancos de alturas diferentes e alguns não enxergavam o que estava em cima da mesa. Quando Lula começou a receber sindicalistas, moradores de rua, organizações do campo, e todo tipo de representação, as cadeiras começaram a ficar da mesma altura. Quando as pessoas enxergam o que está em cima da mesa elas sabem o que estão disputando", comparou Tarso.

Com informações da Assessoria Fecosul

quarta-feira, 16 de outubro de 2013

CTB promove novo encontro da Regional Noroeste em novembro

Aconteceu na manhã desta quarta-feira (16) no auditório do Sindicato dos Empregados no Comércio de Ijuí, o “Encontros Regionais da CTB do Rio Grande do Sul”. O evento tem como principal objetivo organizar as regionais da Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil no Rio Grande do Sul e também avançar na integração entre os Sindicatos filiados e a Central.

O encontro em Ijuí foi aberto pela Presidenta do Sindicato dos Empregados no Comércio de Ijuí Rosane Simon. Rosane saudou a todos, dando boas vindas a Luciano Agostini, do Sindicato dos Servidores Públicos Municipais de Ijuí, que esteve presente. Estiveram presentes também representantes dos comerciários de toda a região e Diretores do Sindicato de Ijuí

Eremi Melo, Secretária Geral da CTB/RS e o Diretor Financeiro Júlio Lopes representaram a Central. Além de mostrarem vídeos que resumem um pouco da história da CTB no estado, foram debatidas as principais lutas dos trabalhadores atualmente, dentre elas o fim do fator previdenciário e a valorização das aposentadorias e do reajuste para aposentados, a redução da jornada de trabalho sem redução de salários e o luta para barrar a PL 4330, que institui a terceirização. O PL 4330, por reduzir amplamente os direitos da classe trabalhadora foi apelidado de PL do trabalho escravo.

Júlio Lopes falou aos presentes sobre uma das pautas do encontro, o fortalecimento das regionais. Ressaltou o papel da CTB na vida dos trabalhadores e trabalhadoras e também na medida em que mantêm vivas as bandeiras de luta que outras centrais abandonaram ao longo de sua caminhada. “Hoje ainda lutamos pela redução da carga horária e o fim do fator previdenciário. Somos contra o PL 4330 que é uma bomba para os trabalhadores. Se este PL for aprovado, não tem mais classe trabalhadora. E toda esta luta, nós fazemos independentemente de quem está no governo. São nossas bandeiras históricas pelas quais a CTB atua como protagonista, estando sempre a frente destas bandeiras”, defendeu.

“Quando fundamos a CTB, tínhamos o entendimento de que nos fazia falta uma Central que conseguisse juntar os anseios de cada categoria naquilo que elas tem em comum. A CTB, apesar dos poucos anos de fundação, já se tornou uma gigante, por realizar a luta dos trabalhadores e trabalhadoras justamente neste sentido, independentemente de quem esteja nos governos e defendendo avanços sempre pensando na valorização do trabalho e da produção”, complementou Rosane Simon.

Para a Secretária Geral Eremi Melo, o momento do país é novo e a pauta dos trabalhadores só vai avançar quando o povo for para as ruas. Eremi destacou que há disputa pelas mobilizações. “A pauta da classe trabalhadora no Congresso Nacional não avançou, mas também não retrocedeu porque há luta. A força, a presença e o lobby dos empresários é muito forte e nós, seja nos legislativos, nos executivos ou nas ruas, precisamos aumentar nossa presença também”, disse.

Luciano Agostini com a
Secretária Geral Eremi Melo
Luciano Agostini falou aos presentes dos dramas vividos pelos servidores municipais em Ijuí que estão em plena mobilização por valorização de salários e também por melhores condições de trabalho. Luciano foi formalmente convidado a filiar o Sindicato dos Servidores de Ijuí à Central.

“Nas mobilizações que realizamos recentemente em Ijuí temos que ressaltar o papel dos servidores públicos municipais e dos professores. Os servidores públicos estão neste período, retomando suas bandeiras e lutando com muita garra e dignidade para abrir diálogo frente aos problemas que tem enfrentado. O convite que fazemos para que estejam conosco é justamente para reforçar a luta que é de todos nós e que de certa maneira, já estamos travando no legislativo ijuiense”, disse Rosane Simon.

Muitos Sindicatos da região filiados a Central não puderam comparecer a esta reunião, impossibilitando a formalização de uma representação regional para a CTB. Com isso, uma nova reunião da Regional Noroeste está agendada para o dia 12 de novembro.

terça-feira, 15 de outubro de 2013

CTB promove encontro da Regional Noroeste em Ijuí

A Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil (CTB) promove nesta quarta-feira mais uma etapa dos “Encontros Regionais da CTB do Rio Grande do Sul”. O encontro tem o objetivo de integrar dirigentes dos Sindicatos da Regional Noroeste com a diretoria da CTB-RS.

“No 3º Congresso Estadual da CTB-RS, nós tomamos a decisão de estruturar a CTB em todas as regiões para dar uma organicidade e um planejamento melhor em todas as regiões do Estado, a fim de aumentar a integração com a direção geral em Porto Alegre”, justificou o presidente Guiomar Vidor.

Estarão em Ijuí a secretária geral da CTB/RS, Eremi Melo e o diretor financeiro, Júlio Lopes. Além de ouvir e colher reivindicações dos dirigentes e sindicatos outra proposta do encontro e para definir os nomes que vão ocupar as funções de Coordenador Político, Coordenador Geral e Coordenador de Formação para a Regional Noroeste da CTB.

Todos os sindicatos da região estão convidados, mesmo não sendo filiados a Central. O encontro acontece nesta quarta-feira, dia 16, a partir das 9:30 horas, no auditório do Sindicato dos Empregados no Comércio de Ijuí.

segunda-feira, 26 de agosto de 2013

Comerciárias de Ijuí participam do 3º Congresso Nacional da CTB


O 3º Congresso Nacional da CTB (Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil) encerrou-se neste sábado (24), em São Paulo, com a eleição da nova direção. Adilson Araújo, bancário da Bahia, foi eleito o novo presidente. O Congresso teve a participação de 1.258 delegados e delegadas dos 27 estados brasileiros, sendo 67,09% homens e mulheres 32,91%. Entre a representação feminina dos delegados, duas comerciárias ijuienses. A Vereadora e Presidenta do Sindicato dos Empregados no Comércio de Ijuí Rosane Simon e a Diretora da Entidade, Débora Maas.

O congresso teve como tema central “Avançar nas mudanças com valorização do trabalho”. No seu discurso de posse, Adilson Araújo destacou algumas de suas propostas como ampliar a rede de comunicação e, no plano da organização, constituir uma central de apoio e logística para as entidades sindicais. "Tenham certeza de que vocês não elegeram um técnico, mas um trabalhador destemido, dedicado e comprometido com a causa da classe trabalhadora", afirmou, para em seguida sustentar sua disposição para aproximar cada vez mais dentro da CTB o sindicalismo do campo e da cidade.

Araújo iniciou sua militância sindical e política no final dos anos 80. Ele participou da fundação da CTB em dezembro de 2007 e, na esfera institucional, foi também presidente do Conselho Estadual de Trabalho e Renda da Bahia (CETER-BA), representando a bancada dos trabalhadores. O dirigente assume a presidência da CTB nacional em um momento de consolidação da Central, dentro de uma perspectiva de crescimento que deve colocá-la, a médio prazo, entre as três maiores entidades do país.

