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sábado, 2 de março de 2013

Comissão Trabalhista é eleita por advogados da 23ª OAB

Nova Comissão Trabalhista atuará no próximo triênio junto à Associação.
Foto: Assessoria de Imprensa da 23ª OAB
Advogados associados à 23ª Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) de Ijuí tiveram nesta quarta-feira, 27/2, a oportunidade de participar da eleição da nova Comissão Trabalhista que atuará no próximo triênio junto à Associação, atualmente presidida por Flávio Friederich.

O pleito ocorreu durante todo o dia e no final da tarde, logo após o fechamento das urnas, os votos foram computados pela comissão eleitoral composta pelos advogados Antenor Weiler e Humberto Meister, e presidida por Eululio Jappe.

Participaram da votação 133 advogados, sendo que cada profissional pode votar em duas categorias.

Na categoria que representa os empregados foram eleitos Luiz Carlos Vasconcellos, com 108 votos, e João Maria Mendonça, com 41 votos. Como suplentes, ficaram Cristiano de Bitencourt, com 34 votos e Mateus Zambonato com 24 votos.

Já na categoria que representa os Empregadores, foram eleitos Ilhana Vendruscolo, com 67 votos, e Harry Bender, com 40 votos. Como suplentes ficaram Janete Belinaso, com 34 votos, e Paulo Zanchi Bitencourt, com 26 votos.

Os eleitos devem definir nos próximos dias, quem ficará a cargo da coordenação da Comissão.

Luiz Carlos Vasconcellos
Luiz Carlos Vasconcellos que é também advogado do Sindicato dos Empregados no Comércio de Ijuí, rassalta a importância desta comissão, que dá legitimidade e representatividade de empregados e do empregador junto aos advogados da Vara do Trabalho. “Os advogados da região vão ter representatividade e representantes que vão falar por todos com legitimidade. Considero o Direito do Trabalho e a Justiça do Trabalho um dos ramos mais importantes do Direito porque trata do capital do trabalho, das relações de trabalho e dos direitos dos trabalhadores e portanto, das mais importantes relações que permeiam a nossa sociedade”.

Fonte: Assessoria de imprensa da 23ª OAB

segunda-feira, 17 de setembro de 2012

Apesar do crescimento nas vendas, negociação com comerciários não avança

Os comerciários de Ijuí e região, da base de atuação do Sindicato dos Empregados do Comércio de Ijuí, realizaram sua assembleia geral ordinária mensal na última sexta-feira (14). Os informes sobre o dissidio deste ano mobilizaram os comerciários e a reunião foi marcada pela grande participação da categoria.


Patrões oferecem o piso regional
O comércio gaúcho acumula alta de 10,4% no primeiro semestre de 2012 (crescimento real, já descontada a inflação). O setor de hiper e supermercados, segmento de maior peso no varejo, registra um crescimento ainda maior em 2012, com alta de 15,4% no semestre.
Apesar do crescimento nas vendas, a negociação entre o SINDILOJAS e o Sindicato dos Comerciários é tradicionalmente marcada pelo impasse e o momento difícil pelo que passa a COTRIJUI foram avaliados.

Para este ano, o SINDILOJAS oferece aos trabalhadores do comércio um piso de R$ 732,00 (já garantido pelo piso regional do estado) e 6% para os demais salários. O INPC (índice que mede a variação dos preços no mercado varejista, mostrando, assim, o aumento do custo de vida) ficou em 4,88%. O aumento real para o trabalhador seria de 1,12%.

O Sindicato pede R$ 750,00 para o piso e um aumento de 7% para os demais salários, com um ganho real de 2,12%. Guilherme Persich, diretor que conduz as negociações no lugar da Presidente Rosane Simon que está licenciada, diz que o SINDILOJAS não responde as tentativas de negociação. O Sindicato aguarda uma nova rodada para a próxima semana.

Dissídio da COTRIJUI deve fechar esta semana
Apesar do momento pelo que passa a cooperativa, as negociações estão tranquilas e o acordo deve ser fechado nesta semana. A proposta da empresa é de um piso de R$ 770,00 e um aumento para os demais salários de 6% de maio a agosto e mais 1% a partir de setembro. Na proposta, os valores retroativos a data base de maio seriam pagos em 5 vezes (de outubro a fevereiro) e o auxílio escolar em 3 vezes.

No entendimento do Sindicato, este é o momento da empresa valorizar seus funcionários, sinalizando a confiança e parceria para superar o momento de crise. A diretoria da cooperativa se mostrou receptiva e uma contra proposta será apresentada pedindo o aumento de 7% já a partir de maio e o pagamento dos valores retroativos em 3 vezes. Guilherme Persisch e o assessor jurídico Luiz Carlos Vasconcellos estão confiantes de que as negociações chegam ao acordo ainda nesta semana.

