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quinta-feira, 29 de agosto de 2013

MPT irá investigar denúncias contra a Cotrijui

Por conta de denúncias feitas pelo Sindicato dos Empregados no Comércio de Ijuí ao Ministério Público do Trabalho, ocorreu na tarde desta quinta-feira (29) uma audiência neste órgão ministerial em Santo Ângelo entre a direção da cooperativa e diretores dos Sindicatos de trabalhadores de Ijuí, Dom Pedrito e Três Passos.

A audiência foi conduzida pelo Procurador do Trabalho Dr. Rodrigo Maffei. Representaram a Cotrijui o Vice-presidente Paulo Dari Schossler, os Diretores Gilmar Ribeiro Fragoso e João Edécio Graef. Lucas Kerpel de Souza representou o departamento jurídico da cooperativa.

Os comerciários de Dom Pedrito foram representados pelo Vice-presidente do Sindicato Ricardo Schluter da Silva, o Sindicato de Três Passos pelo seu Presidente Moacir Zagonel e o Sindicato de Ijuí pelo 1° Vice-presidente Paulo Braz Garcia, pelo Tesoureiro Guilherme Luiz Persich, pela Diretora Debora Vanessa Maas e pelo Asssesor jurídico da entidade, Dr. Luiz Carlos Vasconcellos. Esteve também presente Paulo Roberto Pacheco da Silva, pela Federação dos Trabalhadores no Comércio do RS. A Presidenta do Sindicato de Ijuí não esteve nesta reunião por estar em Brasília, representando a Fecosul em reunião com o Ministro do Trabalho e Emprego.

O objetivo da audiência foi o de avaliar a denúncia de irregularidades encaminhada pelo Sindicato dos trabalhadores com relação ao pagamento de verbas rescisórias em juízo. A cooperativa está demitindo trabalhadores, depositando apenas 30% das direitos rescisórios do trabalhador e buscando pagar o restante em 6 parcelas, via judicial.

O Diretor da cooperativa, Gilmar Fragoso, reconheceu que a empresa tem realizado as demissões dentro desta condição e justificou dizendo que o procedimento é necessário por causa da liminar conseguida pelo Sindicato determinando que a cooperativa pagasse a folha, pela situação financeira da empresa e que há a necessidade de demissões e de uma reestruturação do quadro funcional. Segundo ele, não há mais atraso no pagamento de salários, cumprindo a determinação judicial, porém não há perspectiva de regularizar o pagamento de rescisões e que este procedimento ocorre para valores acima de R$ 10 mil.

O Assessor Jurídico dos Comerciários de Ijuí, Dr. Luis Carlos Vasconcelos, afirmou que há muitas rescisões feitas nesta modalidade inclusive com valores mais baixos e que só em agosto foram 11. “Além disso, os empregados não aceitam o acordo de pagamento em parcelas e estão entrando na justiça”.

O Procurador do Trabalho quis saber da Direção da cooperativa qual a perspectiva para normalizar pagamento das rescisões, quando seria concluído o processo de demissões e qual o parâmetro utilizado pela empresa para o pagamento do passivo rescisório. De forma vaga, a Direção da empresa respondeu que não tem perspectiva de regularização de caixa e de que pretende fazer paulatinamente a reestruturação de pessoal para não falhar com os pagamentos. Segundo os Diretores é preciso adequar este quadro sob risco de sucumbir.

Débora Maas, Diretora do Sindicato de Ijuí, relatou ao Procurador do Trabalho que é funcionária da cooperativa, cedida ao Sindicato e que acompanha o dia a dia da empresa. “Se estão demitindo para reestruturar o quadro, porque há também um grande número de contratações, inclusive para as funções onde estão ocorrendo as demissões?”

Gilmar Fragoso negou que as contratações sejam para as mesmas funções e disse que há remanejamentos, mas reconheceu que existam contratações para cargos de confiança, como gerentes das unidades e que isto faz parte do processo de reestruturação.

“O que está acontecendo na prática é que alguns funcionários não aceitam a troca de função e então a empresa está aplicando um castigo que é a demissão e o não pagamento da rescisão”, disse Paulo Pacheco, da Fecosul.