Dep. Federal Assis Melo (Ex-presidente
dos Metalúrgicos de Caxias), com Débora
Maas e Rosane Simon (Ambas a direita)
Para Débora Maas, que faz parte da direção estadual da entidade, o Congresso é momento de reforçar a estratégia de luta. “Os debates são esclarecedores e nos possibilitam um contanto mais aprofundado com a conjuntura e também uma leitura em relação ao momento político. Saímos com a convicção de que precisamos ampliar nossa união neste dado momento, buscando pressionar o governo a atender a pauta dos trabalhadores”. Débora destacou também a interação com outras realidades. “Aqui temos contato com pessoas de todas as regiões do Brasil e também com trabalhadores das mais diversas categorias, o que nos permite ampliar nosso conhecimento destas realidades e também ampliar os laços de cooperação e de luta”.

A Vereadora e Presidenta do Sindicato dos Comerciários de Ijuí destacou a representatividade que a CTB alcançou nestes poucos anos de existência. “Foram debates muito ricos centrados no projeto de avançar nas reformas e que contaram com a presença de representantes das todas as centrais sindicais, de partidos de esquerda e também de representantes dos Governo Federal e da cidade de São Paulo, o que demonstra o respeito que a CTB construiu como uma central classista e de luta”. Para Rosane Simon os trabalhadores e as trabalhadoras, da cidade e do campo, são o centro impulsionador das reformas que o país precisa. “Nosso congresso mostrou a unidade do nosso projeto entre as diversas categorias e sindicatos de trabalhadores e trabalhadoras da cidade e do campo, além de diversas forças políticas no entendimento de que somos a força que pode efetivamente pressionar o governo para que ocorram as mudanças e o país avance nas reformas que trarão mais dignidade e qualidade de vida para o nosso povo”, concluiu.

quarta-feira, 21 de agosto de 2013

Comerciários recebem homenagem do Legislativo Ijuiense

Diretores receberam homenagem de todas as bancadas
A convite de todas as bancadas, Diretores do Sindicato dos Empregados no Comércio de Ijuí foram homenageados pelo Legislativo Ijuiense nesta segunda-feira. O motivo da homenagem foi o aniversários de 76 anos da entidade, comemorado no últim dia 22 de julho. Estiveram presentes à homenagem a Presidenta e Vereadora Rosane Simon, o Tesoureiro Guilherme Persich, o Assessor Jurídico Luiz Carlos Vasconcellos e os Diretores Ari Bauer, Débora Mass, Ione Sperling e Ivo Frantz.

A Presidenta e Vereadora Rosane Simon
Rosane Simon representou os comerciários na tribuna e em sua fala fez um resgate da história do Sindicato em Ijuí, lembrando que os comerciários fazem a luta na categoria mas também são combativos na luta geral de todos os trabalhadores. “A relação entre o capital e o trabalho é desigual. Só com união conseguiremos avançar. O Sindicato é uma ferramenta de luta dos trabalhadores neste sentido. De nada adianta termos uma diretoria combativa se não temos uma categoria que venha junto conosco e por isso nossa luta é também por ampliar e renovar nossa base de associados que, atuando numa entidade de classe, torna a nossa força muito maior”

Em seguida, Rosane Simon leu mensagens da FECOSUL e da CTB.

“A Federação dos Empregados no Comércio de Bens e de Serviços Do Rs(FECOSUL), vem pelo presente, parabenizar a direção desta entidade pela passagem de seus 76 anos de fundação. Queremos exaltar esta entidade por seu protagonismo na luta em defesa dos direitos dos comerciários e das bandeiras gerais da classe trabalhadora. Parabéns à esta categoria, que conta com um sindicato aguerrido e comprometido com as lutas de nosso tempo”, foi a mensagem encaminhada pelo Presidente da Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil (CTB/RS) e da FECOSUL, Guiomar Vidor.

Rogério Reis, Presidente do Sindicato dos Comerciários de Santa Maria e 1° Vice-presidente da FECOSUL saudou o legislativo ijuiense pela homenagem. “Neste ato em homenagem ao Sindicato dos Empregados no Comércio de Ijuí pela passagem de mais um ano de brava historia de luta, parabenizamos esta casa por essa digna e justa homenagem a essa entidade de classe que muito orgulha a categoria comerciária pela sua luta diária e incessante por melhores condições de trabalho e melhor qualidade de vida a essa classe de trabalhadores e trabalhadoras. Parabéns a toda a sua diretoria. É um orgulho muito grande compartilhar essa luta com companheiros atuantes e perseverantes na defesa incondicional da categoria comerciária”.

Diretora Débora Mass
Segundo Rosane Simon, há cerca de 30% de renovação nas eleições para a diretoria do Sindicato e jovens Sindicalistas estão surgindo. Débora Mass que também ocupou a tribuna da Câmara, é uma das Diretoras eleita recentemente. “Com muita alegria e satisfação a Diretoria, associados e os funcionários do Sindicato recebemos esta homenagem. Neste momento, representando os novos Diretores, quero saudar na pessoa do Senhor Guilherme Persich e do nosso Assessor Jurídico, Doutor Vasconcellos, a experiência de luta da nossa entidade, baseada em pessoas comprometidas e que tem muita experiência, nos servindo de exemplo e nos ensinando os caminhos para continuar este trabalho”.

Ass. Jurídico Luiz Carlos Vasconcellos
O próximo a falar foi o Doutor Luiz Carlos Vasconcellos, Assessor Jurídico da entidade. “É uma honra muito grande estar presente nesta casa. Nos emociona esta homenagem e o reconhecimento. Se vocês aqui, legislando, muitas vezes são incompreendidos na luta diária nós também muitas vezes não temos nossos esforços reconhecidos pelos trabalhadores, mas a longa jornada e a vitalidade da nossa entidade nos mostra que estamos firmes. Cumprimento esta Diretoria e os comerciários pela homenagem”.

Em seguida o Presidente da casa, Vereador Marildo Krombauer, abriu espaço para manifestação das bancadas.

Ver. Ricardo Adamy (PMDB)
Vereador Ricardo Adamy (PMDB)
“Vejo aqui amigos que conheço de longa data. Acompanho o trabalho e sei do empenho que este Sindicato sempre teve e como bem disse a Débora, uma Direção que tem muita experiência de trabalho. Sei como é difícil estar a frente disso e sabemos do esforço de todos. Parabéns e obrigado pela presença”.

Ver. Rosana Tenroller (PT)
Vereadora Rosana Tenroller (PT)
“Quero saudar toda a diretoria. É uma alegria recebe-los aqui e dar-lhes nossa saudação em nome da bancada do PT, por esta trajetória de luta em defesa dos trabalhadores do comércio. É um momento eu que nos lembramos de todas as lutas históricas dos trabalhadores pela democracia e os comerciários sempre cumpriram esse papel, sendo um dos mais atuantes na defesa dos trabalhadores urbanos. Parabéns por essa luta”.

Ver. Marcos Barriquello (PDT)

Vereador Marcos Barriquello (PDT)
“Quero saudar a todos vocês que recebem esta justa homenagem. O Sindicato dos Comerciários é uma entidade que no decorrer destes 76 anos muito bem desempenha seu papel na defesa dos trabalhadores do comércio. Não é por acaso que a nossa colega Rosane Simon vem exercendo essa presidência. Nós sabemos das dificuldades que esta equipe enfrenta e tenho a convicção de que este grupo tem muita serenidade no seu trabalho. Na minha área de atuação, a área contábil, sabemos que sem o Sindicato muitos trabalhadores não teriam seus direitos garantidos. Uma justa homenagem pela luta por todos os trabalhadores. Vida longa para os comerciários para que continuem fazendo este bom trabalho”.