O setor de peças e de veículos já tem valores definidos. O piso fechou em R$ 762,00 e o aumento para os demais salários ficou em 7%.

Nova Sede Campestre
A categoria foi informada também sobre o andamento das obras da nova sede campestre no Povoada de Santana, próxima ao Rio Potiribú. Algumas melhorias já foram realizadas como a ampliação de banheiros e o cercamento da área e as obras de cobertura da quadra de esportes estão em andamento.
A direção convida a todos para que visitem e conheçam a nova sede que deverá estar em pleno funcionamento neste verão.

domingo, 15 de julho de 2012

Assembleia avaliou proposta inicial de reajuste

Reunidos em assembleia na noite de sexta-feira (13), os comerciários de Ijuí deliberaram sobre as negociações do dissídio da categoria. Porém, o principal item na pauta desta reunião foi a ratificação da base territorial do Sindicato.

O assessor jurídico da entidade, Luiz Carlos Vasconcellos explicou que a ratificação é meramente burocrática, devido ao fato de que no cadastro do Ministério do Trabalho alguns municípios não constam como pertencentes a base de Ijuí. O ajuste é necessário porque gerava entraves burocráticos em cada negociação do dissídio.

O Sindicato já havia encaminhado a regularização mas no cadastro do ministério haviam ainda cidades excluídas da base. Vasconcellos disse que ao longo dos anos novos municípios foram surgindo e alguns maiores, foram incorporados a outras bases territoriais, motivo que gerou o fato. Dos 21 municípios que atualmente compõe a base territorial do Sindicato de Ijuí, 13 não constavam no cadastro do ministério.

A assembleia aprovou por unanimidade a ratificação. A base territorial de Ijuí, com 21 municípios é composta por Ajuricaba, Augusto Pestana, Bom Progresso, Bozano, Braga, Campo Novo, Catuípe, Chiapeta, Coronel Barros, Coronel Bicaco, Humaitá, Ijuí, Independência, Inhacorá, Jóia, Miraguaí, Nova Ramada, Santo Augusto, São Martinho, São Valério do Sul e Sede Nova.

Primeiras reuniões de negociação
A assembleia também tratou do dissídio da categoria. Guilherme Persich, diretor tesoureiro da entidade, informou aos presentes o resultado das primeiras reuniões de negociação. Na proposta negociada com a Cotrijui, o Sindicato pede um piso de R$ 780,00 e um reajuste de 12% para os demais salários. A empresa oferece um piso de R$ 770,00 com 6% de aumento para os demais. Guilherme Persich informou que o Sindicato tem conhecimento de que os trabalhadores da empresa ligados ao Sindicato da Alimentação chegaram aos 8% e crê num avanço das negociações.

Como se repete todos os anos, com outros sindicatos patronais as negociações permanecem difíceis. O SINCOPEÇAS oferece R$ 770,00 para o piso e R$ 740,00 para boys e trabalhadores da limpeza. 7% para os demais. O Sindicato Patronal responsável pela negociação das farmácias sequer respondeu as chamadas para reunião.

Para os demais trabalhadores do comercio em Ijuí o Sindicato propõe um reajuste de 12% e um piso de R$ 770,00. O SINDILOJAS oferece 6% e um piso de R$ 732,26, exatamente o valor do piso regional do estado.

Mínimo regional do estado é conquista dos trabalhadores
Algumas entidades patronais usam o reajuste do mínimo regional como parâmetro base para não negociar com os Sindicatos de trabalhadores. As entidades de trabalhadores alertam para esta questão esclarecendo que a conquista do piso mínimo regional é fundamentalmente resultado das mobilizações das entidades e da luta dos trabalhadores. O piso regional tem inclusive alavancado as negociações de várias categorias no estado. Guilherme explicou que muitas empresas não cumprem o mínimo regional e que o Sindicato de Ijuí já está mapeando onde isso acontece para tomar medidas judiciais e solicita aos trabalhadores que informem se isto acontece.

Segundo informações publicadas no Jornal do Comércio (Leia), o piso regional está puxando a remuneração das categorias em todos os setores da atividade gaúcha. O jornal informa que o balanço das negociações para reajustes de 72 categorias em 2011 mostrou que nenhuma teve reposição abaixo da inflação anual, e 98,6% forjaram acordos acima do Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC). Os dados são do DIEESE/RS.

A assembleia autorizou a diretoria ao prosseguimento das negociações.

segunda-feira, 13 de junho de 2011

Rosane Simon: “os trabalhadores tem que ocupar os seus espaços”

A Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do RS (CTB) realizou plenária estadual nesta quinta-feira (9), no auditório da Federação dos Trabalhadores na Agricultura (Fetag/RS), em Porto Alegre, em preparação para a plenária nacional, que será realizada nos dias 28, 29 e 30 de julho. A presidente do Sindicato dos Empregados no Comércio de Ijuí, Rosane Simon, era uma das delegadas presentes.