Em ata, o Procurador do Trabalho relatou que se confirma a denúncia do Sindicato quanto ao procedimento utilizado pela empresa e decidiu requisitar vasta documentação à cooperativa, incluindo os Termos de Rescisão de Contrato de Trabalho (TRTC's) e os Avisos Prévios firmados desde julho, para proceder investigação sobre a legalidade do procedimento. “Quero adiantar que entendo que o procedimento e ilegal”, disse o Procurador.

Trabalhadores demitidos do mercado do centro também foram prejudicados

Aproveitando está audiência, os Diretores do Sindicato encaminharam também a denúncia feita por trabalhadores demitidos no supermercado do centro, que fechou esta semana. Débora Maas relatou ao Procurador que os trabalhadores foram comunicados na quarta-feira (28) que seriam remanejados para o supermercado da sede ou demitidos. Os demitidos receberam seus avisos prévios indenizados e uma parcela dos trabalhadores que seriam remanejados não aceitam a transferência de local de trabalho e preferiram ser demitidos.

“Só que estes trabalhadores que não aceitaram a mudança de local de trabalho, receberam o aviso prévio trabalhado, diferentemente daqueles inicialmente demitidos e a cooperativa usou uma regra de proporcionalidade que aumentou o tempo de cumprimento do aviso prévio. Para alguns trabalhadores chegou a 48 dias. A proporcionalidade do aviso prévio existe para beneficiar o trabalhador e não o empregador e nós não vamos aceitar este procedimento que inclusive não tem amparo legal. Estes trabalhadores e trabalhadoras foram demitidos de forma discriminatória”, argumentou Débora Maas.

Gilmar Fragoso alegou que os mercados são administrados pela Redecoop e que por isso desconhece a situação e que precisaria buscar informações sobre a questão. “A cooperativa é sócia da Redecoop e administra conjuntamente os mercados. Além disso o departamento de recursos humanos é o mesmo para as duas empresas. É estranho que sob este discurso de gestão e de reestruturação vocês não saibam destas questões. Não dá para administrar a realidade sem saber o que acontece”, comentou Paulo Pacheco, da Federação.

Novamente para este caso o Procurador do Trabalho solicitou, num prazo de cinco dias, cópia de todos os TRTC's e avisos prévios firmados para verificar e analisar o procedimento da cooperativa. Além disso, a empresa deverá esclarecer quais os critérios utilizados para as diversas formas de avisos noticiados. Gilmar Fragoso adiantou que a cooperativa vai analisar a questão, mas que se isto ocorre, deverá reverter a decisão e encaminhar todas as demissões de maneira uniforme, com os avisos indenizados.

Conduta antisindical e inédita na historia da Cotrijui

A Direção dos Comerciários levou ainda ao MPT a denúncia da recente demissão de um dirigente sindical. “Tentamos o diálogo para reintegrar este dirigente e denunciar a prática antisindical mas não obtivemos resposta da Direção. Não concordamos com a demissão. Sempre tivemos boas relações com as Direções da cooperativa e esta é a primeira vez que isto acontece na história”, explicou Débora Maas.

“Entendemos que este é um problema pequeno. Queremos reverter esta situação de forma amigável porque temos a convicção de que este dirigente tem estabilidade e não queremos que lá adiante uma ação judicial neste caso apresente um passivo ainda maior para a cooperativa”, comentou o Assessor Jurídico do Sindicato, Luiz Carlos Vasconcellos.

O Procurador do Trabalho interpelou a direção da Cotrijui para a possibilidade de diálogo sobre esta questão. A cooperativa aceitou abrir negociação para a reintegração do Dirigente Sindical e no prazo de dez dias o Sindicato deve comunicar o MPT sobre o desfecho. Independentemente disso, o MPT fará investigação para apurar se houve conduta antisindical.

“Saímos satisfeitos desta reunião porque conseguimos expor as dificuldades que os trabalhadores e trabalhadoras estão enfrentando e também conseguimos reverter algumas situações. Mas seguiremos assessorando os trabalhadores na busca de seus direitos”, disse o Dr. Luiz Carlos Vasconcelos.