Ver. César Busnello (PSB)
Vereador César Busnello (PSB)
“Tive minha primeira experiência como advogado junto a este Sindicato e junto ao Doutor Vasconcelos. Saí dali com uma boa lembrança e principalmente levando o exemplo de seriedade e de transparência que esta entidade tem até hoje. Todos sabemos da luta dos trabalhadores por ampliar conquistas na Carta Cidadã de  1988 e os comerciários também tiveram um importante papel para consolidação destes direitos e fizeram parte desta luta que agora tem outro perfil porque também incorpora a luta para que estes direitos não sejam retirados. Parabenizados a todos pela data. Que esta luta continue com os trabalhadores se unindo e se organizando para manter as suas conquistas”.

Após a fala das bancadas, Rosane Simon voltou a tribuna, realizando seu agradecimento pelo ato. “Agradeço as bancadas e a esta Casa Legislativa que propôs esta homenagem ao nosso Sindicato. Como colega e como Presidenta desta entidade quero dizer que tenho muito orgulho de ser membro deste Legislativo porque aqui também fizemos muitas ações para contribuir com melhores condições de vida para os cidadãos e para os trabalhadores e trabalhadoras”, concluiu.

Por fim, a Direção recebeu das bancadas uma placa comemorativa.

quinta-feira, 11 de julho de 2013

Três mil trabalhadores tomam as ruas do centro de Ijuí

Trabalhadores pararam as ruas do centro da cidade
Cerca de 3000 trabalhadores e representantes de movimentos sociais e associações da sociedade civil estiveram presentes ao Dia Nacional de Luta com Greves e Mobilizações realizado em Ijuí. Mais de 25 entidades Sindicais do município convocaram suas categorias e aderiram ao movimento.

Inicialmente os trabalhadores concentraram-se na Praça da República para um ato político e manifestações de entidades e sindicalistas. Leoveral Oliveira, representante da Associação dos Aposentados de Ijuí disse que os aposentados se somavam a luta para mostrar para o governo a insatisfação deste povo “lutando para derrubar o fator previdenciário e apoiando as diversas categorias de trabalhadores que se mobilizaram para esta manifestação”.

Valdir Kinn, da FeteeSul disse que este é um dia histórico que marca a capacidade da população de se organizar para a transformação da sociedade “um marco para profundas mudanças na nossa sociedade e também em Ijuí, para avançar nas pautas e bandeiras de luta da juventude, dos trabalhadores e aposentados”. O representante do Sinteep, Antônio da Luz também conclamou a todos para as mudanças que todos queremos, principalmente mudança pela pauta e bandeiras dos trabalhadores, que são também as lutas do povo.

Investimento na educação foi uma das principais reivindicações
Adriana Noronha, representante da APMI-Sindicato (professores municipais) disse que esta mobilização dá voz as reivindicações que há anos estão em pauta e que “os nossos representantes estão se omitindo em atender”. Todas as escolas de ensino fundamental e infantil do município pararam as atividades neste dia. “Nossos professores e alunos estão aqui, porque entendem a importância de cada um de nós e a nossa responsabilidade em lutar pelas mudanças no pais”.

“Quero cumprimentar a todos por estarmos aqui neste exercício de cidadania e num dia muito importante na história. Nós os trabalhadores rurais tivemos grandes conquistas que conseguimos pela mobilização e por isso estou contente em ver a nossa sociedade se mobilizar compreendendo também a importância da agricultura e da produção de alimentos e nos ajudando em nossas bandeiras de luta”, disse Carlos Karlinsky, presidente do Sindicato dos Trabalhadores Rurais. Karlinsky fez um apelo pela reforma agrária, denunciando a compra, por grandes empresas inclusive internacionais de terras no Brasil enquanto “o nosso povo não tem terra para trabalhar”. Pela tarde, os trabalhadores rurais entregam ao prefeito em exercício Ubirajara Teixeira um documento com revindicações da categoria ao município. Os rurais que a solução para o posto de saúde do interior e melhores condições de acesso e infraestrutura nos distritos e vias na zona rural.

Rosane Simon falou em nome dos Comerciários,
da CTB e da Fecosul
A Vereadora e Presidenta do Sindicato dos Empregados no Comércio de Ijuí Rosane Simon saudou a todos em nome da CTB e da Fecosul. “A nossa mobilização tem bandeira e tem pauta. Estamos de parabéns porque a nossa luta, de cada um e de cada uma que está aqui hoje, é melhorar a condição de vida do nosso povo e é  por isso que precisamos lutar, para avançar nas conquistas e para uma sociedade mais organizada e por mais dignidade para o povo, para as trabalhadoras e trabalhadores”.

Paulo Scherer, dos Bancários também saudou a capacidade de organização dos Sindicatos e Entidades da cidade. “É através da nossa união e da nossa luta que alcançares dignidade para o trabalhador, juventude e aposentados. Nós somos os que lutam e somos imprescindíveis para conquistar e avançar nos direitos para todos”.

Luciano Agostini, dos Servidores Municipais saudou o grande número de servidores parados neste dia de mobilizações e conclamou ao governo municipal abrir diálogo com a categoria. “Nossas reivindicações não recebem atenção. Pedimos ao governo que seja um governo de participação e que discuta as nossas propostas”.
Ida Dettmer, do CPERS também saudou a juventude e aos alunos das escolas que junto com funcionários e professores estavam também mobilizados para melhorar a qualidade na educação, pelo cumprimento da lei do piso e por mais recursos para o setor.

Após o ato, uma caminhada parou o centro da cidade de Ijuí. A mobilização retornou à Praça da República onde os manifestantes cantaram o Hina Nacional. Em meio a manifestação representantes da juventude colheram assinaturas para o Projeto de Lei de iniciativa popular para a democratização da comunicações.

Para Rosane Simon, dos Comerciários, é importante destacar a unidade das categorias. “Conseguimos de fato, como já havia sido feito na Conferência Nacional das Classes trabalhadoras (Conclat) em 2010 unificar a luta para além da pautas específicas de cada categoria e principalmente retomar a energia e a força da luta dos trabalhadores e do povo para cobrar nas ruas os projetos e mudanças de interesse de todos. Foi importante também a sensibilidade da sociedade organizada, do movimento estudantil, da juventude e dos aposentados que se juntaram a nós, ampliando a mobilização ocorrida anteriormente na cidade e carregando cada um, orgulhosamente as suas bandeiras de luta”, concluiu.

CTB e Fecosul presente na mobilização
Comerciários de Ijuí

sexta-feira, 14 de setembro de 2012

Abgail Pereira, secretária do Turismo do RS, apoia uma presença mais forte da mulher na política e defende uma mudança na forma com que a televisão brasileira divulga a imagem feminina

10/09/12

Abgail Pereira é secretária de Turismo do Governo do Estado e foi a 1ª secretária da Mulher da CTB-RS, em 2007.
CTB-RS – No ano passado, 46 mulheres foram assassinadas e entre janeiro e agosto deste ano, o número já chega a 50. Além disso, os casos de denúncias de violência contra a mulher são de, em média, 40 ligações por dia. O que a senhora acha que ainda precisa ser feito para que essa realidade seja modificada?

Abgail – Precisamos organizar, cada vez mais, ações que mobilizem as entidades representativas, o poder legislativo e executivo, as lideranças e a sociedade, chamando a atenção para o absurdo que é nós amargarmos com esses números. O Rio Grande do Sul é o segundo estado do país com o maior índice de violência contra mulheres. Ao se identificar que esse número é mais presente na serra gaúcha e na fronteira, conclui- e que é algo ligado a nossa cultura de uma maneira conservadora e muita atrasada do ponto de vista das relações sociais.

O Estado já tomou várias iniciativas para enfrentar essa violência. Buscou delegacias da mulher, criou casas de abrigos, que oferecem todo respaldo para a mulher e seus filhos, instituiu promotorias legais. Apesar disso, muitas das pessoas que lidam no campo com bichos, seguem tratando a mulher pior do que bicho. Então acredito que essa é uma questão cultural e para que seja modificada é necessário que siga havendo um debate permanente sobre esse assunto.