A programação reuniu o pesquisador, Fernando Mattos, do IPEA (Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada), o governador do Estado em Exercício, Beto Grill, o presidente da Contag (Confederação Nacional dos Trabalhadores em Agricultura) Alberto Broch e o presidente da CTB Nacional, Wagner Gomes. Também prestigiaram a plenária o deputado federal, Assis Melo (PCdoB/RS), e os deputados estaduais Heitor Schuch (PSB) e Alceu Barbosa Velho (PDT). O debate principal foi sobre o Desenvolvimento, do Estado e do País, com Valorização do Trabalho.

Organização, crescimento e determinação
Guiomar Vidor, presidente da CTB/RS, abriu a plenária falando do crescimento da Central no Estado e da unidade de outras centrais em torno das lutas dos trabalhadores. “Algumas centrais até acabam participando para não ficarem de fora do debate”, alertou Vidor. A CTB/RS demonstra organização e crescimento no Estado, somando mais de 106 sindicatos filiados. O plano de lutas da central, tem como diretrizes aprovadas as lutas pela redução da jornada, fim do fator previdenciário, reajuste digno para os aposentados e o piso regional. Guiomar Vidor destaca a grande participação de sindicalistas de todas as regiões do Estado. “A proposta da Central Classista, Democrática e de Luta tem se comprovado na prática”, conclui o presidente da CTB/RS.

O Governador do Estado em exercício Beto Grill, reafirmou que o governo tem compromisso com o projeto de desenvolvimento sustentável e com a distribuição de renda. “Conversamos e ouvimos todos os setores, mas nosso governo tem lado, o lado dos trabalhadores. Sonho todos os dias com uma sociedade socialista, onde todos tenham as mesmas oportunidades”.

O presidente nacional da CTB, Wagner Gomes, falou que sem unidade não é possível enfrentar os desafios colocados para os trabalhadores. “Banqueiro pressiona, empresário pressiona e latifundiário pressiona. O trabalhador precisa pressionar também, senão nunca vamos chegar a lugar nenhum. Defendemos a unidade e que os sindicatos sejam financiados pelos trabalhadores. Esta é a nossa tarefa”, enfatizou Gomes.

Em sua fala, Rosane Simon demonstrou preocupação com a ausência da massa trabalhadora nos espaços que lhes são reservados. “Temos no Brasil e no Estado governos que são progressistas, mas estamos longe de ter nos legislativos uma representação capaz de defender e aprovar os projetos de interesses da nossa classe. É assim em Ijuí, onde enfrentamos dificuldade para defender o descanso do comerciários aos domingos e é assim no Congresso Nacional e no Senado, onde tramitam a regulamentação da categoria comerciária e também projetos de interesse de todos os trabalhadores como o fim do fator previdenciários e a redução da jornada de trabalho.

Para Rosane, que é vereadora em Ijuí/RS, o trabalhador deve ter mais atenção aos seus interesses e ocupar os espaços de participação para defendê-los. “É no Sindicato que nos defrontamos com a realidade de cada categoria e também com a realidade dos trabalhadores no Brasil. Nossa participação tem que ser ativa, no sentido de ampliar as lutas das categorias e também fortalecer os projetos de interesse da classe trabalhadora”, disse.

Na sexta-feira (10), Rosane Simon e o Assessor Jurídico do Sindicato dos Empregados no Comércio de Ijuí, Luiz Carlos Vasconcellos participaram de um Seminário de Assuntos Jurídicos, Dissídios Coletivos e Custeio das Entidades, promovido pela Federação dos Empregados no Comércio de Bens e de Serviços do RS (Fecosul).

Diversos temas de interesse aos trabalhadores foram debatidos com a proposta de aproximar o ambiente sindical à nomes ilustres da magistratura nacional. Dirigentes e assessores jurídicos de diversas regiões do Rio Grande do Sul lotaram o auditório da Federação. Foram debatidos temas como a Competência da Justiça do Trabalho para decidir conflitos Provenientes de Dissídios Coletivos; o Dissídio Coletivo e o Comum Acordo após Emenda 45; Custeio das Entidades Sindicais, principalmente sobre a Contribuição Assistencial. 

Os debatedores foram o desembargador, Dr. João Ghisleni Filho, do Tribunal Regional do Trabalho (TRT/RS), o procurador, Dr. Raimundo Simão de Melo, do Ministério Público do Trabalho de São Paulo, e o juiz, Dr. Wilson Carvalho Dias, Convocado pelo TRT/RS. Também compuseram a mesa o presidente da Fecosul, Guiomar Vidor, o diretor de Assuntos Trabalhistas e Jurídicos da Confederação Nacional dos Trabalhadores no Comércio (CNTC), Lourival Figueiredo Melo, a vice-presidente da Fecosul, Rosane Simon, e o secretário-geral, Paulo Ferreira.