“Estamos otimistas e esperamos reverter as situações que denunciamos ao MPT. Queremos manter um bom nível de diálogo com a Cotrijui porque buscamos também ainda ser recebidos pela direção da empresa para negociar o dissídio deste ano”, concluiu Débora Maas.

terça-feira, 27 de agosto de 2013

Nesta sexta-feira, trabalhadores voltam as ruas pela continuidade da luta

Mobilização do dia 11 de julho reuniu 3 mil trabalhadores nas ruas de Ijuí
Diversas entidades Sindicais e categorias de trabalhadores de Ijuí e região retornam as ruas em mobilização nesta sexta-feira (30) em mais uma atividade de pressão juntos aos governos e ao Congresso Nacional para que a pauta dos trabalhadores seja encaminhada e votada no congresso. A pauta mais urgente neste momento é barrar o PL 4330, que permite a terceirização de qualquer posto de trabalho nas empresas e que irá a votação no próximo dia 3 de setembro.

Além de barrar o projeto de terceirização e de precarização dos direitos, as entidades retomam a luta pela jornada de trabalho de 40 horas semanais sem redução de salários; fim do fator previdenciário; 10% do pib para a educação; 10% do orçamento da união para a saúde; transporte público e de qualidade; valorização das aposentadorias; reforma agrária; reforma política e democratização das comunicações.

Uma reunião na tarde desta terça-feira (27) entre os organizadores, fechou os últimos detalhes. Desta vez o ato reunirá também Sindicatos e entidades de outras cidades da região. A expectativa e de novamente parar a cidade, como aconteceu na mobilização do dia 11 de julho, além de que, se espera a ampliação da participação de entidades, sindicatos, dos estudantes e da sociedade.

A partir desta quarta-feira, um panfleto passará a ser distribuído convocando os trabalhadores para o ato, que ocorrerá na manhã desta sexta, com concentração a partir das 9 horas na Praça da República. A adesão de professores, funcionários e alunos das escolas municipais, estaduais e privadas deve parar a rede de ensino. Os funcionários públicos municipais de Ijuí farão Assembleia no mesmo dia, em sua sede. Além do ato na Praça da República, uma caminhada percorrerá o centro da cidade, parando em frente a pontos pré-selecionados pelos organizadores, que prometem uma manifestação com muito barulho, mas novamente com muita organização e respeito.

terça-feira, 9 de julho de 2013

Trabalhadores e Movimentos Sociais promovem mobilização nesta quinta-feira em Ijuí

Movimentos e Sindicatos organizam mobilização pelas bandeiras de luta dos trabalhadores
APMI-Sindicato, Bancários, Cepers-Sindicato, Comerciários, Metalúrgicos, Senergisul, Servidores Públicos Municipais, Simpro, Trabalhadores na Alimentação, em Estabelecimentos de Ensino Privado e Trabalhadores Rurais, além de representantes da Associação dos Aposentados, do DCE da Unijui e das mobilizações de rua, estiveram reunidos novamente na tarde desta terça-feira (09) para organizar a mobilização convocada pelas Centrais Sindicais para a quinta-feira (11).

A atividade reúne Movimentos Sociais e os Trabalhadores e realiza o Dia Nacional de Luta com Greves e Mobilizações e deve parar a cidade nesta quinta-feira. Além de assembleias programadas por algumas categorias, haverá paralisações e greves e um grande ato na Praça da República.

A partir das 9 horas da manhã, os trabalhadores iniciam a concentrarão na praça para o ato que coloca em pauta as bandeiras da classe trabalhadora definida palas centrais e pelos movimentos. Esta pauta inclui o fim do fator previdenciário; 10% do PIB para a Saúde; 10% do PIB para a Educação; Redução da Jornada de Trabalho para 40h semanais, sem redução de salários; Valorização das Aposentadorias; Transporte público e de qualidade; Reforma Agrária; Mudanças nos Leilões de Petróleo; Rechaço ao PL 4330, sobre Terceirização; Reforma política e realização de plebiscito popular; Reforma urbana e a Democratização dos meios de comunicação.