A violência contra a mulher se inicia de uma forma subliminar, psicológica, emocional, parte para a física e acaba levando a morte. Na época em que reivindicávamos a Delegacia da Mulher, nós identificamos que o debate sobre isso precisa acontecer e que Lei Maria da Penha deve sair do papel e ser trazido para a vida. Em briga de marido e mulher a sociedade tem que meter a colher, sim! Esta é uma máxima que tem que ser seguida. Descobriu-se que o agressor, em geral, é uma pessoa que se diz amar a mulher, ou seja, que tem uma relação afetiva com ela, ou ele é o irmão, ou pai, ou marido. Como é que estão essas nossas relações afetivas, a ponto de se acabar com a vida de uma pessoa? Nós temos que enfrentar de forma coletiva essa situação, metendo a nossa colher como poder público, como entidades representativas do conjunto da sociedade.

A CTB tem dado uma contribuição muito grande para esse debate por trazer, na sua concepção, a questão da mulher como protagonista da sua história e por dar visibilidade a ela como trabalhadora e com sua a relação na sociedade. A mulher ao ir ao mercado de trabalho, ela evidencia necessidades e faz avançar a humanidade na conquista dessea direitos. A CTB sempre tem pautado esse debate e nós nos sentimos extremamente contempladas por uma central que chama para si a responsabilidade de ter esse debate vivo na sociedade.

CTB-RS – No 5º encontro das Trabalhadoras no Comércio e Serviços do RS, que aconteceu na Fecosul, no início do mês de agosto, a senhora defendeu a participação das mulheres na política e, consequentemente, nos espaços de poder. Por que a senhora acha que esse envolvimento é essencial para modificar a realidade da violência atual?

Abgail – É exatamente na política e nesses espaços de poder onde as coisas são decididas. As mulheres hoje ocupam todos os lugares da sociedade. Nós estamos presentes nas universidades, em todas as profissões, mas não estamos nos espaços de poder. Ainda é muito baixo o número das mulheres que participa das esferas de poder e nós já demonstramos a nossa capacidade, que precisou ser demonstrada, ao contrário do que acontece com os homens, que quando ascendem ao poder, não precisam provar suas capacidades. Isso porque, às mulheres, não basta estar qualificada do ponto de vista profissional. É preciso, ainda, comprovar que se é capaz. Na política ainda estamos num número muito reduzido. Nós precisar estar mais presentes nesse meio, porque humanizamos as relações.

Veja bem, se nós somos mais da metade da população e nós não participamos da política, está faltando essa metade. Está faltando esse olhar, esse sentimento, essa competência. Aqui na América nós já tivemos e temos ainda, Michelle Bachelet, Cristina Kirchner, Dilma Rousseff, mulheres que acenderam. Acho que essa é uma janela extremamente importante que mostra que as mulheres têm grandes capacidades. O cargo da presidência da república ao estar sendo preenchido por uma mulher nos deu uma visibilidade na ONU, por exemplo, mas isso por si só não resolve a nossa participação na política.

Esse ano nós temos mais mulheres candidatas, quiçá sejam eleitas. Torço para que nós tenhamos muitas mulheres candidatas a prefeitas das capitais no Brasil todo. Isso vai mudando a cara do Brasil. Antigamente, nós exercitamos a cidadania ao lutar pelo direito ao voto, agora nós queremos o direito de sermos votadas.

CTB-RS – As novelas e seriados da televisão brasileira mostram, seguidamente, as mulheres sendo alvo de preconceito, agressões, maus tratos. A senhora acha que esses temas são explorados da maneira correta ou poderiam ser conduzidos de outra forma?

Abgail – Deveriam sim ser conduzidos de outra forma. O uso da imagem social da mulher é extremamente distorcido e não representa o que é realmente a vida dela. Nas novelas, muitas atrizes têm suas personagens retratadas como fofoqueiras, fuxiqueiras, ou são mencionadas e valorizadas, apenas, por suas belezas físicas, sendo taxadas de “gostosas”. Essa é uma cultura que usa a mulher como uma propriedade ou como um objeto. Na música, por exemplo, elas são chamadas por frutas ou comparadas a animais.

No entretenimento, a mulher negra ainda é tratada pior. É difícil ela ser mostrada como alguém capaz, e quando consegue isso, ou ela é feia, ou má. Então é muito distorcido do papel que é hoje ocupado pela mulher na sociedade. Nós estamos no judiciário, na construção civil, nas universidades, somos ministras, deputadas, prefeitas. E como é que a TV representa essa mulher? É com o uso do corpo para vender cerveja, moto, produtos que muitas vezes não estão nem associados ao universo feminino. A mulher é usada apenas como um atrativo, sem se explorar sua capacidade que vem contribuindo com o avanço da humanidade.

CTB-RS – Segundo um estudo feito pelo Banco Mundial e divulgado no mês de agosto, de 2000 a 2010, a participação das mulheres no mercado de trabalho na América Latina aumentou 15%. Fato que contribuiu no combate a extrema pobreza inclusive durante a crise financeira, que explodiu em 2008. Apesar da independência financeira que parte feminina da população vem conquistando, há muitas mulheres que, em paralelo a isso, se submetem a viver com homens que as maltratam e não dão o seu devido valor. Por que a senhora acha que isso ainda ocorre?

Abgail – Posso afirmar que eu já me fiz essa pergunta por diversas vezes. Ao me reunir com mulheres que são expostas a situações de violência e procurar essas repostas, acabei identificando um mundo, em que é atribuído às mulheres serem as cuidadoras. Por várias gerações foi estimulado e culturalmente aceito isso. Nós cuidamos da natureza, das pessoas, dos animais. Historicamente isso perpassou gerações. Por vezes, as mulheres defendem o seu agressor dizendo “quando ele não está bêbado ele é bom”, “ele é um bom pai”, “ele me bate, mas não deixa faltar nada em casa”, “ruim com ele, pior sem ele”. Além disso, os filhos, a família e a sociedade cobram de uma mulher que abandona o homem. Porque o homem não é um ser agressor por natureza, e sim, é um ser agressor porque foi constituído socialmente num sistema em que é interessante que ele seja quem domina, assim ele reproduz por vezes essa opressão e bate.

É difícil para a mulher se desvencilhar do elo afetivo, mesmo sendo agredida. Há dados que dizem que as mulheres levam em média 10 anos para denunciar as agressões. Existem, ainda, situações em que a denúncia é feita, mas com o passar do tempo, elas voltam para os maridos, sempre na tentativa de resguardar a relação e isso por vezes custa a vida da mulher.

Num primeiro momento, nós achávamos que elas não denunciavam porque não ia adiantar nada. Hoje, com o advento da Lei Maria da Penha – duramente conquistada pelo movimento de mulheres, que vem tentando se afirmar na sociedade e enfrenta resistência do próprio poder judiciário para que ela seja aplicada – as mulheres estão denunciando mais e os números começam a aparecer. Por isso, algumas pessoas acreditam que as delegacias não estão cumprindo com seus objetivos, por acharem que o número cresceu, mas ele não cresceu. Ele apenas evidencia uma situação que já existia, mas que estava escondida. Hoje com o amparo das delegacias e das casas de abrigo, as mulheres estão indo denunciar mais.

Aline Vargas

quarta-feira, 12 de setembro de 2012

CTB se posiciona no Senado contra projeto retrógrado sobre terceirização

O PL 4.330/04, projeto de lei que regulamenta a terceirização, é alvo de críticas de sindicatos e outras entidades que defendem os trabalhadores – eles acusam a proposta de enfraquecer os direitos dos empregados, visando assim reduzir os custos das empresas. Essas críticas deram a tônica da audiência pública que a Comissão de Direitos Humanos e Legislação Participativa do Senado (CDH) realizou na última quinta-feira (6), com a presença da CTB.

Joílson Cardoso, secretário de Relações Institucionais da Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil(CTB), ratificou durante a audiência pública a posição da Central sobre o assunto.  “Defendemos a CLT e os preceitos constitucionais. Com o mundo em crise, não aceitaremos um passo atrás”, disse.

O autor do projeto, deputado federal Sandro Mabel (PR-GO), que não participou da audiência na CDH, argumenta que sua proposta oferece segurança jurídica para os terceirizados, oferecendo regras claras tanto para os trabalhadores nessa situação quanto para seus contratantes. Atualmente, a matéria tramita na Câmara dos Deputados. Se for aprovada, passará então a tramitar no Senado.

A CTB tem posição definida sobre o tema. Para seus dirigentes, uma regulamentação da terceirização, qualquer que seja, atingirá mais de 30 milhões de trabalhadores e pode representar, na prática, uma reforma da legislação trabalhista com grandes impactos no mercado de trabalho brasileiro, podendo significar  a institucionalização  da precarização do trabalho, representando o  aumento da jornada, a ampliação das situações de risco, dos acidentes e doenças, o crescimento da rotatividade e o rebaixamento salarial.

Por esse aspecto, a CTB defende que qualquer legislação sobre esse tema tenha como base os seguintes pontos:

  • Proibição da terceirização na atividade-fim, inclusive no serviço público;
  • Proibição de toda e qualquer possibilidade de subcontratação;
  • Responsabilidade solidária da empresa contratante pelas obrigações trabalhistas e previdenciárias;
  • Isonomia e igualdade de direitos entre todos trabalhadores e trabalhadoras garantindo o princípio da progressividade de direitos e da norma mais favorável;
  • Direito à informação prévia e negociação coletiva por ramo preponderante;
  • Proibição de terceirização das atividades que são tipicamente de responsabilidade do Setor Público.

Portal CTB

segunda-feira, 28 de maio de 2012

Posse da nova diretoria do Sindicato


Cerca de 350 pessoas compareceram ao ato
A diretoria do Sindicato dos Empregados no Comércio de Ijuí eleita neste ano tomou posse na última sexta-feira. O ato de posse foi realizado em clima festivo num jantar no CTG Chaleira Preta. Cerca de 350 pessoas compareceram ao evento entre comerciários, representantes de Sindicatos de empregados no comércio da região e também representantes de Sindicatos de outras categorias.

Luiz Carlos Vasconcellos
A cerimonia foi conduzida por Luiz Carlos Vasconcellos, assessor jurídico dos comerciários em Ijuí e a mesa formada por Nestor Kalsing, presidente do Sindicato dos Empregados no Comércio de Santa Rosa e coordenador da regional noroeste missões da FECOSUL, Carlos Karlinski, presidente do Sindicato dos Trabalhadores Rurais de Ijuí, Guiomar Vidor, Presidente da Federação dos Empregados no Comércio de Bens e Serviços do RS (FECOSUL) e Rosane Simon, presidente dos comerciários em Ijuí, reeleita para o seu terceiro mandato.

Nestor Kalsing
Nestor Kalsing saudou a todos os presentes em nome dos comerciários. “Quero deixar à nova diretoria o nosso apoio e a certeza de que podem contar conosco para ajudar nas mobilizações que temos pela frente. Desejo sorte e tenho a certeza, que pelo trabalho que até aqui foi realizado, os comerciários estão bem representados em Ijuí”.

Carlos Karlinski
Carlos Karlinski falou em nome dos Sindicatos de Ijuí: “A velocidade das transformações que atingem os trabalhadores nos trarão muitos desafios pela frente e nós, trabalhadores de todas as categorias temos que estar organizados e solidários para enfrentar estes desafios. Desejo um bom mandato, coragem, saúde e sucesso”.

Em seguida os diretores foram nominados e Guiomar Vidor, presidente da Federação deu posse à diretoria. “Tenho a grata satisfação de estar em Ijuí e em nome da Federação dar posse a esta diretoria. O momento exige que os trabalhadores sejam os agentes das transformações na sociedade e isto exige muita dedicação de todos vocês”.

Guiomar Vidor
Vidor comemorou a eleição de novos diretores nesta gestão. “É importante mesclar experiência com a renovação. Os desafios que vocês assumem requerem muito dedicação. Temos o compromisso com a valorização do trabalho, com a regulamentação da categoria comerciária, com o projeto das 40 horas semanais, todos de muita importância para os trabalhadores. Como presidente da Federação e também da CTB/RS (Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil), central a qual este Sindicato é filiado, garanto a vocês que estaremos juntos em todas estas lutas”, concluiu.

A presidente Rosane Simon disse sentir muito orgulho de novamente estar a frente da categoria. “É importante estar aqui com vocês porque esta diretoria se fortalece com a presença de cada um. A nossa luta não é feita só com os diretores mas junto com toda a categoria. Só assim poderemos dar conta da imensa tarefa que é lutar por melhores condições de vida para os comerciários e também para todos os trabalhadores”.

Após o ato de posse, todos confraternizaram em um jantar baile. O mandato no Sindicato dos Empregados no Comércio de Ijuí é de três anos.

A nova diretoria empossada

segunda-feira, 21 de maio de 2012

Inscrições abertas para mostra de vídeo sindical

Organizada pela Secretaria de Formação, Cultura e Comunicação da CTB (Central de Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil), a 1ª Mostra de Vídeo Sindical da CTB tem como objetivo divulgar e estimular a produção audiovisual (documental ou ficcional) que trata do mundo do trabalho no Brasil e na América Latina para dar visibilidade às condições de vida e trabalho de homens e mulheres, empregados e desempregados.

Os vídeos podem ser produzidos por trabalhadores, Sindicatos ou Federações com temáticas em histórias e bandeiras de luta. Serão classificados três vídeos por Estado. O resultado da classificação será anunciado ao público em solenidade especial de entrega de prêmios. A data, o local e horário serão divulgados posteriormente.

As inscrições para a mostra são gratuitas e estarão abertas até o final de maio de 2012. Para se inscrever os interessados deverão preencher a Ficha de Inscrição e remetê-la devidamente assinada com todas as folhas rubricadas, para a CTB/RS, com os seguintes materiais:

  • Cópia em DVD da obra, para seleção/exibição;
  • 2 fotos do trabalho ou realizadores para divulgação, em arquivo digital formato JPG com resolução mínima de 300 dpi (os arquivos com as fotos deverão ser enviados em CD/DVD).
  • Enviar mensagem com o nome da obra inscrita e a data de postagem do material para o correio eletrônico da CTB/RS

Maiores informações na Secretaria da CTB/RS (51-32289478).
Baixe a Ficha de Inscrição

quinta-feira, 5 de abril de 2012

Encontro Nacional reúne mulheres do campo e da cidade em Brasília

Centenas de sindicalistas de 21 estados brasileiros e do Distrito Federal participaram no último final de semana do 1º Encontro Nacional das Mulheres Trabalhadoras da CTB, entre eles a vereadora e presidenta do Sindicato dos Empregados no Comércio de Ijuí, Rosane Simon. Para participar do evento, que se iniciou na sexta-feira (30), mulheres do campo e da cidade não mediram esforços e se mobilizaram, vencendo a barreiras da discriminação existente dentro do movimento sindical.