Os movimentos estarão recolhendo também assinaturas para o Projeto de Lei de Iniciativa Popular para uma nova lei democrática para o setor das comunicações no país, proposta do Fórum Nacional pela Democratização das Comunicações (FNDC). Diversas categorias farão caminhadas para o deslocamento até a praça onde após o ato, farão uma grande caminhada pelo centro da cidade.

terça-feira, 2 de julho de 2013

Rosane Simon defende plebiscito pela reforma política, contra acorrupção

As mobilizações realizadas no país nos últimos dias novamente foram motivo de debate entre os vereadores na sessão de ontem. “É importante a movimentação da sociedade que colocou assuntos e  temas em debate, numa mobilização inédita nos últimos anos. Mas acho importante repetir que há muito tempo se luta. Nós do PCdoB, dos movimentos de esquerda e dos movimentos social e sindical sempre estivemos presentes nas lutas por melhores condições de vida para o nosso povo e especialmente falo do meu partido, que desde 1922 está na luta democrática e popular. A atuação do PCdoB se confunde com a luta do nosso povo por liberdade e conquistas em nosso país”, disse a Vereadora Rosane Simon no pequeno expediente.

Rosane rebateu também as afirmações do colega Darci Pretto da Silva que, criticando a Presidenta Dilma, defendeu a reforma tributária como mais importante do que a reforma política e novamente criticou  supostos altos gastos com a Copa do Mundo. “Discordo do colega quando diz que o foco das manifestações são os gastos com a Copa. Sabemos que estas mobilizações tinham várias pautas e entre elas, como uma das principais, estava o combate a corrupção. É a corrupção que leva o dinheiro da saúde, da educação e da habitação, enfim o dinheiro dos investimentos necessários, pelo ralo ou para o bolso de alguns segmentos corruptos da política e da iniciativa privada”, argumentou a Vereadora.

“Entendo que a Presidenta Dilma foi muito ágil na resposta às mobilizações, principalmente quando propõe a reforma política que é o caminho para elegermos menos corruptos. Não pense que o congresso não vota a reforma tributária porque não quer. Há muitos anos a proposta de tributar as grandes fortunas e desonerar a produção e o trabalho são debatidas no congresso que não vota estas propostas porque existem lá bancadas inteiras que defendem os interesses de grupos que financiaram suas campanhas e que agora exigem retorno deste investimento. Por isso entendo que a  reforma politica, especialmente o financiamento público de campanhas é fundamental para acabar com esse círculo de corrupção”, complementou Rosane Simon.

“Por isso também quero saudar o fórum criado pelo PCdoB, PT, PDT e PSB que irá debater questões sobre o plebiscito proposto pela Presidenta Dilma. Há muita desinformação porque para a mídia importa a baderna e o vandalismo porque tem a intenção de desestabilizar o governo que tem muitos avanços, mas tem também muito mais a conquistar. E nós os trabalhadores, queremos mais. Por isso no próximo dia 11, convocado pelas centrais sindicais, estaremos nas ruas, defendendo a pauta dos trabalhadores e pedindo mais avanços e conquistas para o nosso povo”, concluiu.

Dia Nacional de Luta com Greves e Mobilizações acontecerá dia 11
A Presidenta do Sindicato dos Empregados no Comércio de Ijuí e Vereadora Rosane Simon se referiu ao Dia Nacional de Luta com Greves e Mobilizações, atividade convocada pelas centrais sindicais, que ocorrerá em todo o país no próximo 11 de julho. Setenta e sete organizações e movimentos sociais de todo o país já definiram sua participação no ato.

Os representantes dos movimentos e das centrais sindicais definiram como pauta as bandeiras de luta da classe trabalhadora como o Fim do fator previdenciário; 10% do PIB para a Saúde; 10% do PIB para a Educação; Redução da Jornada de Trabalho para 40h semanais, sem redução de salários; Valorização das Aposentadorias; Transporte público e de qualidade; Reforma Agrária; Mudanças nos Leilões de Petróleo; Rechaço ao PL 4330, sobre Terceirização.

Outras propostas incluídas são dos movimentos sociais, como a Reforma política e realização de plebiscito popular; Reforma urbana e a Democratização dos meios de comunicação.

O movimento vai levar à rua denúncias. Entre elas o genocídio da juventude negra e dos povos indígenas, a repressão e a criminalização das lutas e dos movimentos sociais a impunidade dos torturadores da ditadura e a mobilização contra aprovação do estatuto do nascituro e a redução da maioridade penal.

Sindicato dos Trabalhadores Rurais é homenageado pelo aniversário de 50 anos
O presidente Carlos Karlinsky e a esposa Vaneli Boratti Karlinskio com o Vice-presidente João Kuchak e esposa Ivanir Lambrechet Kuchak representaram a entidade nesta homenagem do legislativo.