 
No primeiro dia de encontro foi debatido o preocupante cenário da desindustrialização e os impactos deste cenário na vida de trabalhadores e trabalhadoras, o III Plano Nacional de Políticas para Mulheres e os dois Projetos de Lei da Igualdade de Oportunidades entre Homens e Mulheres no Mercado de Trabalho, que tramitam no Congresso Nacional. As presentes receberam esclarecimentos sobre os projetos. Outro tema que mobilizou as sindicalistas por todo Brasil é a Reforma Política e o empoderamento feminino. A ideia é alertar para a relevância da presença feminina nos espaços de poder e tomadas de decisões na busca pela igualdade de direitos, assim como eleger candidatas comprometidas com a luta das trabalhadoras. A situação das mulheres no mercado de trabalho e nas negociações coletivas também foi um dos temas. As participantes receberam orientações acerca de seus direitos e importância de ocupar espaços nos sindicatos para ampliar as propostas de gênero nos acordos coletivos.

Dilce Abigail Pereira, atual secretária de turismo do estado e a primeira secretária da mulher trabalhadora da CTB foi homenageada no encontro. A dirigente, esteve na linha de frente de várias lutas das trabalhadoras da Central.

Dilce Abigail Pereira (E) foi homenageada no evento
O segundo dia de discussões foi aberto com uma palestra que “incendiou” a plenária, sobre a participação das mulheres e jovens dentro do movimento sindical. O debate, que a princípio era para ser feito com poucas intervenções, superou as expectativas, já que dezenas de mulheres se inscreveram para relatar as dificuldades enfrentadas dentro dos sindicatos em cada região do país.

“Queremos exigir que se cumpra a cota de gênero nas mesas de negociações. Por que não aparece nas fotos mulheres nas reuniões com a presidenta Dilma? Por que não nos dão espaço, não participamos”, questionou Raimunda Gomes, a Doquinha, secretária da Mulher Trabalhadora da CTB, ao completar que as mulheres precisam fazer esse enfrentamento dentro do movimento sindical. “Esse fato demonstra a necessidade do empoderamento das mulheres dentro do movimento. Não queremos cargos secundários, mas sim cargos principais. Dirigir as lutas em defesa dos direitos dos trabalhadores e trabalhadoras!” Ficou acertada a proposta de defesa da organização de mais cursos de formação específica para as mulheres, já que nos demais cursos oferecidos a participação das mulheres é pequena e a organização de encontros nacionais anuais, que atualmente são realizados de quatro em quatro anos.

Rosane Simon ressaltou a diversidade na representação de diversas categorias do campo e da cidade e disse que estes encontros, mesmo com toda a experiência e caminhada na luta de gênero que a maioria das mulheres presentes já possui, são fundamentais para reforçar o movimento de mulheres trabalhadoras. “Não nos basta termos uma Presidenta da República e apenas 9% de mulheres no parlamento. Nós mulheres temos que ser mais ousadas na luta pela emancipação, pela igualdade e pelo empoderamento, para acabarmos com essa realidade em que a mulher é uma amostra nos espaços de poder. Os espaços de poder devem ser realidade para todas as mulheres”, concluiu.

Ao final do encontro as mulheres construíram e aprovaram um plano de ação que incluí bandeiras que devem continuar a balizar as ações da central, como a defesa por creches, redução da jornada, aprovação o PL da igualdade no mundo do trabalho, efetiva aplicação da lei Maria da Penha, ampliação da licença maternidade para 180 dias, Reforma Agrária, luta pelas delegacias da mulher, unicidade sindical, dentre outras propostas. O documento será submetido à aprovação da direção plena da CTB Nacional.

Com informações do Portal da CTB

quinta-feira, 29 de março de 2012

Encontro Nacional da Mulher Trabalhadora acontece neste final de semana em Brasília.

A vereadora e presidente do Sindicato dos Empregados no Comércio de Ijuí, Rosane Simon, realiza a partir desta quinta-feira uma  extensa agenda na capital do estado e em Brasília, onde participa do I Encontro Nacional da Mulher Trabalhadora organizado pela Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil (CTB).

Desde a fundação da CTB, em dezembro de 2007, muitas lutas foram travadas em busca da valorização do conjunto da classe trabalhadora. As mulheres, maioria da população brasileira, ocupam hoje quase 50% da força produtiva e apesar de estarem presentes nas manifestações de trabalhadores e trabalhadoras, seja nas ruas, nos debates ou nas negociações com governos e patrões, são quase sempre invisibilizadas nestas instâncias. É diante desta realidade que a Central promove o encontro nos dias 30 e 31 de março.

Com o slogan: “Desenvolvimento, Autonomia e Igualdade” o encontro vai debater temas que orientem e fortaleçam a luta das mulheres e que subsidiem a elaboração de propostas que possibilitem a conquista e a ocupação de mais espaços de poder para as mulheres no processo de desenvolvimento da nação.

Antes de ir a Brasília, Rosane Simon participa nesta quinta-feira de reunião da Direção Executiva da FECOSUL, da qual é 2ª vice-presidente, e vai a Carlos Barbosa a convite do recém criado Sindicato dos Metalúrgicos daquela cidade onde realizará palestra com o tema “A Mulher no Mundo do Trabalho”.

“Nossa luta por igualdade conquista espaços e se afirma através destes encontros. Agora, neste encontro nacional, temos a possibilidade de trocar experiências de luta com mulheres de todo o Brasil e representantes de diversas categorias. Nossas lutas são diferentes, mas marcadas pelo mesmo objetivo que é a igualdade de condições de vida e de trabalho entre homens e mulheres”, explica Rosane Simon.

quinta-feira, 24 de novembro de 2011

Presidente da CTB-RS reage contra empresários que propõem extinção do Piso Mínimo Regional no Estado


No debate a respeito do Salário Mínimo Regional, no programa ‘Esfera Pública’, da Rádio Guaíba, sob coordenação de Juremir Machado da Silva, em 23/11, o presidente da Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil (CTB-RS), Guiomar Vidor, criticou a posição dos empresários que passaram a defender a extinção do Piso Mínimo no Rio Grande do Sul. O programa contou com a presença do Secretário Executivo do Conselho de Desenvolvimento Econômico e Social (CDES-RS), Marcelo Danéris.

Presidente da CTB-RS, Guiomar Vidor, critica pedido de extinção do Piso Regional
Foto: Márcia Carvalho

A provocação partiu do vice-presidente da Federação do Comércio de Bens e Serviços do Rio Grande do Sul (Fecomércio-RS), Leonardo Schreiner, que fez uma justificativa tendenciosa:

“Quando o Piso Regional foi criado, a situação econômica do Brasil era completamente diferente e nós tínhamos, na época, um salário mínimo que equivalia a 84 dólares, o que era bastante fora da realidade. A partir de um trabalho efetuado pelo governo Lula, que tratou de melhorar as condições do salário mínimo, ele foi sendo reajustado e hoje está em torno de 300 dólares. Então, vivemos uma situação completamente diferente e não enxergamos mais a necessidade de existir um Piso Mínimo no Rio Grande do Sul”, pregou o vice da Fecomércio.

Em sua resposta, o presidente da CTB-RS fez um relato a respeito da importância, não só da manutenção do Piso Mínimo Regional, como insistiu na necessidade da recuperação das perdas ocorridas desde que ele foi instituído durante o governo de Olívio Dutra, em 2001.

“O Salário Mínimo Regional é um importante instrumento de distribuição de renda para a população, pois gera o fortalecimento do nosso mercado interno. Ele aumenta o poder de compra dos trabalhadores que mais precisam: os domésticos, os que não têm categoria sindical organizada ou que têm sindicatos mais fracos. Por isso, consideramos que, além de ser um referencial econômico, ele é também um instrumento social porque vai dinamizar mais a economia, fortalecer o mercado de consumo além de ser, ao mesmo tempo, um processo de distribuição de renda”, disse Guiomar Vidor.  E acrescentou:

“É isso o que o salário mínimo desempenha em nível nacional, tanto que foi estratégico, inclusive, no enfrentamento da crise financeira mundial de 2008 e 2009, quando o Brasil fortaleceu o seu mercado interno. Por isso, nós entendemos que, no Rio Grande do Sul, o Piso Mínimo Regional cumpre também esse papel ao fortalecer nosso mercado e, ao mesmo tempo, democratizar a renda. É um instrumento que deve ser utilizado pelo Estado para diminuir as desigualdades sociais, particularmente naquelas regiões que hoje são consideradas as mais pobres”, analisou o presidente da CTB-RS.

O representante do patronato voltou a insistir na tese da extinção do Piso Regional. Disse Schreiner:
“Nossa preocupação é se é legal termos um valor maior em um Estado que fica longe dos principais centros consumidores e que não tem grandes investimentos ainda, nem em infraestrutura, nem em educação. Nós podemos economicamente ter um Piso Regional superior à média nacional? E dentro do Rio Grande do Sul também não há diferenças entre as regiões? Será que a capacidade de pagamento de Caxias do Sul é a mesma de Faxinal do Soturno ou de Lagoa dos Três Cantos?", questionou o vice da Fecomércio.

Mais uma vez, o presidente da CTB-RS foi didático ao responder à provocação do empresário:

“Claro que não. O Piso Regional objetiva puxar para cima os salários que estão abaixo. É lógico que se pegarmos os dissídios de Caxias do Sul, elas não são atingidas pelo Piso, pois são todas superiores a esse valor”, afirmou Guiomar Vidor.

Na sequência, o presidente da CTB-RS lamentou o comportamento errático dos empresários, que só falam em produtividade quando lhes é conveniente.

“O Piso Regional cumpre um papel, sim, nas regiões menos favorecidas do Estado. Porque hoje a dificuldade grande que se tem é na regulação da própria negociação coletiva. Não existe uma maturidade significativa por parte das entidades patronais no que diz respeito a essa questão. Ainda temos que dar um passo muito grande para chegarmos de fato em um processo de livre negociação. Hoje, sequer os trabalhadores têm direito de organização no local de trabalho, o mandato dos dirigentes sindicais está sendo questionado. Então, não existe no Brasil um processo de livre negociação coletiva. Por exemplo, nas negociações da Câmara Temática do Piso Regional, as entidades patronais se negam a discutir a questão da produtividade. Jamais as empresas abriram e se negam a abrir suas contas nas negociações coletivas quando a gente argumenta a questão da produtividade. Por que agora se levanta a questão da produtividade? É lógico que temos diferenças significativas. Desde o início as entidades patronais não aceitaram o Piso Regional aqui no Estado, tanto que entraram com uma Ação Direta de Inconstitucionalidade, a pedido da Confederação Nacional do Comércio”, revelou o presidente da CTB-RS.

O vice-presidente da Fecomércio, Leonardo Schreiner, voltou utilizar argumentos falsos para reiterar o pedido de extinção do Piso Mínino Regional no Rio Grande do Sul.

“Com o passar do tempo, o Rio Grande foi perdendo competitividade e deixou de gerar empregos em comparação a grande maioria dos estados. Pela média brasileira, nós deveríamos ter gerado mais de 630 mil empregos nos dez últimos anos, o que não ocorreu. Por quê? Porque o Piso Regional significa custo e as empresas, em busca do crescimento, saem do Rio Grande em busca de outros estados, principalmente onde a mão de obra é intensiva. Assim, nós ficamos cada vez menos competitivos. Portanto, a posição consensual das entidade empresariais é de que o Piso Regional deveria deixar de existir. Por quê? Pela diminuição de vagas para os trabalhadores, pois reduziu os novos empregos, baixou a renda per capita estadual e dificultou a competitividade das empresas”.

Na resposta do presidente da CTB-RS ao empresário, os ouvintes da Rádio Guaíba tiveram a oportunidade de entender como é mentirosa e retrógrada a argumentação de parte do patronato estadual.

“Cinco estados possuem o Piso Regional: o Rio Grande do Sul, Santa Catarina, Paraná, São Paulo e Rio de Janeiro. Os empresários locais alegam que ele gera problema de competitividade, pois vai aumentar o custo da mão de obra, a nossa mercadoria será mais cara e empresas vão trocar o Rio Grande do Sul por outros estados. Ora, Santa Catarina tem um Piso maior e uma economia menor do que a nossa; o Paraná tem um Piso bem maior do que o nosso. Então, eu pergunto: por que as empresas do Paraná e de Santa Catarina não se deslocam para o Rio Grande do Sul?”, perguntou Guiomar Vidor. E prosseguiu sua argumentação em defesa do Piso Regional:

“A verdade é que esses argumentos não passam de frases repetidas e que não se comprovam na realidade objetiva que nós encontramos na economia do Estado. O Piso Regional é um instrumento importante para nós pela democratização da renda, pelo fortalecimento do nosso mercado interno e de valorização do trabalho. Por isso é que a CTB-RS lançou a campanha pela valorização do Salário Mínimo Regional. Hoje, o grande problema do Brasil não é salário. Se nós analisarmos a relação entre o PIB e a massa salarial. Na década de 80, a massa salarial representava 50% do PIB e hoje ela é 34% ou 35% do PIB. Por aí se vê como decaiu a massa salarial brasileira. Nós precisamos é reforçar cada vez mais a massa salarial, a fim de aumentar o poder de consumo do mercado interno”, finalizou o presidente da CTB-RS.

sexta-feira, 28 de outubro de 2011

Marcha dos Sem mostra a unidade dos trabalhadores no RS

A 16ª Marcha dos Sem foi uma demonstração de força e de unidade dos trabalhadores e dos movimentos sociais do Rio Grande do Sul, na tarde desta quinta-feira (27). Cerca de 5000 pessoas ligadas a movimentos sociais e entidades representativas participaram desta atividade que foi organizada pela Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil (CTB), pela Conlutas e pela Central Única dos Trabalhadores do Estado (CUT/RS). Entre as reivindicações, distribuição de renda com geração de emprego, cobrar mais investimentos em politicas sociais do governo e protestar contra a corrupção.

Além disso, os trabalhadores cobraram a manutenção do piso salarial nacional, valorização dos trabalhadores, o fim do fator previdenciário e a redução da carga horária de trabalho. Segundo a vereadora Rosana Simon, que representou no evento a União Brasileira de Mulheres (UBM) e a Federação dos Empregados no Comércio de Bens e Serviços do RS (FECOSUL), a Marcha demonstra que os trabalhadores estão em luta, para que o país se desenvolva, mas também para que este desenvolvimento seja bem distribuído, melhorando a qualidade de vida do povo. “Manter esta mobilização mostra que os trabalhadores não se conformam e querem disputar espaços para avançar em suas conquistas sociais que devem contemplar toda a classe trabalhadora”.

“Foi uma marcha extremamente positiva, principalmente pelo momento que estamos vivendo em nosso país e em nosso Estado, de luta pela ascensão do movimento social”, avaliou o presidente da CTB-RS, Guiomar Vidor.