Carlos Karlinsky fez uma breve retrospectiva da história de lutas e bandeiras do Sindicato e solicitou aos vereadores apoio nas lutas que a categoria enfrenta. “Nosso principal desafio hoje é manter as pessoas no campo, que está envelhecendo e se masculinizando. Precisamos levar infraestrutura e melhores condições de vida para estes cidadãos”, defendeu o presidente dos rurais.

Ao centro o Presidente do Legislativo Chico Seifert entrega placa
comemorativa ao Presidente do Sindicato Carlos Karlinsky
Rosane Simon saudou com muita alegria a companheirada, “como nos chamamos no movimento sindical”, disse. “A história nos faz muito bem e quando você resgatou a história do movimento dos trabalhadores rurais em Ijuí nos vem à memória muitas destas histórias que todos nós de uma forma ou de outra vivemos, porque afinal todos somos filhos de agricultores e todos vamos lembrando da nossa trajetória. Uma trajetória de dificuldades, como a que vocês relataram, mas de muita garra para sobreviver no campo”, disse.

Rosane Simon disse que com a tecnologia disponível nos dias de hoje não há justificativa para que as políticas publicas não cheguem com mais agilidade ao meio rural. “Somos parceiros nesta luta porque sabemos da importância que os pequenos produtores tem para a produção de alimentos. Como diz aquele grito de luta: se o agricultor não planta, a cidade não almoça nem janta. Precisamos nos lembrar disso sempre e dentro colocar como meta a plena qualidade de vida dos cidadãos e cidadãs no campo”, finalizou.

sexta-feira, 29 de abril de 2011

Trabalhadores são homenageados no Palácio Piratini

O governador do Estado, Tarso Genro, recebeu centrais sindicais e sindicatos, no Galpão Crioulo, do Palácio Piratini, para um almoço nesta quinta-feira (28). A recepção foi uma homenagem ao Dia Internacional do Trabalhador comemorado dia 1º de Maio. A vereadora e presidente do Sindicato dos Empregados no Comércio de Ijuí, Rosane Simon, esteve presente ao evento, onde trabalhadores de diversas centrais e de movimentos sociais entregaram produtos fruto da terra e do trabalho ao governador.


Tarso Genro disse que seu governo propõe mudanças estratégicas para a sociedade. “Nosso programa prevê a reorganização do modelo de desenvolvimento econômico do Estado. Nosso objetivo é gerar mais empregos, mais trabalho e mais desenvolvimento com inclusão social. Queremos os trabalhadores parceiros na construção do nosso projeto porque vamos precisar fazer transições e isso precisa de compreensão”, discursou o governador. Tarso reforçou os cinco pontos que norteiam o seu governo: soberania, solidariedade, desenvolvimento, sustentabilidade e democracia.

O governador também afirmou que os projetos do seu governo não preveem demissão nem arrocho salarial. “Pelo contrário, vamos contratar mais professores e mais brigadianos”, garantiu Tarso Genro. Ele lembrou ainda dos trabalhadores, de vários setores, que foram mortos nas lutas sociais e na ditadura na defesa do socialismo e da democracia. E finalizou: “Viva o 1º de Maio. Viva os Trabalhadores”.

Em seu discurso, Guiomar Vidor, presidente da Fecosul e da CTB, disse que o 1º de maio é o Dia do Trabalhador, e não do Trabalho. “É importante lembrar que os acontecimentos que fizeram surgir o 1° de maio, ainda são uma realidade para os trabalhadores em todo o mundo. As condições de trabalho ruins e o excesso de jornada ainda são as grandes causas dos acidentes e doenças do trabalho”, disse Vidor fazendo referência a data de 28 de abril – Dia Internacional em Memória às Vítimas de Acidentes e Doenças do Trabalho.

Avaliando o evento, Rosane Simon observou o comprometimento do governador com os trabalhadores. “Temos que valorizar muito este evento, que é cheio de simbolismo. O conjunto dos trabalhadores são recebidos pelo governador no palácio de governo e verificamos que uma nova lógica de governo se estabelece, na qual os trabalhadores são respeitados e valorizados pelo poder público estadual”.

Fonte e foto: Fecosul