O governador Tarso Genro recebeu, no Palácio Piratini, um documento com as principais reivindicações dos integrantes da Marcha dos Sem. Logo após, o mesmo documento foi entregue ao presidente da Assembleia Legislativa, Adão Villaverde (PT) no Palácio Farroupilha. "Foram encontros positivos, principalmente com o governador. O Estado tem que ser indutor do processo de desenvolvimento econômico, mas também instrumento indutor da distribuição da renda. Nós queremos que o trabalhador também seja valorizado. E isso só ocorrerá com a valorização do salário, do Piso Mínimo Regional e do cumprimento do piso dos professores. É significativo a Marcha dos Sem voltar a ser recebida no Palácio Piratini. E a gente observa, também, que o governo do Estado manifesta interesse em atender as reivindicações do movimento sindical e do conjunto do movimento social", analisou o presidente da CTB-RS.
A Marcha existe desde 2006, e tem como meta dialogar com a classe trabalhadora, reunindo diversos movimentos sociais no sentido de discutir questões ligadas as desigualdades de acesso e oportunidades, violência e miséria. A ação terminou no final da tarde de ontem, com um grande ato de encerramento. O evento teve a participação de integrantes dos movimentos Sem Terra, dos trabalhadores desempregados, CPERS, sindicatos e o público em geral.

Com informações do Correio do Povo
CTB/RS, por Emanuel Mattos
Fotos: Márcia Carvalho

quinta-feira, 22 de setembro de 2011

Representantes da CTB debatem questões de gênero na região da fronteira

Jaqueline, Ivanir, Izane e Rosane representaram a CTB
O seminário “Educação, Equidade e Negociação Coletiva, Questão de Gênero também na Fronteira”, promovido pela Coordenadora de Centrais Sindicais do Cone Sul (CCSCS) e realizado em Santana do Livramento e Rivera, terminou nesta quarta-feira (22). O evento comemorou também os 25 anos de criação da CCSCS.

A Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil (CTB) esteve representada no evento pela Presidente do Sindicato dos Empregados no Comércio em Ijuí, Rosane Simon, por Ivanir Perroni, do Sindicomerciários de Caxias, Izane Mathos, pela CTB/RS e Jaqueline Diesmann do Sindicato dos Sapateiros de Campo Bom. Rosane Simon foi também uma das painelistas convidadas pela organização do seminário e abordou o tema “Violência contra a Mulher e Tráfico de Pessoas”.

O primeiro painel da manhã foi “Educação e Trabalho, questão de gênero”, com Rejane Silva da CUT. Rejane falou sobre o papel fundamental da educação e do investimento público no combate as desigualdades. Ela defendeu que para diminuir as diferenças e os preconceitos de classe, gênero, raça e orientação sexual, a sociedade deve ser transformada pela base e com investimentos públicos em saúde, educação e segurança, promovendo uma melhor distribuição de renda. “Fundamental também é estarmos unidos nesta luta, pois a divisão da sociedade só favorece o capital”, disse.

Em seguida Ana Aguilera da PIT-CNT e Maria Auxiliadora dos Santos da Força Sindical, falaram sobre o tema “Negociação Coletiva”. Ana Aguilera fez um histórico da evolução das cláusulas das convenções coletivas no Uruguai, lembrando que muitas das demandas contidas nestes contratos são também demandas presentes na sociedade como a o acesso a melhores serviços de saúde, melhores condições de trabalho, formação profissional e acesso a informação. “Mais recentemente, cláusulas de combate a violência de gênero também são negociadas, como o combate ao assédio sexual e moral e igualdade salarial”, explicou.

Maria Auxiliadora lembrou que a negociação para as mulheres começa em casa, com a divisão de tarefas com os filhos e o marido e lembrou que para a inclusão de cláusulas que combatam as desigualdades e as diferenças entre os gêneros no trabalho é preciso também que as mulheres assumam o movimento sindical. “Não temos nenhuma mulher presidindo uma central sindical no Brasil e poucas dirigem os sindicatos. As mulheres precisam assumir a luta sindical”, defendeu.

O último painel do dia foi “Violência contra a Mulher e Tráfico de Pessoas”. Além de Rosane Simon, o tema foi debatido também pela Secretária Executiva do Projeto INMUJERES Drª. Diana González.

Sob o ângulo do tráfico de pessoas, Diana expôs as relações deste ato em que o traficado está em busca de dignidade e melhores condições de vida e o traficante, através da exploração e da violência física, moral e sexual, reduz o ser humano à uma posição de objeto e mercadoria impondo uma condição de escravidão. O tráfico de pessoas é o segundo mais lucrativo no mundo, ficando a frente do tráfico de drogas e atrás apenas do tráfico de armas. “O tráfico de pessoas se dá pela mobilidade do ser humano em busca de melhores condições de vida. Em outro país, distante de casa, esta pessoa se vê separada da rede de proteção que em seu país, a sua nacionalidade lhe garante através da cidadania, como a justiça, a língua e a família. Sem este amparo, é vítima do abuso de poder”, explicou Diana.

Diana defendeu que o tráfico de pessoas é uma questão de Direitos Humanos. Sendo a mobilidade garantida ao ser humano, os estados devem assegurar, através de legislação a imigração e garantir proteção, alojamento e alimentação.

 
Rosane Simon abriu o último painel da manhã falando sobre a violência contra a mulher. Citando o ineditismo do discurso de abertura da Assembleia Geral da ONU da presidenta brasileira Dilma Rousseff, ela lembrou que por mais de 20 séculos as mulheres foram impedidas de ocupar fóruns de debate e ação. Dilma é a primeira mulher a realizar este discurso de abertura. Rosane lembrou também que a ascensão de governos progressistas na América Latina emancipam as mulheres na medida em que promovem ações inclusivas. Citou a importância das mulheres ocuparem os espaços institucionais em governos e entidades e de exigir que os governos criem espaços institucionais exclusivos para encaminhar políticas públicas contra a violência e contra as desigualdades de gênero. “Nós somos cobradas muito mais do que os homens pela sociedade. Precisamos sempre, a cada momento, provar a nossa capacidade. Nosso protagonismo será mais efetivo quanto maior a nossa participação nas instâncias de decisão. A sociedade nos deve estes 20 séculos em que ficamos sem espaço”, cobrou.

A tarde o evento seguiu com a composição de um documento conjunto das Centrais Sindicais contendo eixos da luta de gênero e do combate a violência contra a mulher que deverá ser entregue aos presidentes dos países da região, na próxima Cumbre do Mercosul.

sexta-feira, 16 de setembro de 2011

Rosane Simon palestra em Seminário Internacional sobre trabalho e gênero

A Coordenadoria de Centrais Sindicais do Cone Sul (CCSCS) promove na próxima quarta-feira, em Rivera e Santana do Livramento, um seminário sobre questões relacionadas ao trabalho. O tema do seminário será “Educação, Equidade e Negociação Coletiva, Questão de Gênero também na Fronteira”.

A Presidente do Sindicato dos Empregados no Comércio de Ijuí e Vereadora do PCdoB, Rosane Simon, será uma das palestrantes. Rosane estará representando a Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil (CTB) e debaterá o tema “Violência contra a Mulher e Tráfico de Pessoas”.

“A luta dos trabalhadores muda de endereço, de país, de categoria, mas na essência, enfrentamos os mesmos problemas e dilemas em todos os lugares. Esta troca de experiências entre trabalhadores de diferentes países fortalece a nossa luta e amplia a solidariedade de classe, item fundamental da luta operária internacional”, explica Rosane Simon.

A Coordenadoria de Centrais Sindicais do Cone Sul é um órgão de coordenação e articulação dos sindicatos dos países do Cone Sul. Foi fundada em Buenos Aires, com o apoio da ORIT, em 1986. O objetivo primário da CCSCS no momento da sua fundação foi o de defender a democracia e a luta pelos direitos humanos contra os regimes autoritários que ainda existiam na região (no Chile e Paraguai) e coordenar ações conjuntas contra a dívida externa e seus efeitos sobre as economias dos países do Cone Sul. No final de 1990, a CCSCS adotada como prioridade de trabalho, a necessidade de os sindicatos desempenharem um papel de liderança na integração econômica e social do Cone Sul.